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    Pavel Durov e seu aplicativo de mensagens “privadas” têm um novo rival: ninguém menos do que Elon Musk e seu XChat. Explicamos várias vezes no nosso blog que as alegações de Durov sobre a privacidade e a segurança do Telegram são exageradas, para dizer o mínimo. Aqui, vou apenas lembrar ao leitor que as conversas padrão (não secretas) no Telegram não são protegidas por criptografia de ponta a ponta, que é o requisito mínimo para que os dados do usuário permaneçam privados. Mas voltemos a Musk. N
     

XChat de Elon Musk: o novo aplicativo de mensagens é seguro? | Blog oficial da Kaspersky

24 de Junho de 2026, 10:00

Pavel Durov e seu aplicativo de mensagens “privadas” têm um novo rival: ninguém menos do que Elon Musk e seu XChat. Explicamos várias vezes no nosso blog que as alegações de Durov sobre a privacidade e a segurança do Telegram são exageradas, para dizer o mínimo. Aqui, vou apenas lembrar ao leitor que as conversas padrão (não secretas) no Telegram não são protegidas por criptografia de ponta a ponta, que é o requisito mínimo para que os dados do usuário permaneçam privados.

Mas voltemos a Musk. No final de abril de 2026, o aplicativo XChat foi lançado para usuários do iOS. O magnata da tecnologia vinha exaltando as qualidades do seu aplicativo de mensagens há muito tempo, alegando desde o início que se tratava de uma maneira incrivelmente privada e segura de se comunicar, representando uma ameaça direta ao Signal, WhatsApp, Telegram e iMessage. Hoje, analisamos se é prudente confiar nas <s>promessas de Musk</s> em relação a este novo serviço, detalhamos seus principais recursos e o comparamos à concorrência.

Criptografia no estilo Bitcoin

Musk falou sobre o XChat pela primeira vez em 1º de junho de 2025, naturalmente por meio da sua conta no X (o antigo Twitter). Quando um usuário perguntou quando o novo serviço seria lançado, Musk respondeu: “Essa semana, se não houver problemas de escalabilidade”.

Aparentemente, havia problemas de escalabilidade: a versão beta do aplicativo só foi lançada em setembro de 2025 e os usuários do iOS só obtiveram acesso total ao serviço em abril de 2026. Até o momento da publicação deste artigo, não havia informações sobre quando essa versão será lançada para o Android. Apesar disso, uma página do XChat já está ativa no Google Play, onde os usuários podem <s>enfileirar-se</s> para fazer um “pré-registro”, o que quer que isso signifique.

Mas, vamos voltar à postagem de Musk anunciando o XChat. Essa postagem específica chamou a atenção da comunidade de especialistas em privacidade e cibersegurança, e aqui está o motivo: o magnata da tecnologia informou que o serviço seria construído em uma “arquitetura totalmente nova” e apresentaria “criptografia no estilo Bitcoin”, além de ser escrito em Rust.

O anúncio de Elon Musk sobre o XChat

Elon Musk anuncia o lançamento do XChat, alegando que o novo aplicativo de mensagens é escrito em Rust e usa “criptografia no estilo Bitcoin”. Fonte

A comunidade de especialistas passou muito tempo tentando descobrir o que Musk quis dizer com isso. Afinal, o Bitcoin não é um sistema criptografado e anônimo de troca de dados. A blockchain utiliza chaves criptográficas públicas e privadas, mas para um propósito totalmente distinto: a assinatura de transações. Além disso, essas transações não estão escondidas de olhares indiscretos; elas estão disponíveis para qualquer um ver, para sempre. Simplificando: a fim de proteger os seus usuários, o Bitcoin não garante a privacidade deles, mas faz exatamente o oposto, ou seja, oferece transparência máxima.

É provável que Musk tenha usado a “criptografia no estilo Bitcoin” como uma estratégia de marketing. Na época do anúncio, o Bitcoin estava sendo negociado próximo de suas máximas históricas, e as criptomoedas dominavam as conversas. Tecnicamente, a versão beta do XChat, lançada em setembro de 2025, protegia as conversas dos usuários com um “tipo” de criptografia de ponta a ponta, mas isso foi implementado de uma forma que levantou sérias dúvidas entre os especialistas em criptografia.

E não sem uma razão. Normalmente, ao configurar um chat com criptografia de ponta a ponta, é gerado automaticamente um par de chaves criptográficas: uma pública e uma privada. A chave pública é usada para criptografar mensagens, enquanto a chave privada as descriptografa. Como outros usuários precisam da sua chave pública para iniciar uma conversa segura com você, essas chaves geralmente são armazenadas nos servidores do aplicativo.

A chave privada, no entanto, deveria ser armazenada somente no dispositivo do usuário, que é exatamente o que o Signal faz. Isso serve como uma garantia simples e firme de que nem a própria empresa nem qualquer terceiro que viole a infraestrutura dela possa acessar as conversas dos usuários, mesmo que realmente desejem.

Mas os projetos de Elon Musk seguem uma cartilha própria: os desenvolvedores do XChat decidiram que seria uma ótima ideia armazenar as chaves privadas dos usuários nos servidores do XChat. O X afirma que utilizará módulos de segurança de hardware (HSMs) para armazenar essas chaves privadas, dispositivos especializados projetados para impedir que até mesmo o proprietário do sistema tenha acesso fácil aos dados armazenados nele. No entanto, os especialistas também estão questionando a confiabilidade dessa configuração, e chegaram a uma conclusão sombria: se o X realmente quiser obter a chave privada de um usuário, é provável que consiga.

Entenda como as mensagens criptografadas do XChat funcionam na prática

Depois que os problemas de escalabilidade foram resolvidos quase um ano após o anúncio de Musk, o X lançou oficialmente o aplicativo XChat para iOS em abril de 2026. Agora, qualquer pessoa pode usá-lo. Mas do ponto de vista prático, a situação envolvendo conversas criptografadas parece ainda mais complicada do que no Telegram.

De acordo com a Central de Ajuda da rede social, para usar a criptografia de conversas de ponta a ponta no XChat, ambos os usuários devem ter uma conta no X e configurar o XChat. Além disso, deve haver algum tipo de conexão entre eles:

  • Seguir um ao outro ou estar inscrito na conta um do outro
  • Ter trocado mensagens anteriormente
  • Ter aceito uma solicitação de mensagem direta
  • Ser membros da mesma assinatura Premium Business/Premium Organization no X

Se os usuários não seguem um ao outro e não interagiram antes, pode ser que o XChat ainda permita que eles enviem uma solicitação de mensagem. No entanto, essa solicitação inicial não estará abrangida pela criptografia de ponta a ponta.

Pelo menos é assim que o processo é descrito na documentação da ajuda oficial do aplicativo de mensagens. Parece complicado demais? Não se preocupe: isso funciona de forma completamente diferente na prática. Ou melhor, não funciona. Eu consegui enviar uma mensagem para outro usuário que NÃO havia configurado o XChat. O aplicativo em si, é claro, não me avisou sobre isso.

O XChat permite que os usuários enviem mensagens para pessoas que não configuraram o aplicativo

O aplicativo permite iniciar uma conversa com um usuário que ainda nem configurou o XChat, sem qualquer aviso.

A história fica ainda melhor. O usuário para o qual eu enviei uma mensagem recebeu uma notificação na versão da Web do X, mas não conseguiu acessar a mensagem. Aqui está o motivo: antes de usar o XChat, é necessário criar um PIN de quatro dígitos. No entanto, o PIN é solicitado na primeira vez que o usuário tenta acessar o aplicativo, ou seja, antes mesmo dele ter a chance de criar um PIN. Além disso, o usuário recebe um aviso de que, sem o PIN, não será possível visualizar conversas anteriores criptografadas.

O XChat solicita um PIN antes mesmo do usuário criar um

O usuário deve inserir um PIN para descriptografar mensagens anteriores antes mesmo de concluir a configuração inicial do XChat.

A única solução que encontrei para poder usar o XChat foi tocar em “Esqueceu o PIN?” (ainda que esse PIN nunca tenha existido), confirmar a minha identidade e criar um novo PIN (ou melhor, o primeiro). Conforme já mencionado, isso faz com que você perca o acesso ao histórico de conversas, não podendo ler nenhuma mensagem enviada a você no XChat antes de ter configurado oficialmente o aplicativo.

XChat: o novo Telegram, WhatsApp, Signal… ou talvez o novo Facebook Messenger?

Todos esses obstáculos com relação ao PIN existem por um motivo. Lembre-se, ao contrário do WhatsApp e do Signal, os desenvolvedores do XChat decidiram armazenar as chaves privadas dos usuários no próprio servidor do aplicativo. Sendo assim, o aplicativo usa esses PINs de quatro dígitos para criptografar essas chaves.

De acordo com a documentação da ajuda do XChat, esse mecanismo foi projetado para garantir a integração “perfeita” entre vários dispositivos. É difícil ignorar o fato de que WhatsApp e Signal resolveram esse problema sem recorrer a artifícios questionáveis, como requisitos de PIN ou o armazenamento de chaves privadas em servidores.

O problema é que soluções alternativas como essas invalidam qualquer alegação de privacidade e segurança do aplicativo. Um PIN (a principal solução alternativa adotada) não é considerado a maneira mais segura de proteger dados confidenciais. Mencionamos várias vezes que combinações de quatro dígitos são fáceis de decifrar usando técnicas de força bruta, especialmente porque o XChat oferece 20 tentativas generosas para inserir o código certo.

O XChat avisa sobre o bloqueio após 20 tentativas malsucedidas

O aplicativo permite até 20 tentativas para inserir o PIN de quatro dígitos. Após o limite ser atingido, o XChat avisa que o acesso às mensagens será perdido permanentemente.

Como se não bastasse a implementação confusa de criptografia de ponta a ponta quando comparada à de outros aplicativos, a impressão geral é de que não faz sentido usar o XChat. Um jornalista da Wired fez um comentário certeiro: o aplicativo se parece mais com o Facebook Messenger do que com o WhatsApp, Signal ou Telegram. Mas enquanto as pessoas geralmente abrem o Messenger para ler mensagens enviadas pela mãe ou pela avó, o XChat parece destinado a três tipos de pessoas: as que querem investigar o seu sobrinho estranho que passa todo o tempo livre no X, as que ainda acreditam na promessa de US$ 500 mil em Bitcoin feita por John McAfee e fãs de Elon Musk.

Então, qual é a conclusão sobre o XChat?

A melhor maneira de encerrar esta postagem é com uma citação de um especialista em cibersegurança: “Se o que você busca é segurança, use o Signal. Se o que você quer é falar com praticamente qualquer pessoa usando mensagens criptografadas, use o WhatsApp. Se toda a sua vida gira em torno do X, suponho que isso seja melhor do que nada.”

Se você usar o XChat, a regra número um é não criar um PIN previsível: jamais use o ano do seu nascimento ou, pior, a sequência 1234. Também é importante não esquecer esse código, porque se isso acontecer, todo o seu histórico de conversas desaparecerá para sempre. Por fim, assim como acontece com suas outras senhas, você não deve armazená-la no aplicativo de notas, mas sim em um gerenciador de senhas seguro. Isso não apenas evitará que você tenha de memorizar dezenas de combinações de caracteres, como também reduzirá o risco de perder o acesso a dados e conversas importantes.

Para saber mais sobre mensagens seguras em outros aplicativos, confira nossas outras postagens:

Como desativar assistentes e recursos de IA indesejados no seu PC e smartphone | Blog oficial da Kaspersky

16 de Março de 2026, 09:15

Por mais que você não saia procurando serviços de IA, eles acabam encontrando você de qualquer maneira. Todas as grandes empresas de tecnologia parecem sentir uma espécie de obrigação moral não apenas de desenvolver um assistente de IA, chatbot integrado ou agente autônomo, mas também de incorporá-lo aos seus produtos já consolidados e ativá-lo à força para dezenas de milhões de usuários. Aqui estão apenas alguns exemplos dos últimos seis meses:

Por outro lado, entusiastas de tecnologia correram para criar seus próprios “Jarvis pessoais”, alugando instâncias de VPS ou acumulando Mac minis para executar o agente de IA OpenClaw. Infelizmente, os problemas de segurança do OpenClaw com as configurações padrão se mostraram tão graves que já foram considerados a maior ameaça de cibersegurança de 2026.

Além do incômodo de ter algo imposto à força, essa epidemia de IA traz riscos e dores de cabeça bem reais do ponto de vista prático. Assistentes de IA varrem e coletam todos os dados a que conseguem ter acesso, interpretando o contexto dos sites que você visita, analisando documentos salvos, lendo suas conversas e assim por diante. Isso dá às empresas de IA uma visão inédita e extremamente íntima da vida de cada usuário.

Um vazamento desses dados durante um ataque cibernético, seja a partir dos servidores do provedor de IA ou do cache armazenado na sua própria máquina, poderia ser catastrófico. Esses assistentes podem ver e armazenar em cache tudo o que você vê, inclusive dados normalmente protegidos por múltiplas camadas de segurança: informações bancárias, diagnósticos médicos, mensagens privadas e outras informações sensíveis. Analisamos em profundidade como isso pode acontecer quando examinamos os problemas do sistema Copilot+ Recall baseado em IA que a Microsoft também planejava impor a todos os usuários. Além disso, a IA pode consumir muitos recursos do sistema, utilizando RAM, ciclos de GPU e espaço de armazenamento, o que frequentemente resulta em uma queda perceptível no desempenho.

Para quem prefere ficar de fora dessa onda de IA e evitar esses assistentes baseados em redes neurais lançados às pressas e ainda imaturos, reunimos um guia rápido mostrando como desativar a IA em aplicativos e serviços populares.

Como desativar a IA no Google Docs, Gmail e Google Workspace

Os recursos de assistente de IA do Google no Gmail e no Google Docs são agrupados sob o termo “recursos inteligentes”. Além do modelo de linguagem de grande escala, esse conjunto inclui várias conveniências de menor importância, como adicionar automaticamente reuniões ao seu calendário quando você recebe um convite no Gmail. Infelizmente, trata-se de um pacote tudo ou nada: para se livrar da IA, é preciso desativar todos os “recursos inteligentes”.

Para fazer isso, abra o Gmail, clique no ícone Configurações (engrenagem) e selecione Ver todas as configurações. Na aba Geral, role até Recursos inteligentes do Google Workspace. Clique em Gerenciar as configurações de recursos inteligentes do Workspace e desative duas opções: Recursos inteligentes no Google Workspace e Recursos inteligentes em outros produtos do Google. Também recomendamos desmarcar a caixa ao lado de Ativar os recursos inteligentes no Gmail, Chat e Meet na mesma aba de configurações gerais. Depois disso, será necessário reiniciar os aplicativos do Google (o que normalmente ocorre de forma automática).

Como desativar os Resumos de IA na Pesquisa Google

É possível eliminar os Resumos de IA nos resultados da Pesquisa Google tanto em computadores quanto em smartphones (incluindo iPhones). A solução é a mesma em todos os dispositivos. A maneira mais simples de ignorar o resumo de IA caso a caso é adicionar -ia ao final da sua busca. Exemplo: como fazer uma pizza -ia. Infelizmente, esse método às vezes apresenta falhas, fazendo o Google afirmar abruptamente que não encontrou nenhum resultado para a sua consulta.

Se isso acontecer, você pode obter o mesmo resultado mudando o modo da página de resultados para Web. Nos resultados da pesquisa, localize os filtros logo abaixo da barra de busca e selecione Web. Caso não apareça imediatamente, procure essa opção dentro do botão Mais.

Uma solução mais radical é migrar para outro mecanismo de busca. Por exemplo, o DuckDuckGo não apenas rastreia menos os usuários e exibe poucos anúncios, como também oferece uma busca dedicada sem IA. Basta adicionar a página de pesquisa aos favoritos em noai.duckduckgo.com.

Como desativar recursos de IA no Chrome

Atualmente, o Chrome incorpora dois tipos de recursos de IA. O primeiro se comunica com os servidores do Google e é responsável por funções como o assistente inteligente, um agente autônomo de navegação e a busca inteligente. O segundo executa tarefas localmente, mais voltadas para utilidades, como identificar páginas de phishing ou agrupar abas do navegador. O primeiro grupo de configurações aparece com o rótulo AI mode, enquanto o segundo inclui o termo Gemini Nano.

Para desativar esses recursos, digite chrome://flags na barra de endereços do navegador e pressione Enter. Será exibida uma lista de flags do sistema, junto com uma barra de busca. Digite “AI” na barra de busca. Isso filtrará a longa lista para cerca de uma dúzia de recursos relacionados à IA (além de algumas outras configurações nas quais essas letras aparecem por coincidência dentro de palavras maiores). O segundo termo que você deve pesquisar nessa janela é “Gemini“.

Depois de revisar as opções, você pode desativar os recursos de IA indesejados ou simplesmente desativar todos. O mínimo recomendado inclui:

  • AI Mode Omnibox entrypoint
  • AI Entrypoint Disabled on User Input
  • Omnibox Allow AI Mode Matches
  • Prompt API for Gemini Nano
  • Prompt API for Gemini Nano with Multimodal Input

Defina todas essas opções como Disabled.

Como desativar recursos de IA no Firefox

Embora o Firefox não tenha chatbots integrados nem tenha (até agora) tentado impor recursos baseados em agentes aos usuários, o navegador inclui agrupamento inteligente de abas, uma barra lateral para chatbots e algumas outras funcionalidades. Em geral, a IA no Firefox é bem menos intrusiva do que no Chrome ou no Edge. Ainda assim, se você quiser desativá-la completamente, há duas maneiras de fazer isso.

O primeiro método está disponível nas versões mais recentes do Firefox. A partir da versão 148, uma seção dedicada chamada Controles de IA passou a aparecer nas configurações do navegador, embora as opções de controle ainda sejam um pouco limitadas. Você pode usar um único botão de alternância para Bloquear melhorias de IA, desativando completamente os recursos de IA. Você também pode especificar se deseja usar IA no próprio dispositivo (On-device AI), baixando pequenos modelos locais (atualmente apenas para traduções), e configurar provedores de chatbot de IA na barra lateral, escolhendo entre Anthropic Claude, ChatGPT, Copilot, Google Gemini e Le Chat Mistral.

O segundo caminho (para versões mais antigas do Firefox) exige acessar configurações ocultas do sistema. Digite about:config na barra de endereço, pressione Enter e clique no botão para confirmar que você aceita o risco de mexer nas configurações internas do navegador.

Uma extensa lista de configurações será exibida, juntamente com uma barra de busca. Digite “ML” para filtrar as opções relacionadas a machine learning.

Para desativar a IA no Firefox, alterne a configuração browser.ml.enabled para false. Isso deve desativar todos os recursos de IA de forma geral, mas fóruns da comunidade indicam que isso nem sempre é suficiente para resolver o problema. Para uma abordagem mais radical, defina os seguintes parâmetros como false (ou mantenha apenas aqueles de que você realmente precisa):

  • ml.chat.enabled
  • ml.linkPreview.enabled
  • ml.pageAssist.enabled
  • ml.smartAssist.enabled
  • ml.enabled
  • ai.control.translations
  • tabs.groups.smart.enabled
  • urlbar.quicksuggest.mlEnabled

Isso desativará integrações com chatbots, descrições de links geradas por IA, assistentes e extensões baseados em IA, tradução local de sites, agrupamento de abas e outros recursos baseados em IA.

Como desativar recursos de IA em aplicativos da Microsoft

A Microsoft conseguiu incorporar IA em praticamente todos os seus produtos, e desativá-la nem sempre é uma tarefa simples, especialmente porque, em alguns casos, a IA tem o hábito de reaparecer sozinha, sem qualquer ação do usuário.

Como desativar recursos de IA no Edge

O navegador da Microsoft está repleto de recursos de IA, que vão do Copilot à pesquisa automatizada. Para desativá-los, siga a mesma lógica usada no Chrome: digite edge://flags na barra de endereços do Edge, pressione Enter e, em seguida, digite “AI” ou “Copilot” na caixa de pesquisa. A partir daí, você pode desativar os recursos de IA indesejados, como:

  • Enable Compose (AI-writing) on the web
  • Edge Copilot Mode
  • Edge History AI

Outra maneira de se livrar do Copilot é digitar edge://settings/appearance/copilotAndSidebar na barra de endereço. Ali, você pode personalizar a aparência da barra lateral do Copilot e ajustar as opções de personalização para resultados e notificações. Não se esqueça de verificar também a seção Copilot em App-specific settings. Você encontrará alguns controles adicionais escondidos ali.

Como desativar o Microsoft Copilot

O Microsoft Copilot existe em duas versões: como um componente do Windows (Microsoft Copilot) e como parte do pacote Office (Microsoft 365 Copilot). As funções são semelhantes, mas você terá que desativar um ou ambos, dependendo exatamente do que os engenheiros de Redmond decidiram instalar na sua máquina.

A coisa mais simples que você pode fazer é desinstalar o aplicativo por completo. Clique com o botão direito na entrada Copilot no menu Iniciar e selecione Desinstalar. Se essa opção não estiver disponível, vá até a lista de aplicativos instalados (Iniciar → Configurações → Aplicativos) e desinstale o Copilot por lá.

Em determinadas versões do Windows 11, o Copilot está integrado diretamente ao sistema operacional, portanto uma simples desinstalação pode não funcionar. Nesse caso, você pode desativá-lo pelas configurações: Iniciar → Configurações → Personalização → Barra de Tarefas → Desativar o Copilot.

Se você mudar de ideia no futuro, sempre poderá reinstalar o Copilot pela Microsoft Store.

Vale observar que muitos usuários reclamaram que o Copilot se reinstala automaticamente. Portanto, pode ser uma boa ideia fazer uma verificação semanal durante alguns meses para garantir que ele não tenha voltado. Para quem se sente confortável em mexer no Registro do Sistema (e entende as consequências disso), é possível seguir este guia detalhado para evitar o retorno silencioso do Copilot, desativando o parâmetro SilentInstalledAppsEnabled e adicionando/ativando o parâmetro TurnOffWindowsCopilot.

Como desativar o Microsoft Recall

O recurso Microsoft Recall, apresentado pela primeira vez em 2024, funciona tirando constantemente capturas de tela do seu computador e fazendo com que uma rede neural as analise. Todas essas informações extraídas são armazenadas em um banco de dados, que você pode pesquisar posteriormente usando um assistente de IA. Já escrevemos anteriormente, em detalhes, sobre os enormes riscos de segurança que o Microsoft Recall representa.

Sob pressão de especialistas em cibersegurança, a Microsoft foi obrigada a adiar o lançamento desse recurso de 2024 para 2025, reforçando significativamente a proteção dos dados armazenados. No entanto, o funcionamento básico do Recall permanece o mesmo: seu computador continua registrando cada movimento seu ao tirar capturas de tela constantemente e aplicar OCR ao conteúdo. E, embora o recurso não esteja mais ativado por padrão, vale absolutamente a pena verificar se ele não foi ativado na sua máquina.

Para verificar, vá até as configurações: Iniciar → Configurações → Privacidade e segurança → Recall e capturas de tela. Assegure-se de que a opção Salvar capturas de tela esteja desativada e clique em Excluir capturas de tela para limpar todos os dados coletados anteriormente, por precaução.

Você também pode consultar nosso guia detalhado sobre como desativar e remover completamente o Microsoft Recall.

Como desativar a IA no Notepad e nas ações de contexto do Windows

A IA se infiltrou em praticamente todos os cantos do Windows, até mesmo no Explorador de Arquivos e no Notepad. Basta selecionar texto por engano em um aplicativo para que recursos de IA sejam acionados, o que a Microsoft chama de “Ações de IA”. Para desativar essa ação, vá para Iniciar → Configurações → Privacidade e segurança → Clique para executar.

O Notepad recebeu seu próprio tratamento com Copilot, portanto será necessário desativar a IA nele separadamente. Abra as configurações do Notepad, localize a seção Recursos de IA e desative o Copilot.

Por fim, a Microsoft também conseguiu incorporar o Copilot ao Paint. Infelizmente, até o momento não existe uma maneira oficial de desativar os recursos de IA dentro do próprio aplicativo Paint.

Como desativar a IA no WhatsApp

Em várias regiões, usuários do WhatsApp começaram a ver adições típicas de IA, como respostas sugeridas, resumos de mensagens gerados por IA e um novo botão Pergunte à Meta AI ou pesquise. Embora a Meta afirme que os dois primeiros recursos processam os dados localmente no dispositivo e não enviam suas conversas para os servidores da empresa, verificar isso não é tarefa simples. Felizmente, desativá-los é fácil.

Para desativar Sugestões de respostas, vá para Configurações → Conversas → Sugestões e respostas inteligentes e desative Sugestões de respostas. Você também pode desativar as Sugestões de figurinhas por IA nesse mesmo menu. Quanto aos resumos de mensagens gerados por IA, eles são gerenciados em outro local: Configurações → Notificações → Resumos de mensagens por IA.

Como desativar a IA no Android

Dada a grande variedade de fabricantes e versões do Android, não existe um manual único que sirva para todos os celulares. Hoje, vamos nos concentrar em eliminar os serviços de IA do Google, mas se você estiver usando um dispositivo da Samsung, Xiaomi ou outros, não se esqueça de verificar as configurações de IA do fabricante específico. Vale um aviso: eliminar completamente qualquer vestígio de IA pode ser uma tarefa difícil, se é que isso é realmente possível.

No Google Mensagens, os recursos de IA ficam nas configurações: toque na foto da sua conta, selecione Configurações do Mensagens, depois Gemini no app Mensagens e desative o assistente.

De modo geral, o chatbot Gemini funciona como um aplicativo independente que pode ser desinstalado acessando as configurações do telefone e selecionando Aplicativos. No entanto, como o plano do Google é substituir o tradicional Google Assistant pelo Gemini, desinstalá-lo pode se tornar difícil (ou até impossível) no futuro.

Se você não conseguir desinstalar completamente o Gemini, abra o aplicativo para desativar manualmente seus recursos. Toque no ícone do seu perfil, selecione Atividade dos apps do Gemini e escolha Desativar ou Desativar e excluir atividade. Em seguida, toque novamente no ícone do perfil e vá até a configuração Apps conectados (pode estar dentro da opção Inteligência pessoal). A partir daí, desative todos os aplicativos nos quais você não quer que o Gemini interfira.

Para saber mais sobre como lidar com aplicativos pré-instalados e apps do sistema, consulte nosso artigo “Excluir o que não pode ser excluído: como desativar e remover o bloatware do Android“.

Como desativar a IA no macOS e no iOS

Os recursos de IA no nível da plataforma da Apple, conhecidos coletivamente como Apple Intelligence, são relativamente simples de desativar. Nas configurações, tanto em desktops quanto em smartphones e tablets, basta procurar a seção Apple Intelligence e Siri. Aliás, dependendo da região e do idioma selecionado para o sistema operacional e para a Siri, o Apple Intelligence pode nem estar disponível para você ainda.

Outros artigos para ajudar você a ajustar as ferramentas de IA em seus dispositivos:

Um breve resumo do relatório da Kaspersky “Spam e Phishing em 2025” | Blog oficial da Kaspersky

23 de Fevereiro de 2026, 13:00

Todos os anos, golpistas inventam novas maneiras de enganar as pessoas, e 2025 não foi exceção. No ano passado, nosso sistema antiphishing bloqueou mais de 554 milhões de acessos a links de phishing, e nosso Antivírus de E-mail bloqueou quase 145 milhões de anexos maliciosos. Para completar, quase 45% de todos os e-mails no mundo acabaram sendo spam. Detalhamos abaixo os esquemas de phishing e spam mais impressionantes do ano passado. Caso queira se aprofundar no assunto, leia o relatório completo Spam e Phishing em 2025 no Securelist.

Phishing no entretenimento

Os amantes de música e os cinéfilos foram os principais alvos de golpistas em 2025. Pessoas mal-intencionadas criaram sites para a venda de ingressos falsos, além de versões falsificadas de serviços de streaming populares.

Nesses sites falsos, os usuários recebiam ingressos “gratuitos” para grandes shows. A pegadinha? Eles só tinham que pagar uma pequena “taxa de processamento” ou o “custo de envio”. Naturalmente, o que aconteceu foi que o dinheiro ganho com esforço dos usuários foi direto para o bolso dos golpistas.

Um site de phishing que oferece ingressos "gratuitos" para o show da Lady Gaga

Ingressos gratuitos para ver a Lady Gaga? É furada!

No caso dos serviços de streaming, ocorreu o seguinte: os usuários receberam uma oferta tentadora para migrar suas listas de reprodução do Spotify para o YouTube inserindo suas credenciais do Spotify. Em outra ocasião, eles foram convidados a votar no seu artista favorito em uma enquete (uma oportunidade que a maioria dos fãs acha difícil deixar passar). Para adicionar uma camada de legitimidade, os golpistas citaram nomes como Google e Spotify. O formulário de phishing tinha como alvo várias plataformas ao mesmo tempo (Facebook, Instagram ou e-mails), e exigia que os usuários inserissem as credenciais das suas contas para votar.

Uma página de phishing disfarçada de plataforma de votação de artistas favoritos

Esta página de phishing que imita uma configuração de login múltiplo parece terrível; nenhum designer que se preze amontoaria tantos ícones diferentes em um único botão

No Brasil, os golpistas foram mais ousados: eles ofereceram aos usuários a chance de ganhar dinheiro apenas ouvindo e classificando músicas em um suposto serviço de um parceiro do Spotify. Durante o registro, os usuários tinham que fornecer o número do Pix (o sistema brasileiro de pagamento instantâneo) e, em seguida, fazer um “pagamento de verificação” único de R$ 19,90 (cerca de US$ 4) para “confirmar sua identidade”. Essa taxa representava, obviamente, uma fração dos “ganhos potenciais” prometidos. O formulário de pagamento parecia muito autêntico e solicitava dados pessoais adicionais, que provavelmente seriam coletados para ataques futuros.

Um serviço de imitação que alega pagar aos usuários para ouvir músicas no Spotify

Esse golpe se apresentou como um serviço cujo objetivo era aumentar as classificações e reproduções de músicas no Spotify, mas para começar a “ganhar”, primeiro era necessário pagar

O golpe do “namoro cultural” demonstrou muita criatividade. Depois do “match” e de algumas conversas breves em aplicativos de namoro, um novo “interesse amoroso” convidava a vítima para assistir a uma peça de teatro ou a um filme e enviava um link para comprar ingressos. Uma vez que o “pagamento” fosse concluído, o aplicativo de namoro e o site de venda de ingressos simplesmente desapareciam. Uma tática semelhante foi usada para vender ingressos para salas de fuga (escape rooms) imersivas, que ficaram muito populares recentemente; o design das páginas imitava sites reais para enganar os usuários.

Uma versão falsa de um site russo popular de venda de ingressos

Golpistas clonaram o site de um conhecido serviço de venda de ingressos da Rússia

Phishing em aplicativos de mensagens

O roubo de contas do Telegram e do WhatsApp se tornou uma das ameaças mais difundidas do ano. Os golpistas dominaram a arte de mascarar o phishing como atividades padrão do aplicativo de bate-papo e expandiram seu alcance geográfico de forma significativa.

No Telegram, as assinaturas Premium gratuitas foram a isca principal. Essas páginas de phishing só estavam disponíveis em russo e inglês, mas houve uma grande expansão para outros idiomas em 2025. As vítimas recebiam uma mensagem (geralmente da conta invadida de um amigo) oferecendo um “presente”. Para ativá-lo, o usuário precisava fazer login na sua conta do Telegram no site do invasor, o que levava imediatamente a outra conta invadida.

Outro golpe comum envolvia ofertas feitas por celebridades. Um ataque específico, disfarçado como uma oferta de NFTs, destacou-se porque operou por meio de um Telegram Mini App. Para o usuário comum, detectar um Mini App malicioso é muito mais difícil do que identificar uma URL externa suspeita.

Isca de phishing com uma suposta oferta da NFT Papakha feita por Khabib Nurmagomedov

Os golpistas lançaram uma isca de phishing com uma oferta de NFT falsa de Khabib Nurmagomedov em russo e inglês simultaneamente. No entanto, no texto em russo, eles esqueceram de remover uma pergunta da IA que gerou o texto: “Você precisa de opções mais ousadas, formais ou bem-humoradas?”, o que mostra que o trabalho foi feito às pressas e não foi revisado

Por fim, o golpe clássico vote no meu amigo utilizando aplicativos de mensagens evoluiu em 2025. Ele solicitava que as pessoas votassem no “melhor dentista da cidade” ou no “principal líder operacional”, mas, infelizmente, isso era apenas uma isca para a invasão de contas.

Outro método inteligente para sequestrar contas do WhatsApp foi descoberto na China, em que as páginas de phishing eram uma imitação perfeita da interface real do WhatsApp. As vítimas foram informadas de que, devido a alguma suposta “atividade ilegal”, elas precisavam passar por uma “verificação adicional”, o que resultou no roubo das suas contas, como você já deve ter adivinhado.

Um método chinês para sequestrar contas do WhatsApp

As vítimas foram redirecionadas para um formulário em que tinham que informar seu número de telefone, e, em seguida, inserir um código de autorização

Personificação de serviços governamentais

O phishing que imita mensagens e portais do governo é um “clássico do gênero”, mas em 2025, os golpistas adicionaram alguns elementos novos.

Na Rússia, os ataques de vishing contra usuários de serviços governamentais ganharam força. As vítimas receberam e-mails alegando que um login não autorizado havia sido feito nas suas contas, e por isso deveriam ligar para um número específico e fazer uma “verificação de segurança”. Para parecer legítimo, os e-mails continham informações técnicas falsas: endereços IP, modelo dos dispositivos e a data e hora do suposto login. Os golpistas também enviaram notificações falsas de aprovação de empréstimos: caso o destinatário não tivesse solicitado um empréstimo (e não tinha), ele deveria ligar para uma equipe de suporte falsa. Uma vez que a vítima em pânico falasse com um “operador”, a engenharia social se encarregava do resto do trabalho.

No Brasil, invasores criaram portais governamentais falsos com o objetivo de coletar números de contribuintes (CPF). Como esse número é a identificação principal para acessar serviços estaduais, bancos de dados nacionais e documentos pessoais, um CPF sequestrado viabiliza o roubo de identidade.

Um portal de serviços falso do governo brasileiro

Este portal fraudulento do governo brasileiro surpreende pela alta qualidade

Na Noruega, os golpistas visavam pessoas que desejavam renovar a carteira de motorista. Um site que imita a Administração de Estradas Públicas da Noruega coletou uma quantidade enorme de dados pessoais: desde números de placas, nomes completos, endereços e números de telefone até os números de identificação pessoal exclusivos atribuídos aos residentes. A cereja do bolo foi solicitar que os motoristas pagassem uma “taxa de substituição de licença” de 1.200 NOK (mais de US$ 125). Os golpistas colocaram as mãos em dados pessoais, informações de cartões de crédito e dinheiro. Um verdadeiro golpe triplo!

De um modo geral, motoristas são um alvo atraente: está claro que eles têm dinheiro e um carro, e temem perdê-lo. Golpistas sediados no Reino Unido tiraram vantagem desse fato ao solicitar que motoristas pagassem com urgência um imposto em atraso relativo ao veículo deles para evitar alguma “ação de execução” não especificada. Esta mensagem urgente de “aja agora!” é uma estratégia clássica de phishing para que a vítima não perceba que uma URL é suspeita ou que sua formatação é mal feita.

Uma solicitação falsa para que motoristas britânicos paguem impostos em atraso relativos a veículos

Golpistas pressionaram os britânicos a pagar impostos supostamente atrasados sobre veículos “com urgência” para evitar que algo ruim acontecesse.

Podemos usar sua identidade, por favor?

Em 2025, observamos um aumento nos ataques de phishing envolvendo verificações de Conheça seu cliente (KYC). Para reforçar a segurança, muitos serviços agora verificam os usuários por meio de biometria e documentos oficiais com foto. Os golpistas aprenderam a coletar esses dados ao falsificar as páginas de serviços populares que implementam essas verificações.

Uma página falsa do Vivid Money

Nesta página fraudulenta do Vivid Money, os golpistas realizaram a coleta sistemática de informações incrivelmente detalhadas sobre as vítimas

O que diferencia esses ataques é que, além das informações pessoais padrão, há a exigência de fotos de documentos de identidade ou do rosto da vítima, às vezes de vários ângulos. Esse tipo de perfil completo pode ser vendido em marketplaces da dark Web ou usado para fins de roubo de identidade. Falamos mais sobre esse processo na nossa postagem O que acontece com os dados roubados por meio de phishing?

Golpistas de IA

Naturalmente, os fraudadores não iriam deixar de aproveitar a disseminação da inteligência artificial. O ChatGPT tornou-se uma grande isca: fraudadores criaram páginas falsas de checkout de assinatura do ChatGPT Plus e ofereceram “prompts exclusivos” com a garantia de que o usuário iria viralizar nas mídias sociais.

Uma página de checkout falsa do ChatGPT

Este é um clone quase perfeito em pixels da página de checkout original da OpenAI

O golpe “ganhar dinheiro com IA” foi particularmente cínico. Os golpistas ofereciam renda passiva advinda de apostas supostamente feitas pelo ChatGPT: o bot faria todo o trabalho difícil enquanto o usuário apenas observaria o dinheiro cair na conta. Parece um sonho, certo? Mas para “agarrar” esta oportunidade, era necessário agir rápido. O preço especial para perder dinheiro era válido por apenas 15 minutos a partir do momento em que a página era acessada, fazendo com que as vítimas não tivessem tempo para pensar duas vezes.

Uma página de phishing que oferece ganhos com tecnologia de IA

Você tem exatamente 15 minutos para perder € 14,99! Depois disso, você perde € 39,99

Em geral, os golpistas estão adotando a IA de forma agressiva. Eles estão aproveitando deepfakes, automatizando o design de sites de alta qualidade e gerando uma cópia refinada para o envio massivo de e-mails. Até mesmo chamadas ao vivo com as vítimas estão se tornando componentes de golpes mais complexos. Esse fato foi detalhado na nossa postagem Como phishers e golpistas usam a IA.

Armadilhas disfarçadas de vagas de emprego

Quem está em busca de trabalho é o principal alvo de pessoas mal-intencionadas. Ao divulgar vagas remotas com altos salários em grandes empresas, os phishers coletavam os dados pessoais dos candidatos e às vezes até solicitavam o pagamento de pequenas “taxas de processamento de documentos” ou “comissões”.

Uma página de phishing que oferece trabalho remoto na Amazon

“Ganhe US$ 1.000 no primeiro dia” neste trabalho remoto na Amazon. Até parece!

Em configurações mais sofisticadas, os sites de phishing de “agências de emprego” solicitavam o número de telefone vinculado à conta do Telegram do usuário durante o registro. Para concluir a “inscrição”, a vítima precisava inserir um “código de confirmação”, que na verdade era um código de autorização do Telegram. Depois de inseri-lo, o site solicitava mais informações relativas ao perfil do usuário, o que claramente era apenas uma distração para impedir que ele percebesse a nova notificação de login no seu telefone. Para “verificar o usuário”, a vítima era instruída a esperar 24 horas, dando aos golpistas, que já tinham meio caminho andado, tempo suficiente para sequestrar a conta do Telegram para sempre.

A empolgação é uma mentira (mas muito convincente)

Como de costume, os golpistas foram rápidos em se inteirar de todas as manchetes que relatavam tendências em 2025, lançando campanhas de e-mail a uma velocidade vertiginosa.

Por exemplo, após o lançamento das moedas de meme $ TRUMP pelo presidente dos EUA, houve uma explosão de golpes prometendo NFTs gratuitas da “Trump Meme Coin” e dos “Trump Digital Trading Cards”. Nós já explicamos em detalhes exatamente como as moedas de meme funcionam e como (não) perder dinheiro com elas.

No segundo em que o iPhone 17 Pro chegou ao mercado, ele se tornou o prêmio oferecido em inúmeras pesquisas falsas. Depois de “ganhar”, os usuários só precisavam fornecer suas informações de contato e pagar pelo envio. Depois que esses dados bancários eram inseridos, o “vencedor” corria o risco de perder não apenas o valor do envio, mas cada centavo da sua conta.

Aproveitando a onda do Ozempic, os golpistas inundaram as caixas de entrada das pessoas com ofertas de versões falsificadas do medicamento ou de “alternativas” suspeitas das quais os farmacêuticos reais nunca tinham ouvido falar.

E durante a turnê mundial da banda de K-pop BLACKPINK, os spammers fizeram publicidade das “malas scooters iguais às que a banda usa”.

Até o casamento de Jeff Bezos no verão de 2025 foi utilizado na aplicação de golpes “nigerianos” por e-mail. Os usuários receberam supostas mensagens do próprio Bezos ou da sua ex-esposa, MacKenzie Scott. Os e-mails prometiam grandes somas de dinheiro em nome de instituições de caridade ou como “compensação” da Amazon.

Como se proteger

Como você pode ver, os golpistas não têm limites quando se trata de inventar novas maneiras de roubar o seu dinheiro e dados pessoais, ou até mesmo toda a sua identidade. Estes são apenas alguns dos exemplos mais loucos de 2025. Você pode ler uma análise completa do cenário de ameaças de phishing e spam na Securelist. Enquanto isso, aqui estão algumas dicas para evitar que você se torne uma vítima. Compartilhe-as com seus amigos e familiares, especialmente crianças, adolescentes e idosos, pois esses grupos costumam ser os principais alvos dos golpistas.

  1. Verifique a URL antes de inserir qualquer informação. Mesmo que os pixels da página pareçam perfeitos, a barra de endereço pode revelar o golpe.
  2. Não clique em links de mensagens suspeitas, mesmo se forem enviados por alguém que você conheça, pois a conta deles pode facilmente ter sido invadida.
  3. Nunca compartilhe códigos de verificação com ninguém. Eles são as chaves mestras da sua vida digital.
  4. Ative a autenticação de dois fatores sempre que puder. Isso representa um obstáculo extra essencial para os hackers.
  5. Desconfie de ofertas “boas demais para serem verdade”. iPhones grátis, dinheiro fácil e presentes de estranhos são quase sempre uma armadilha. Para relembrar, confira nossa postagem Phishing 101: o que fazer se você receber um e-mail de phishing.
  6. Instale uma proteção robusta em todos os seus dispositivos. O Kaspersky Premium bloqueia automaticamente sites de phishing, anexos maliciosos e e-mails de spam antes mesmo de você ter a chance de acessá-los. Além disso, nosso aplicativo Kaspersky for Android tem um sistema antiphishing de três camadas que consegue detectar e neutralizar links maliciosos em qualquer mensagem de qualquer aplicativo. Leia mais sobre isso na nossa postagem Uma nova camada de segurança antiphishing no Kaspersky for Android.

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