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Fraudes digitais no Dia das Mães: o que os dados de 2026 revelam

O Dia das Mães é, há anos, uma das datas mais aguardadas pelo varejo brasileiro. Também é, como os dados mostram com crescente clareza, uma das mais antecipadas pelo cibercrime.

Em 2025, o setor de varejo e e-commerce foi o mais visado em ameaças digitais, com mais de 1,2 milhão de incidentes identificados pela Axur, incluindo mais de 21 mil páginas de phishing. Em abril de 2026, esse cenário ganhou nova dimensão: a média diária de fraudes saltou para 297,47 incidentes, um aumento de 124,26% em relação a março do mesmo ano. O mês de maio ainda não terminou, mas o padrão histórico já indica onde essa curva vai chegar.

Este artigo analisa o que os dados revelam sobre as fraudes digitais no período do Dia das Mães, quais vetores crescem, como os cibercriminosos constroem suas campanhas e o que as empresas do varejo precisam monitorar para proteger sua marca.

Neste artigo:

  • Por que o Dia das Mães concentra volumes expressivos de incidentes digitais
  • Os padrões observados em URLs sazonais nos últimos três anos
  • Como os anúncios maliciosos se tornaram o principal vetor de fraude em 2026
  • O papel da inteligência artificial na escalada dos ataques
  • O que empresas do varejo podem fazer para proteger sua marca durante datas comemorativas

Por que datas comemorativas são tão visadas pelo cibercrime

Datas sazonais como o Dia das Mães criam uma convergência de condições favoráveis para incidentes digitais. O volume de compras online aumenta, consumidores estão ativamente buscando ofertas e o contexto emocional da data reduz o senso crítico de quem recebe uma mensagem ou vê um anúncio.

Esse ambiente é previsível, e os agentes de ameaça planejam com antecedência. Quando um consumidor vê um anúncio de um perfume com 60% de desconto "só até hoje", a combinação de urgência, apelo emocional e familiaridade com a marca reproduzida no criativo é suficiente para gerar cliques. A diferença é que, nesses casos, o clique leva ao golpe.

Três fatores tornam esse período particularmente crítico para as marcas do varejo.

O primeiro é a urgência fabricada. Campanhas fraudulentas usam intencionalmente mensagens de tempo limitado, "oferta relâmpago", "apenas hoje", "estoque esgotando", para pressionar decisões rápidas e contornar a cautela natural do consumidor.

O segundo é o volume de comunicações legítimas. No período do Dia das Mães, consumidores recebem dezenas de e-mails, mensagens e anúncios de marcas reais. Esse contexto aumenta a tolerância a comunicações inesperadas e torna muito mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que é falso.

O terceiro é o apelo emocional. A data tem um carregamento afetivo que eleva o engajamento com qualquer oferta relacionada. Uma promoção que "vai fazer sua mãe feliz" mobiliza de forma diferente de um desconto genérico, e os cibercriminosos conhecem esse mecanismo.

O que os dados de 2026 mostram: uma análise de abril

Abril de 2026 trouxe um volume de ameaças digitais significativamente acima do histórico. A média diária de incidentes relacionados ao Dia das Mães chegou a 297,47, ante 132,65 em março: um crescimento de 124,26%. Para contextualizar essa escala: esse mesmo indicador era de 137,19 em abril de 2025 e de 207,05 em abril de 2024. O salto de 2026 representa um aumento de 116,71% em relação ao ano anterior.

O que impulsiona esse crescimento é quase inteiramente um único vetor: anúncios maliciosos. Em março de 2026, a média diária de detecções do tipo ADS era de 32,9. Em abril, chegou a 185,8, um crescimento de mais de cinco vezes em um único mês. Perfis falsos em redes sociais e páginas de phishing também cresceram no período, mas em magnitude muito inferior.

Essa concentração tem uma implicação direta para as marcas: os cibercriminosos estão investindo em tráfego pago para distribuir fraudes. Isso significa que os golpes aparecem nas mesmas plataformas onde as marcas legítimas anunciam, ocupam posições de destaque em feeds e resultados de busca, e chegam a consumidores que não foram atraídos por um link suspeito, mas por um anúncio que parecia completamente normal.

A sazonalidade nas URLs: três anos de evidência

Uma das formas mais objetivas de acompanhar a antecipação do cibercrime é monitorar o surgimento de URLs com termos relacionados ao Dia das Mães. Os dados da Axur mostram um padrão consistente ao longo dos últimos três anos.

Em 2024, apenas 3 URLs com esses termos foram identificadas em março. Em abril, esse número saltou para 33. Em maio, atingiu o pico de 117. Em 2025, o padrão se repetiu: 31 URLs em abril e 83 em maio. Nos demais meses do ano, a presença desses termos é residual, geralmente entre 0 e 5 ocorrências por mês.

Os termos mais frequentes nessas URLs incluem variações como "maes", "diadasmaes" e "mesdasmaes", combinados com nomes de marcas conhecidas e palavras como "quiz", "kit", "loja" e "oferta". A presença de "quiz" e "kit" junto a marcas de cosméticos e perfumaria aponta para um comportamento específico: os cibercriminosos simulam promoções de brindes ou pesquisas premiadas para atrair vítimas a preencher dados pessoais ou realizar pagamentos.

O que esse padrão revela é que a infraestrutura maliciosa começa a ser montada com semanas de antecedência, aproveitando o período de antecipação das compras para maximizar o tempo de exposição. Quando a data chega, os sites e anúncios falsos já estão indexados, distribuídos e ativos.

Anúncios pagos como vetor principal de fraude

A expansão dos anúncios maliciosos merece atenção específica. Diferente do phishing por e-mail, que depende da vítima abrir uma mensagem suspeita, os anúncios fraudulentos aparecem de forma proativa, em feeds de redes sociais, em resultados de busca patrocinados e em aplicativos de conteúdo.

A lógica operacional é direta: cibercriminosos criam contas em plataformas de anúncios, configuram campanhas com criativos que imitam marcas reconhecidas do varejo e direcionam o tráfego a páginas fraudulentas. A plataforma distribui o conteúdo para o público da marca, incluindo pessoas que interagem com ela regularmente. Para o consumidor, a experiência é indistinguível de um anúncio legítimo.

As categorias de produto mais exploradas costumam ser as de maior apelo no Dia das Mães: cosméticos, perfumes, calçados, vestuário, eletrodomésticos, móveis, flores e experiências como viagens. São produtos com forte associação emocional à data e preços altos o suficiente para tornarem os descontos anunciados convincentes.

Como a inteligência artificial acelera a criação de fraudes

Uma tendência observada nos últimos ciclos é o uso de ferramentas de criação automatizada de conteúdo para produzir páginas fraudulentas com aparência profissional. Plataformas de desenvolvimento rápido de sites vêm sendo utilizadas por cibercriminosos para gerar dezenas ou centenas de páginas em pouco tempo, cada uma com layout, imagens e texto que imitam marcas legítimas.

O efeito prático é uma redução significativa no custo e no tempo de execução dos golpes. O que antes exigia habilidade técnica considerável para criar uma página convincente passou a ser acessível a agentes com recursos muito menores. Isso explica, em parte, o crescimento contínuo no volume de URLs sazonais observado ano após ano.

O uso crescente de TLDs alternativos, especialmente o .app, adiciona um fator de credibilidade. Domínios com extensões menos tradicionais transmitem uma percepção de modernidade que pode aumentar a confiança do consumidor e, ao mesmo tempo, escapam de filtros configurados para bloquear extensões mais comuns associadas a fraudes.

Um caso identificado recentemente pela Axur ilustra como esses elementos se combinam na prática. Uma página fraudulenta promovia um jogo de panelas com "oferta especial de Dia das Mães", hospedada em um domínio com extensão .app. O conteúdo usava o nome de uma marca conhecida do varejo brasileiro, imagens de produto com qualidade visual alta e um layout que imitava uma experiência de compra legítima.

 

Imagem mostra phishing envolvendo temática de dia das mães. Foto: Axur (2026).

A abordagem reúne os três elementos centrais das fraudes sazonais: produto com alto apelo para a data, marca reconhecida para gerar confiança e infraestrutura criada para escalar com baixo custo. Para o consumidor que encontrou essa página por meio de um anúncio pago, a experiência era visualmente indistinguível de uma promoção real.

O desafio da detecção em escala

Diante desse cenário, o monitoramento contínuo de abuso de marca passa a ser uma necessidade operacional. As janelas de exposição são curtas, páginas fraudulentas costumam ser criadas dias antes do pico da data e removidas logo depois, e o volume de criação é alto o suficiente para que abordagens manuais percam efetividade rapidamente.

Um desafio específico desse tipo de ameaça é que muitas páginas e anúncios fraudulentos não mencionam diretamente o nome da marca. Reproduzem o logotipo, o esquema de cores, o estilo visual e a linguagem da marca, mas evitam o texto exato para escapar de filtros baseados em palavras-chave. Detectar esses casos exige análise visual, não apenas textual.

A Axur monitora mais de 40 milhões de novas URLs diariamente no data lake e usa o Clair, um modelo de IA proprietário para inspecionar e enriquecer cada sinal. O Clair analisa imagem, texto e estrutura da página em conjunto, identificando abusos de marca mesmo quando não há menção direta ao nome da empresa. Esse é o tipo de detecção que os provedores tradicionais baseados em correspondência textual não conseguem realizar.

Para as equipes de segurança e prevenção a fraudes do varejo, a efetividade está na velocidade de resposta. Uma das maiores varejistas do Brasil utiliza a plataforma Axur para remover mais de 12 mil fraudes por ano. O processo de takedown é automatizado 24x7, com notificação iniciada em menos de 4 minutos após a detecção e mediana de resolução de 9 horas, com garantia de permanência do conteúdo fora do ar por pelo menos 15 dias.

O que esperar nas próximas semanas

Com base no histórico de 2024 e 2025, maio representa o pico do volume de fraudes sazonais relacionadas ao Dia das Mães. Em 2024, as detecções de URLs sazonais atingiram 117 em maio, quatro vezes o volume de abril. Em 2025, a proporção foi semelhante. Com a média diária de abril de 2026 já bem acima dos anos anteriores, o cenário indica que o volume de incidentes nas próximas semanas será expressivo.

Para as marcas do varejo, o período entre a última semana de abril e o segundo domingo de maio é o de maior exposição. É quando o volume de ameaças está no pico e quando os consumidores estão mais ativos em busca de ofertas, o que amplia tanto o alcance dos golpes quanto o impacto reputacional para as marcas usadas como isca sem o seu consentimento.

Como se preparar para o pico

O perfil das ameaças digitais sazonais, criação rápida, alto volume, janela de exposição curta, favorece quem detecta primeiro. Marcas que monitoram continuamente o ambiente digital conseguem acionar a remoção de conteúdos fraudulentos antes que eles atinjam escala e cheguem a consumidores desavisados.

Para consumidores, a orientação principal é desconfiar de ofertas com descontos muito acima do mercado, especialmente quando chegam por anúncios em redes sociais ou mensagens via aplicativos. Verificar o domínio da página antes de inserir qualquer dado é um hábito simples que reduz significativamente o risco.

Para empresas, o ponto de partida é mapear os canais mais críticos: quais categorias de produto são mais imitadas, quais plataformas concentram os anúncios maliciosos e quais termos estão sendo usados em URLs que exploram o nome da marca. Esses dados constroem a base para uma resposta mais rápida, e para proteger a relação de confiança com o consumidor que foi construída ao longo de anos.

Quer entender como a Axur monitora e remove ameaças digitais para marcas do varejo? Fale com um dos nossos especialistas.

 

Perguntas frequentes

O que são anúncios maliciosos (malvertising) no contexto do varejo?

Anúncios maliciosos são campanhas pagas configuradas por cibercriminosos em plataformas legítimas de publicidade, como redes sociais e buscadores, para promover páginas fraudulentas. Eles imitam criativos de marcas conhecidas para atrair consumidores e direcioná-los a sites falsos onde dados pessoais ou pagamentos são capturados.

Por que o Dia das Mães é uma data de alto risco para fraudes digitais?

A combinação de alto volume de compras online, apelo emocional da data e urgência nas ofertas cria condições favoráveis para que fraudes passem despercebidas. Consumidores estão mais receptivos a comunicações de marcas e menos propensos a questionar a autenticidade de ofertas que chegam por canais conhecidos. 

Como saber se minha marca está sendo usada em fraudes digitais?

O monitoramento contínuo de domínios, anúncios e perfis em redes sociais é a forma mais eficaz de identificar abuso de marca em tempo real. Ferramentas especializadas, como a plataforma Axur, rastreiam milhões de URLs diariamente e identificam conteúdos que imitam marcas mesmo sem menção direta ao nome da empresa.

O que é takedown e como ele funciona para proteger marcas do varejo?

Takedown é o processo de remoção de conteúdos fraudulentos que abusam da identidade de uma marca. A Axur automatiza esse processo de ponta a ponta: detecta a ameaça, redige e envia notificações para hosts e plataformas, acompanha as respostas e encerra o caso quando o conteúdo é removido, tudo com intervenção humana mínima e mediana de resolução de 9 horas.

 
 
 
 

Um bilhão de commits: como a IA está inundando o GitHub com segredos de código

Há um número que deveria estar chamando a atenção de todas as equipes de segurança agora: 1 bilhão.

É aproximadamente quantos commits os desenvolvedores enviaram ao GitHub em 2025, um aumento de 25% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório Octoverse 2025 do GitHub. Mais de 230 novos repositórios foram criados por minuto. Mais de 36 milhões de novos desenvolvedores ingressaram na plataforma em um único ano, mais de um por segundo.

Essas são métricas de produtividade. Mas também são métricas de exposição. Porque enterrado nesse volume de código há um inventário crescente de segredos: chaves de API, tokens de acesso, credenciais de banco de dados, senhas de contas de serviço, enviados para repositórios públicos por desenvolvedores que ou não perceberam que estavam lá, ou presumiram que ninguém olharia.

A IA não criou esse problema. Mas está o tornando significativamente pior, mais rápido do que a maioria das organizações está preparada para lidar.

O multiplicador do "vibe coding"

O GitHub Copilot agora faz parte da experiência padrão do desenvolvedor. Cerca de 80% dos novos usuários do GitHub experimentam o Copilot na primeira semana na plataforma. Mais de 1,1 milhão de repositórios públicos dependem de um SDK de LLM, número que cresceu 178% ano a ano, com quase 700 mil desses repositórios criados apenas nos últimos doze meses.

Isso importa além da produtividade. Muitos dos desenvolvedores que impulsionam esse crescimento estão construindo aplicações de produção usando assistentes de IA e prompts em linguagem natural, às vezes sem familiaridade profunda com o código gerado ou com as implicações de segurança das decisões de design feitas por eles. A indústria começou a chamar isso de "vibe coding", e isso introduz uma classe específica de risco em escala.

O relatório de dezembro de 2025 da CodeRabbit descobriu que o código gerado por IA contém 70% mais erros do que o código escrito por humanos, e esses erros tendem a ser mais graves. Vulnerabilidades de segurança aparecem em quase três vezes a linha de base humana. Configurações incorretas são 75% mais frequentes. A rotatividade de código aumentou 41%, o que significa que mais código está sendo escrito, revisado e commitado em um ritmo que comprime os ciclos de revisão que historicamente detectavam a exposição de credenciais antes de chegar a um branch público.

O sinal de exposição de segredos é direto: commits com assistência de IA mostram uma taxa de exposição de 3,2%, em comparação com uma linha de base de 1,5% em todos os commits públicos do GitHub. Aplicado a um bilhão de commits, a aritmética não é confortável.

De código vulnerável a infraestrutura explorável

O Laboratório de Segurança e Software de Sistemas do Georgia Tech rastreou pelo menos 35 CVEs divulgados apenas em março de 2026 que foram resultado direto de código gerado por IA. Isso é um único mês. Não são descobertas hipotéticas. São vulnerabilidades reais em softwares de produção que chegaram a repositórios públicos e foram subsequentemente catalogadas no banco de dados nacional de vulnerabilidades.

Os próprios dados de CodeQL do GitHub reforçam o padrão. Em 2025, o controle de acesso quebrado superou a injeção como o alerta de CodeQL mais comum, sinalizado em mais de 151.000 repositórios. Uma parte significativa decorre de endpoints gerados por IA que parecem sintaticamente corretos, mas ignoram verificações críticas de autenticação, uma classe de erro difícil de detectar sem revisão deliberada e fácil de ser produzida por LLMs quando otimizam para código funcional em vez de código seguro.

O que torna as exposições de segredos distintas de outras classes de vulnerabilidade é a imediatidade da janela de dano. Um endpoint de autenticação mal configurado exige que um invasor o identifique, compreenda e construa um exploit. Uma chave de API exposta pode ser coletada, validada e usada como arma em minutos. Scanners automatizados indexam continuamente o GitHub em busca de padrões de credenciais, e a janela entre uma credencial ser enviada e um desses scanners encontrá-la é estreita. É exatamente por isso que a velocidade de detecção importa tanto quanto a cobertura de detecção.

O problema de escala para o qual as equipes de segurança não foram criadas

As equipes de segurança não foram projetadas para monitorar uma plataforma que cresce a 230 repositórios por minuto.

A revisão manual de código não escala para um bilhão de commits. Varreduras periódicas perdem a janela em que uma credencial exposta está ativa. Volume de alertas sem contexto é um desafio estrutural para o setor em geral. Sem priorização, mesmo equipes bem equipadas acabam gerenciando um backlog em vez de fechar janelas de exposição.

A exposição raramente é óbvia. Ela não se anuncia. Acumula-se silenciosamente em arquivos de configuração, scaffolds de teste e históricos de commits que persistem muito depois que o commit de "correção" remove o segredo do branch atual. As próprias ferramentas do GitHub podem identificar alguns desses padrões, mas volume bruto de alertas sem contexto não é um resultado de segurança.

Detecção contínua em vez de conscientização periódica

As organizações que lidam bem com isso geralmente migraram para a detecção automatizada e contínua, tratando repositórios de código como parte de sua superfície de ataque externa, em vez de uma preocupação separada para os desenvolvedores autopoliciarem.

O Code Secret Exposure da Axur monitora continuamente repositórios públicos, incluindo o GitHub e outras plataformas, em busca de segredos, chaves de API, tokens e credenciais associados à sua organização. Quando uma correspondência é encontrada, ela é apresentada como um alerta priorizado e acionável, em vez de um sinal bruto para uma equipe fazer a triagem manualmente. O objetivo é fechar a janela de exposição antes que um invasor a encontre, não reconstruir o que aconteceu depois.

A solução de Exposição de segredo de código é uma das várias capacidades dentro do conjunto de Vazamento de dados da Axur. O conjunto cobre exposição de credenciais corporativas e de clientes, credenciais coletadas por infostealers, exposições de dados sensíveis e exposição de cartões de crédito, além de segredos em repositórios públicos. Cada caso de uso representa um vetor diferente pelo qual os dados da sua organização podem aparecer em lugares onde não deveriam.

O que as equipes de segurança podem fazer agora

Se sua organização usa assistentes de codificação por IA e a maioria usa neste ponto, há alguns lugares concretos nos quais focar a atenção.

Comece com visibilidade. Saiba se alguma das chaves de API, tokens ou credenciais de serviço da sua organização está atualmente exposta em um repositório público, e certifique-se de que o monitoramento cubra não apenas os estados atuais dos arquivos, mas também históricos de commits, forks e gists, onde os segredos frequentemente persistem muito depois que um desenvolvedor acredita tê-los removido.

Em seguida, certifique-se de que as descobertas sejam acionáveis. Os alertas de exposição só são úteis se forem priorizados e vinculados a um caminho claro de remediação. Uma longa fila de descobertas indiferenciadas não move o ponteiro; apenas aumenta a carga de trabalho.

Esses são problemas solucionáveis. O desafio é fazê-lo na escala em que o desenvolvimento moderno realmente opera.

A superfície de código está crescendo mais rápido do que qualquer equipe pode supervisionar manualmente. Construir visibilidade sobre ela agora, antes que a exposição se torne um incidente, é o passo mais prático disponível.

A solução de Exposição de segredo de código da Axur faz parte do conjunto Vazamento de dados. Saiba mais ou faça uma verificação de ameaças gratuita. 

Fontes: GitHub Octoverse 2025 (github.blog); relatório CodeRabbit dezembro de 2025; Georgia Tech Systems Software and Security Lab, divulgações de CVE de março de 2026.

 
 
 
 

Assinatura digital: como saber se o documento que você assinou é mesmo válido e seguro

Assinar um contrato com dois cliques, abrir uma conta no banco sem sair de casa, autorizar um procedimento com o dedo na tela. A tecnologia tornou tudo isso possível e cada vez mais comum. Mas, no meio de tanta praticidade, uma pergunta vem ganhando espaço: será que essa assinatura digital tem a mesma validade de uma no papel? E mais importante: como saber se ela é mesmo segura?

Hoje, o uso da assinatura digital está tão presente que muita gente já nem se dá conta de que assinou algo. Dados da IDC Brasil mostram que 73% das empresas brasileiras já adotam algum tipo de assinatura eletrônica. A velocidade é bem-vinda, mas, segundo o advogado especialista em direito do consumidor, contratual, tributário e imobiliário, Dr. Danniel Fernandes, é preciso atenção. “A maioria das pessoas clica sem pensar. Mas nem toda plataforma é confiável, e nem toda assinatura tem o mesmo peso na Justiça”.

Assinatura digital tem validade legal?

Tem sim, desde 2001. A legislação brasileira reconhece assinaturas digitais e eletrônicas como válidas. Mas há diferenças entre elas. A assinatura digital, feita com um certificado digital (como o e-CPF), tem mais força jurídica, porque vem com um tipo de “carimbo oficial” que comprova a identidade de quem assinou. Já a assinatura eletrônica é aquela feita por meio de plataformas, como Clicksign ou DocuSign, que podem usar outros recursos para confirmar quem está assinando, como envio de SMS, geolocalização ou reconhecimento facial. Ou seja, ambas podem ser aceitas legalmente. O que muda é a robustez da prova.

Como saber se a plataforma é segura?

O Dr. Fernandes explica que, antes de assinar qualquer coisa pela internet, vale observar alguns pontos:

  • O site é confiável? Plataformas como Gov.br, Certisign, Serasa e Valid são ligadas à ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas), o que aumenta a segurança.
  • Há registro de quando, como e por quem o documento foi assinado? As plataformas mais sérias mostram um histórico completo, com data, hora, IP e tipo de verificação usada.
  • O documento tem algum tipo de criptografia ou autenticação em duas etapas? Se a resposta for sim, melhor. Isso ajuda a proteger contra fraudes.
  • Você conhece quem enviou o documento? Antes de assinar qualquer coisa, confirme se houve uma conversa prévia sobre o assunto. Se o nome do remetente não te é familiar ou ele não participou dessa troca, vale redobrar a atenção.
  • Sabe exatamente o que está assinando? Nunca assine um documento, digital ou físico, se não souber do que se trata ou se não tiver solicitado aquilo. Assinatura consciente é o primeiro passo para evitar fraudes.

Segundo uma pesquisa feita pela Opinion Box em 2023, 62% dos brasileiros não sabem dizer se uma plataforma de assinatura digital é segura ou não. “Isso mostra que estamos assinando mais, mas ainda entendendo pouco”, comenta Fernandes.

E se alguém falsificar minha assinatura?

Mesmo no ambiente digital, uma assinatura pode ser contestada na Justiça,  principalmente em casos de fraude, uso indevido de dados ou ausência de consentimento. “Se você nunca autorizou aquilo, é possível pedir a anulação. Mas vai precisar provar que não reconhece o documento. Por isso, a dica é simples e direta: nunca clique em links desconhecidos, evite acessar documentos importantes em redes públicas e, se tiver dúvida, procure ajuda”, explica o advogado.

Assinar com um clique não significa assinar sem pensar

Hoje, até processos judiciais já aceitam assinaturas digitais. Desde 2023, o Conselho Nacional de Justiça permite que intimações e citações sejam feitas online. E essa tendência só vai crescer. “O futuro é digital. Mas o cuidado ainda é analógico. A gente precisa entender o que está assinando e com quem está lidando”, finaliza Fernandes.

Assinar ficou mais fácil. Entender o que isso significa e se proteger continua sendo essencial.

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