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  • Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil Redação
    Uma nova investigação conduzida por especialistas da Norton, marca de segurança cibernética da Gen (NASDAQ: GEN), revela uma onda de golpes envolvendo doações que afetam centenas de pessoas no Brasil. Por meio das redes sociais, cibercriminosos estão disseminando sites falsos de doações com base em histórias reais retiradas de plataformas legítimas, com o objetivo de enganar as pessoas que apoiam ações de caridade e redirecionar fundos para contas fraudulentas. Norton alerta sobre golpe de cari
     

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

28 de Novembro de 2025, 13:06

Uma nova investigação conduzida por especialistas da Norton, marca de segurança cibernética da Gen™ (NASDAQ: GEN), revela uma onda de golpes envolvendo doações que afetam centenas de pessoas no Brasil. Por meio das redes sociais, cibercriminosos estão disseminando sites falsos de doações com base em histórias reais retiradas de plataformas legítimas, com o objetivo de enganar as pessoas que apoiam ações de caridade e redirecionar fundos para contas fraudulentas.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

Ao contrário de muitos outros ataques cibernéticos, este golpe não visa especificamente roubar dados pessoais ou bancários, mas sim desviar diretamente fundos destinados a causas humanitárias. Os golpistas usam perfis falsos ou contas comprometidas em plataformas como Facebook, Threads e Instagram para se infiltrar em comunidades locais. Primeiramente, eles republicam o conteúdo de outros usuários para ganhar credibilidade e, em seguida, compartilham links para sites falsos que imitam plataformas legítimas de arrecadação de fundos, como Vakinha.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

Esses sites fraudulentos replicam descrições, imagens e até vídeos reais, exibindo comentários falsos de supostos doadores, além de efeitos visuais que simulam doações em tempo real. Assim que a vítima acessa o site e decide doar, ela é direcionada para uma página de pagamento com um código QR ou PIX. Após a conclusão do pagamento, uma mensagem de agradecimento é exibida, confirmando falsamente que a doação foi recebida pela causa pretendida.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

É provável que muitas vítimas nunca percebam que enviaram dinheiro para golpistas. Ao mesmo tempo, as verdadeiras vítimas — aquelas que realmente precisam de apoio — nunca recebem os fundos.

“Esses tipos de campanhas são particularmente sofisticadas, porque imitam postagens e sites de doações reais, aproveitando a empatia e a disposição das pessoas em ajudar. Ao replicar o conteúdo legítimo e se espalhar por plataformas comuns, como as redes sociais, eles conseguem evitar suspeitas e receber transferências diretas sem precisar roubar informações pessoais”, diz Jakub Vávra, Analista de Operações de Ameaças na Gen.

A Norton detectou e bloqueou centenas de tentativas desse golpe no Brasil na última semana. A empresa continua monitorando ativamente essas campanhas, para proteger as pessoas na América Latina e em outras regiões.

Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil
Norton alerta sobre golpe de caridade circulando no Brasil

Para se proteger contra esse tipo de ameaça, os especialistas da Norton recomendam:

  • Fazer doações apenas por meio de plataformas ou sites confiáveis, verificando tanto as causas quanto quem está por trás delas.
  • Conferir os endereços dos sites antes de clicar ou transferir dinheiro. Certifique-se de que a URL esteja correta e que o site é seguro (https).
  • Pesquisar a causa. Uma rápida busca na internet pelo nome da campanha ou da pessoa envolvida pode ajudar a confirmar a legitimidade.
  • Não ceder à pressão. Os golpistas costumam criar uma sensação de urgência emocional, para impedir que a pessoa pense criticamente.

Se você se deparar com uma campanha de doação suspeita, não faça nenhuma transferência de dinheiro. Em vez disso, verifique a legitimidade do site e use apenas plataformas confiáveis que validam tanto a causa quanto aqueles que estão envolvidos.  

Sobre a Norton 

Norton é líder em segurança cibernética e faz parte da Gen™ (NASDAQ: GEN), uma empresa global dedicada a promover a liberdade digital, com uma família de marcas nas quais os consumidores confiam. A Norton protege milhões de pessoas e seus familiares com proteção premiada para seus dispositivos, privacidade online e identidade digital. Os produtos e serviços da Norton são certificados por organizações de testes independentes, como AV-TEST, AV Comparatives e SE Labs. A Norton é membro fundador do Anti-Stalkerware Coalition. Para mais informações, visite: https://br.norton.com/.

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  • Operações com Informação nos Conflitos Atuais: Do Industrial ao Ciberespaço Richard Guedes
    Os conflitos contemporâneos deixaram de se restringir ao campo físico para se expandirem ao ciberespaço, onde a informação se torna arma, recurso estratégico e terreno de disputa. Este artigo busca analisar como os diferentes tipos de sociedades e as teorias sobre comunicação moldam a compreensão das operações de informação, destacando a centralidade do meio digital e o impacto da guerra cognitiva. A evolução da humanidade, marcada por transformações profundas nas estruturas sociais e tecnológic
     

Operações com Informação nos Conflitos Atuais: Do Industrial ao Ciberespaço

24 de Setembro de 2025, 21:38

Os conflitos contemporâneos deixaram de se restringir ao campo físico para se expandirem ao ciberespaço, onde a informação se torna arma, recurso estratégico e terreno de disputa. Este artigo busca analisar como os diferentes tipos de sociedades e as teorias sobre comunicação moldam a compreensão das operações de informação, destacando a centralidade do meio digital e o impacto da guerra cognitiva.

A evolução da humanidade, marcada por transformações profundas nas estruturas sociais e tecnológicas, redefine continuamente a natureza dos conflitos. Se a Sociedade Industrial moldou guerras de larga escala e confrontos frontais, a transição para a Sociedade da Informação e, mais recentemente, a Sociedade em Rede e a Sociedade do Conhecimento, transferiu o campo de batalha para um novo domínio: o ciberespaço.

A Revolução da Informação não apenas acelerou o fluxo de dados, mas também reestruturou o poder, tornando a informação uma arma estratégica. Nesse contexto, os meios de comunicação de massa, que em tempos passados eram vistos como ferramentas de propaganda unilateral — um conceito ecoado na Teoria da agulha hipodérmica (ou Teoria da bala mágica) —, agora operam em um ecossistema complexo e interconectado. Esta teoria, que postulava que a mídia inoculava ideias diretamente na mente de uma audiência passiva, é insuficiente para descrever o ambiente de hoje, onde a informação flui em múltiplas direções e a influência é sutil, dispersa e multifacetada.

A Gestão do Conhecimento e a Guerra Cognitiva emergem como disciplinas essenciais. Não se trata apenas de controlar a informação, mas de moldar a percepção e o entendimento do inimigo, da população e das próprias forças. O sociólogo Manuel Castells, em sua visão sobre as sociedades e a guerra cognitiva, reforça o estatuto de ameaça com que não poucos governos percebem a presença da rede de redes. Para ele, as redes sociais, embora não sejam a causa original da polarização, a amplificam e reforçam de maneira extraordinária, criando um desafio regulatório para os governos que buscam controlar a livre expressão e o protesto.

A natureza dos conflitos contemporâneos, cada vez mais assimétricos e irregulares, é um tema central na obra de diversos autores. Em “Guerra irregular: Terrorismo, guerrilha e movimentos de resistência ao longo da história”, Alessandro Visacro demonstra como os confrontos modernos se afastaram das guerras convencionais entre estados, adotando táticas de terrorismo, guerrilha e resistência. A complementaridade de sua obra “A Guerra na era da informação” ressalta como as novas tecnologias de comunicação e os ataques cibernéticos se tornaram parte integrante do arsenal de atores estatais e não estatais, tornando a fronteira entre guerra e paz cada vez mais tênue.

Nesse cenário, as operações de informação ganham uma importância sem precedentes, misturando capacidades como inteligência, guerra cibernética, guerra eletrônica e operações psicológicas. O Coronel Márcio Saldanha Walker, em seu livro “Operações de Informação: Névoa de Conceitos”, explora a dificuldade de se estabelecer uma compreensão clara sobre esse novo domínio. A “névoa de conceitos” que envolve as operações de informação reflete a natureza multidimensional e intangível da guerra no ciberespaço, onde a distinção entre paz e guerra, ataque e defesa, é frequentemente borrada.

A guerra moderna não é mais travada apenas no ar, na terra ou no mar, mas também na dimensão informacional, no seio da sociedade em rede. O conceito de “multidão”, explorado por Michael Hardt e Antonio Negri em “Multidão: Guerra e democracia na era do Império”, oferece uma perspectiva sobre como a resistência e a guerra não dependem mais de estruturas hierárquicas, mas de redes descentralizadas. No ciberespaço, a multidão pode ser tanto uma força de resistência democrática quanto um ator em conflitos irregulares, utilizando a conectividade global para se organizar e disseminar sua mensagem, desafiando a hegemonia e o controle estatal.

A trajetória da sociedade industrial à sociedade do conhecimento revela que a informação deixou de ser mero suporte para se tornar elemento central do poder. No ciberespaço, operações de informação não apenas acompanham os conflitos, mas os definem. As redes, como alerta Castells, são vistas como ameaças por governos justamente porque desestabilizam estruturas tradicionais de controle. No cenário atual, compreender a guerra cognitiva e os mecanismos de influência informacional é indispensável para a segurança nacional, a soberania e a liberdade das sociedades em rede.

A compreensão dos conflitos atuais exige uma análise que vá além dos métodos tradicionais de guerra. As operações de informação no ciberespaço são a manifestação da evolução social e tecnológica, onde a capacidade de influenciar, desinformar e manipular a percepção é tão vital quanto o poder de fogo. O futuro dos conflitos será cada vez mais definido pela supremacia informacional.

Referências

Guedes, R. (s.d.). Sociedades da informação e do conhecimento. DCiber.org. Recuperado de https://dciber.org/sociedades-da-informacao-e-ao-conhecimento/.

Castells, M. (2005). A sociedade em rede (Vol. 1, No. 6). São Paulo: Paz e terra.

Hardt, M.; Negri, A.; Marques, C. Multidão: Guerra e Democracia na Era do Império. Rio de Janeiro: Record, 2005.

Visacro, A. (2018). A guerra na era da informação. Editora Contexto.

Visacro, A. (2015). Guerra irregular: terrorismo, guerrilha e movimentos de resistência ao longo da história. Editora Contexto.

Walker, M. (2024). Operações de informação: névoa de conceitos. Viseu.

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