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Tengu Mirai-Style Linux Bot Hides as Kernel Worker to Launch DDoS and Proxy Attacks

A newly analyzed Linux malware sample, dubbed Tengu, combines Mirai-style botnet tradecraft with broad persistence, DDoS, SSH probing, and proxy capabilities. The stripped 32-bit ELF masquerades as a Linux kernel worker process while targeting servers, embedded devices, and IoT-adjacent systems. It has no symbols, uses NX protection and partial RELRO, and carries a SHA-256 hash […]

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Pontos cegos na detecção: como os arquivos poliglotas são criados

Arquivos criados com a técnica poliglota têm aparecido cada vez mais em ciberataques nos últimos anos. Eles permitem que os invasores façam o malware passar pelos filtros de e-mail e pelos verificadores de arquivos, enganem as vítimas em ataques de phishing e dificultem as investigações de incidentes. Para conseguir isso, os invasores constroem deliberadamente um arquivo que o sistema pode interpretar como formatos diferentes, dependendo do aplicativo em que ele é aberto.  Um exemplo clássico é um arquivo que pode ser tratado como uma imagem PNG ou um arquivo ZIP. Basta alterar a extensão do arquivo ou simplesmente usar um ou outro aplicativo para abri-lo.

Vamos entender por que é possível criar arquivos desse tipo, quais combinações de formatos já foram usadas em ataques reais e como as organizações podem se proteger contra essa ameaça.

Por que é possível criar arquivos poliglotas

Os formatos de dados por trás dos arquivos poliglotas raramente são exóticos. Tudo se resume a uma combinação inteligente de formatos comuns que são estruturalmente compatíveis. Os poliglotas exploram pelo menos uma das seguintes peculiaridades em determinados formatos de arquivo:

  • A maioria dos formatos de arquivo precisa ser decodificada a partir do primeiro byte, mas alguns precisam ser lidos a partir do final. O exemplo mais claro é um arquivo ZIP: um início corrompido ou ausente não impede que os aplicativos leiam o arquivo, porque todos os cabeçalhos necessários ficam no final. Isso permite que os invasores simplesmente concatenem dois arquivos (no exemplo acima, um PNG e um ZIP). A parte inicial é lida como uma imagem PNG válida, enquanto a parte final é lida como um arquivo ZIP válido.
  • Muitos formatos funcionam como bonecas russas matrioscas: embora externamente tenham uma extensão específica correspondente ao uso pretendido, internamente o arquivo é, essencialmente, um arquivo ZIP que contém os dados necessários. Esse grupo inclui documentos modernos do Office (DOCX/XLSX/PPTX), pacotes de instalação do Android (APK), arquivos de biblioteca Java (JAR) e muitos outros.
  • Alguns formatos não têm requisitos estruturais rígidos ou têm requisitos suficientemente flexíveis para que o aplicativo que processa o arquivo consiga localizar o trecho de que precisa, mesmo quando esse trecho não está no início.

O repositório Polydet no GitHub apresenta vários exemplos de combinações possíveis de arquivos para criar um arquivo poliglota. De acordo com a classificação da MITRE, essa técnica se enquadra na categoria Masquerading (T1036.008, Masquerade File Type).

Exemplos de arquivos poliglotas em ciberataques conhecidos

Análises de campanhas de malware disponíveis publicamente revelam diversos tipos de arquivos poliglotas. Os invasores adaptam todo o cenário do ataque a uma combinação específica de tipos de arquivo.

O grupo Head Mare entregou o malware PhantomPyramid como um anexo ZIP. O arquivo consistia em código executável do Windows (EXE), com um pequeno arquivo ZIP concatenado ao final. Quando a vítima abriu o arquivo compactado, ele continha um arquivo com a extensão PDF.LNK que, então, iniciava esse mesmo anexo poliglota, desta vez como um arquivo executável.

No ataque documentado pela JPCERT, os invasores criaram um arquivo que começava como PDF e era detectado como PDF pela maioria dos verificadores, mas tinha uma extensão DOC e era aberto nos aplicativos do Office como um arquivo DOC válido contendo macros maliciosas.

Os ataques que disseminaram os cavalos de Tróia StrRAT e Ratty usaram um arquivo poliglota criado a partir de um pacote de instalação assinado do Windows (MSI), com código Java malicioso (JAR) anexado ao final.

Os ataques do StrelaStealer usaram um arquivo poliglota com extensão HTML: uma biblioteca do Windows (DLL) com um documento HTML de chamariz concatenado ao final. Um atalho no arquivo compactado iniciou o arquivo duas vezes: uma vez por meio do comando start (o equivalente a um clique duplo, que abriu um navegador exibindo o documento HTML) e outra por meio do rundll32 (que iniciou a DLL maliciosa).

Em um ataque simulado, mas engenhoso, os pesquisadores concatenaram dois arquivos ZIP comuns e descobriram que diferentes ferramentas populares de compactação exibiam o arquivo combinado de maneiras diferentes: algumas mostravam apenas o primeiro arquivo compactado, outras apenas o segundo, e outras mostravam ambos ao mesmo tempo, como se fossem um único arquivo compactado com conteúdo compartilhado. Se o invasor estiver familiarizado com a infraestrutura da vítima e souber quais softwares estão instalados, poderá usar essa combinação para mostrar um arquivo às ferramentas de segurança e outro à vítima.

Os invasores empregaram uma complexa matriosca de malware em uma campanha que distribuiu o infostealer IcedID. Eles anexaram um arquivo ZIP aos e-mails de phishing; descompactá-lo produziu um arquivo ISO. Esse ISO, por sua vez, era descompactado em um arquivo CHM (Ajuda do Windows) criado com a técnica poliglota. Quando a vítima o abriu com a ferramenta padrão de Ajuda do Windows, o arquivo executou um script JavaScript incorporado ao conteúdo da ajuda, que iniciou o aplicativo padrão mshta (host de aplicativos HTML da Microsoft) e o direcionou para esse mesmo arquivo CHM. Os autores da campanha empacotaram um aplicativo HTA dentro do arquivo CHM de forma que sua presença não interferisse na leitura do arquivo como um documento de ajuda inócuo. O manipulador de HTA, por sua vez, simplesmente ignora todos os dados irrelevantes no início do arquivo até encontrar o script HTA.

Como as ferramentas de segurança lidam com arquivos poliglotas

Os exemplos acima deixam claro como esse truque de leitura dupla permite que os invasores implantem malware no computador da vítima. Mas como os filtros de e-mail e os sistemas EDR realmente lidam com arquivos desse tipo? A resposta depende inteiramente da solução específica, portanto, isso precisa ser verificado, seja por meio da análise da documentação técnica do fornecedor, seja pela execução de um teste controlado na infraestrutura corporativa, com todas as devidas precauções.  De modo geral, apenas dois pontos são válidos em todos os casos:

  • A maioria das soluções de segurança não confia na extensão informada de um arquivo; em vez disso, verifica seu início para determinar sua estrutura real. É por isso que, no ataque descrito acima, o arquivo PDF com extensão DOC foi analisado como um PDF inofensivo, enquanto a macro maliciosa estava na parte DOC concatenada.
  • Se um arquivo começar como algo inofensivo (por exemplo, uma imagem) e sua extensão corresponder, uma análise mais sofisticada provavelmente não será aplicada a ele. Os invasores podem explorar isso: as instruções que acompanham o arquivo podem orientar a vítima a renomeá-lo para que o comportamento do sistema acabe associado à segunda carga útil, e não à imagem.

Como proteger uma organização contra ataques de arquivos poliglotas

A defesa contra arquivos poliglotas não requer soluções técnicas ou organizacionais complexas. O que exige são boas práticas de segurança sólidas e consistentes em toda a organização:

  • use listas fechadas de aplicativos autorizados a serem executados nas estações de trabalho dos funcionários. exclua aplicativos do Windows desatualizados, ferramentas administrativas da Microsoft não utilizadas, softwares de acesso remoto e de transferência de arquivos e qualquer outro software considerado potencialmente perigoso ou obsoleto.
  • use soluções de segurança de e-mail avançadas e equipadas com CDR (tecnologia de Desarme e Reconstrução de Conteúdo, que desarma anexos suspeitos e os reconstrói em versões mais seguras) e tecnologia de detonação (que executa anexos suspeitos em um ambiente isolado para análise). configure a análise aprofundada para anexos que apresentem sinais externos de serem arquivos poliglotas: todos os arquivos compactados e do Office, arquivos com extensões não padrão e assim por diante.
  • da mesma forma, configure a solução EDR para realizar uma análise aprofundada de possíveis arquivos poliglotas.
  • crie regras de monitoramento que gerem alertas para combinações incomuns entre um processo e os arquivos que ele recebe para processamento, como um arquivo CHM iniciado por meio do mshta ou um arquivo HTML iniciado por meio do rundll32, como nos exemplos acima.
  • adicione informações básicas sobre arquivos poliglotas ao programa de conscientização em segurança utilizado pela organização, para que os usuários fiquem atentos quando forem orientados a alterar a extensão de um arquivo ou a manipulá-lo de alguma forma incomum, por exemplo, abrindo-o em um aplicativo específico.

Malware em sistemas de infoentretenimento automotivos: como ocorre a infecção

Em junho de 2026, descobrimos um malware incomum que tem como alvo… centrais multimídia automotivas baseadas em Android. Este é o primeiro caso documentado de malware distribuído para centrais multimídia automotivas por meio de um serviço de atualização automática de firmware. Já abordamos diversos incidentes de cibersegurança automotiva, mas, em geral, eles envolviam vazamentos de dados na infraestrutura digital das fabricantes ou testes conduzidos por pesquisadores de segurança.

No entanto, este caso envolve malware que cibercriminosos estão distribuindo ativamente. Os objetivos são cometer fraude publicitária e criar uma botnet de proxies formada por centrais multimídia automotivas infectadas. Neste artigo, explicamos o que é uma central multimídia automotiva, como os invasores infectam esses dispositivos e o que isso pode significar para os motoristas.

O que é uma central multimídia automotiva?

Primeiro, vamos esclarecer o que é exatamente uma central multimídia automotiva. O termo pode parecer técnico, mas, na realidade, a maioria dos motoristas interage com uma delas sempre que usa o carro. A central multimídia é o sistema de infoentretenimento do veículo, geralmente centrado em uma tela usada para controlar a navegação, a música e outras funções do veículo. Nos carros modernos, as centrais multimídia automotivas costumam estar conectadas à Internet.

As fabricantes usam frequentemente o Android nas centrais multimídia por sua praticidade, já que o sistema foi desenvolvido para atender a diferentes usos automotivos e oferece diversas vantagens:

  • muitas opções de personalização da interface;
  • facilidade para desenvolver aplicativos;
  • a possibilidade de adicionar aplicativos e componentes próprios ao sistema;
  • um grande ecossistema de aplicativos já existente.

No entanto, essas mesmas vantagens também criam riscos, pois os aplicativos podem ser maliciosos em vez de legítimos. E foi exatamente isso que aconteceu neste caso: usando um aplicativo malicioso, invasores incorporaram veículos a uma botnet. Veja como isso aconteceu…

Como os invasores infectam as centrais multimídia automotivas e qual malware utilizam?

Primeiro, é importante observar que esse malware não afeta todas as centrais multimídia automotivas, mas apenas aquelas que utilizam software desenvolvido pela empresa chinesa DoFun. A empresa desenvolve firmware, aplicativos e serviços de nuvem para sistemas de infoentretenimento automotivos baseados em Android e, de acordo com seu site, atende a mais de 30 milhões de proprietários de veículos em todo o mundo.

Para distribuir o malware para o sistema de infoentretenimento de um veículo, os invasores usam o TWCore, um aplicativo de sistema legítimo responsável pelas atualizações de software nas centrais multimídia automotivas da DoFun. Em condições normais, o TWCore obtém da nuvem da desenvolvedora informações sobre os arquivos que precisam ser baixados e instalados no dispositivo. Esses arquivos são, principalmente, atualizações de software já instalado na central multimídia, mas o mesmo mecanismo pode ser usado para instalar novos aplicativos. E é exatamente isso que os invasores exploram: eles usam o TWCore para instalar o JarService (um dropper de cavalo de Troia malicioso) nas centrais multimídia automotivas.

O JarService é essencialmente um aplicativo “vazio”. Ou seja, ele não tem uma interface de usuário e não tenta se passar por um serviço legítimo. A ausência de uma interface faz todo sentido neste caso: os invasores não precisam convencer o usuário a instalar o malware manualmente, e nenhuma interação do usuário é necessária.

O código do JarService contém, de forma criptografada, a carga útil da próxima etapa, além de informações sobre sua versão e ponto de entrada. A função do JarService é descriptografar esses dados e iniciar a próxima etapa da infecção: um módulo malicioso de download. Depois de iniciado, o módulo de download se conecta ao servidor de comando e controle (C2) dos invasores e envia informações sobre o malware instalado. Em resposta, o servidor fornece um link para a carga útil da próxima etapa. O módulo de download obtém essa carga útil, descriptografa-a e a executa.

Neste caso, o malware instala um tipo de malware conhecido como “clicker”, usado para aumentar fraudulentamente o número de impressões de anúncios. Depois de ser executado, o malware entra em contato regularmente com o servidor C2 e envia informações sobre o dispositivo infectado, incluindo seu modelo, resolução de tela, endereço MAC e detalhes da rede Wi-Fi conectada. Em troca, o malware pode receber vários comandos dos invasores. Por exemplo, ele pode fazer solicitações HTTP e abrir páginas da Web. Mas, mais importante ainda, pode baixar e executar código malicioso adicional no sistema de infoentretenimento do veículo comprometido.

Os invasores usam esse recurso para instalar um módulo malicioso chamado zhima, que adiciona a central multimídia infectada a uma botnet. A botnet resultante é usada para operar um serviço conhecido como proxy residencial, permitindo que os invasores direcionem seu tráfego por meio dos dispositivos infectados ao realizar ataques e outras atividades maliciosas.

Quem está por trás do malware e o que os invasores pretendem alcançar?

Os invasores infectam centrais multimídia automotivas com malware principalmente para expandir a botnet. Uma investigação realizada por especialistas da Kaspersky constatou que a operação está associada à plataforma maliciosa BADBOX e, mais especificamente, a um dos agentes de ameaça ligados a ela: o MoYu Group. Indícios no código do malware, juntamente com semelhanças em relação à infraestrutura anteriormente atribuída ao MoYu Group, apontam para o envolvimento do grupo. A própria BADBOX reúne uma série de atividades maliciosas voltadas à infecção de dispositivos Android e à exploração clandestina de seus recursos.

Os invasores, então, ganham dinheiro monetizando o acesso a recursos que pertencem a outras pessoas. Ao investigar a infraestrutura da botnet, nossos especialistas descobriram vínculos entre o MoYu Group e os serviços PXYEDGE e ProxyForU, que oferecem serviços de proxy residencial. Esses serviços permitem que clientes de todo o mundo direcionem seu tráfego de Internet por meio de dispositivos conectados à botnet e, assim, acessem a Internet usando os endereços IP desses dispositivos. Isso sugere que as centrais multimídia automotivas infectadas já podem estar sendo usadas como parte dessa infraestrutura.

Como o malware afeta os usuários?

Em primeiro lugar, o malware consome parte dos recursos computacionais da central multimídia automotiva. A carga adicional pode fazer com que o sistema de infoentretenimento do veículo fique mais lento ou menos estável. Ao mesmo tempo, é muito provável que a velocidade da conexão de Internet do dispositivo infectado também diminua, pois os invasores podem direcionar grandes volumes de tráfego por meio dele.

Também vale destacar que o malware não se limita a oferecer funcionalidade de proxy. Ele pode receber comandos dos invasores, além de baixar e executar código malicioso adicional. Como resultado, as consequências de uma infecção podem variar de acordo com a carga útil que os operadores da botnet decidirem instalar no dispositivo.

Conclusão

Este caso demonstra mais uma vez que ataques a todos os tipos de dispositivos conectados à Internet, de decodificadores de TV a sistemas de infoentretenimento automotivo, não são apenas uma possibilidade teórica, mas uma realidade concreta. Os invasores estão constantemente procurando novos dispositivos cujos recursos possam explorar para seus próprios fins. Por isso, a proteção contra malware é importante muito além de computadores e smartphones.

Nossos especialistas informaram a desenvolvedora sobre o esquema de distribuição do malware que identificaram, e ela corrigiu os problemas de segurança identificados.

Uma análise técnica completa do malware está disponível na Securelist.

Que outros métodos os invasores podem usar para comprometer um veículo e quais riscos eles representam para os motoristas? Leia mais em nossas publicações:

Ransom & Dark Web Issues Week 4, August 2026

ASEC Blog publishes Ransom & Dark Web Issues Week 4, August2026           Saudi Arabian Digital Entertainment Streaming Service User Data Offered for Sale SAFEPAY Ransomware Attack on a South Korean Industrial Gas Manufacturer and Supplier NoName057(16) and BD Anonymous Claim DDoS Attacks Against Major Japanese Organizations and Companies [1] [2] [3] […]

Norway ’s Digital Government Infrastructure Hit by a new DDoS Attack

Norway ’s shared government infrastructure suffered a third DDoS attack, disrupting digital services but showing no signs of data compromise.

Norway ‘s shared digital government infrastructure has been hit by another distributed denial-of-service (DDoS) attack that disrupted services used by citizens, businesses and public agencies. The incident began at 03:38 CEST on Monday, August 24, and targeted infrastructure operated by the Norwegian Digitalisation Agency, Digdir, together with its service provider Vivicta.

The timing matters because this isn’t an isolated event. Digdir says it’s the third DDoS attack against its services in a short period, following incidents in June and on August 3.

“The Norwegian Directorate for Digitalisation (Digdir) has been subjected to a denial of service attack (DDoS attack) that has been ongoing since 03:38 on the night of Monday, August 24.” reads the statement published by Digdir Agency. “This is the third time in a short time that this type of attack has been directed at Digdir’s solutions. Digdir is working closely with our subcontractor Vivicta. NSM and the Norwegian Data Protection Authority have also been notified of the case.”

That status update refers to the test environment, but the underlying attack also affected production services. Digdir reported that several shared services became completely unavailable for short periods, while others remained accessible but suffered connection failures, slow responses and longer-than-usual login times.

Digdir operates several pieces of Norway’s shared public-sector infrastructure. Among them are ID-porten, MinID, Maskinporten, eFormidling, eInnsyn, the Contact and Reservation Register, Ansattporten and other services used by government agencies and external applications.

That makes an attack on Digdir more significant than an ordinary website outage. When a shared authentication service goes down, the disruption can propagate to services that aren’t themselves under attack.

That’s exactly what happened. Altinn, Norway’s central platform for communication between citizens, businesses and government, was also affected, while other public services relying on ID-porten experienced login problems. Earlier attacks this summer produced similar effects, including disruption to access to Helsenorge, NAV and Skatteetaten.

The technical distinction is important: the attackers didn’t need to break into every downstream service. They could create disruption simply by overwhelming a shared dependency.

And that’s often the uncomfortable reality of modern public infrastructure. The weakest point isn’t necessarily the service citizens see on their screens. It can be the common authentication, messaging or data-exchange layer underneath it.

Digdir has stressed that the incident is about availability, not evidence of a successful intrusion. The agency also says it has found no indication that personal data was exposed. Digdir has notified Norway’s National Security Authority, NSM, and the Data Protection Authority, Datatilsynet, as part of its response.

“There are no indications that the attack has led to a security breach or that personal data has been compromised, says Director Frode Danielsen at Digdir.” continues the statement.

That distinction deserves attention because cyberattack doesn’t automatically mean “data theft”. In this case, the confirmed impact is service disruption, while there is currently no evidence that attackers compromised Digdir’s systems or accessed personal information.

The operational consequences are still serious. Public-sector users may see failed connections, slow responses or authentication problems even though the underlying applications themselves haven’t been compromised.

The June incident already demonstrated how much disruption a DDoS attack against Digdir’s infrastructure can cause. That attack targeted ID-porten through Vivicta’s network infrastructure and temporarily affected services including ID-porten, MinID, Maskinporten, eInnsyn and eFormidling.

Another attack followed on August 3. Digdir restored normal operations the following day, but the agency said the incident had again affected several shared services and that it would review the event together with Vivicta and other partners.

Now there’s a third incident. That repetition is more interesting from a defensive perspective than the raw duration of any single outage.

Digdir and Vivicta are clearly able to mitigate the attacks and restore services. The harder question is whether repeated attacks against the same shared infrastructure can keep generating enough operational friction to become a recurring problem for the wider public sector.

This is where DDoS stops being just a bandwidth problem. A sufficiently persistent campaign can force defenders to keep changing traffic controls, filtering rules and protection measures, while legitimate users continue to depend on the same infrastructure.

Digdir’s own status updates show that dynamic clearly. On August 24, the agency first reported improvement, then said several solutions were completely down, followed by further stabilization efforts.

There is currently no official attribution for the attacks. Norwegian media have raised the possibility of Russian involvement, but that remains speculation rather than an established finding.

That distinction matters. A DDoS campaign can be politically motivated, financially motivated, conducted for disruption or simply intended to demonstrate capability. Without technical evidence and an official attribution process, assigning responsibility to a particular state or group would be premature.

What is established is the target and the effect. The attacks repeatedly hit infrastructure that sits underneath a large number of Norwegian digital public services.

That’s enough to make the incidents strategically relevant without adding an attribution story that the evidence doesn’t yet support.

The Norwegian case is also a useful reminder that cybersecurity isn’t limited to confidentiality and integrity. Availability is a security property too, particularly when the affected systems provide national digital services.

A compromised database is an obvious security incident. An authentication service that repeatedly becomes unavailable can create a different kind of problem: citizens can’t access services, businesses can’t complete procedures and government agencies may struggle to perform routine operations.

Digdir says its services have largely stabilized, although some disruptions remain. As of the latest incident updates, ID-porten still had limitations, eSignering remained unavailable because of those ID-porten restrictions, and some users were still reporting connection problems or increased response times with Maskinporten.

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, newsletter)

DDoS Attacks Cause Major Threema Outages

Large DDoS attacks disrupted Threema, causing severe communication outages. Threema On-Prem users were unaffected by the attacks.

Threema suffered multiple large-scale DDoS attacks that disrupted its secure messaging service and caused severe communication issues. Organizations using Threema On-Prem were not affected, as their deployments run on their own infrastructure.

Threema is a Swiss paid secure messaging service, similar to WhatsApp or Signal, focused heavily on privacy and security.

“If the attack originates simultaneously from multiple (and potentially changing) sources, it is referred to as a “Distributed Denial of Service” (DDoS) attack. This makes the attack significantly more difficult to defend against because it is not possible to simply block a single source.” reads the report. “Because sophisticated attackers constantly change their methods, sources, and attack patterns during an attack, a cat-and-mouse game ensues, with both sides continuously reacting to the other’s most recent action.”

Users began reporting Threema outages on Tuesday evening. The company initially blamed a network issue at its colocation provider, but later confirmed it was facing a series of DDoS attacks. The attacks caused intermittent disruptions into Wednesday, with users in several countries still reporting problems even after Threema’s status page showed the service as operational.

The company said a series of large-scale DDoS attacks also targeted its colocation partner, Nine. Attack patterns kept changing, making mitigation difficult. The service was unavailable for about four hours Tuesday evening, followed by intermittent outages Wednesday morning. Normal operations were restored at 12:23 p.m. CEST.

“It is not entirely clear whether Threema was the primary target or whether the attacks were directed at multiple targets. In any case, they continued over an extended period and their patterns were constantly adapted, making them difficult to defend against.” continues the report. “As a result of these attacks, Threema was unavailable on Tuesday between 7:30 p.m. and 11:30 p.m. CEST. The page providing information on the current system status was initially not updated due to a technical issue unrelated to the attack. We therefore temporarily took it offline until the problem was resolved.”

Threema communicated the service disruptions progressively through social media, while Threema Work customers received updates by email. To strengthen its defenses, Threema deployed additional upstream DDoS protection on August 14, filtering malicious traffic before it reached its infrastructure.

The company also plans to improve its status page with an incident history and RSS feed, giving users and administrators another way to receive independent service updates.

“We will also expand the status page in the coming days. The update will include an incident history and an RSS feed that interested users and Threema Work administrators can subscribe to in order to receive system updates through an independent channel.” concludes the report. “We apologize for any inconvenience caused and appreciate your understanding.”

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, DDoS)

“Business customers using Threema Work were informed via email on Wednesday morning about the unstable service conditions, and account managers provided information on the current situation in response to inquiries.”

To avoid similar incidents, the Swiss company has implemented “specialized DDoS protection as an additional measure” to filter attack traffic upstream and reduce the load on its infrastructure.

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, newsletter)

Threema Secure Messaging Service Hit by Massive DDoS Attack

Threema, a privacy-focused secure messaging service, was hit by a series of large-scale distributed denial-of-service (DDoS attacks) that temporarily disrupted access for users.

The incidents affected the platform on Tuesday evening and continued intermittently through Wednesday morning before normal operations were restored. According to Threema, the service was unavailable between 7:30 p.m. and 11:30 p.m. CEST on Tuesday.

Users also experienced short, intermittent disruptions on Wednesday morning as the attacks continued and shifted in pattern. Threema confirmed that all services had returned to normal operation by 12:23 p.m. CEST.

A distributed denial-of-service attack, commonly known as a DDoS attack, attempts to make an online service unavailable by overwhelming its infrastructure with a very high volume of traffic.

Unlike a conventional attack launched from a single system, DDoS operations use many sources, often including compromised devices spread across different networks and locations. This distributed approach makes mitigation more difficult.

Security teams cannot simply block a single malicious IP address because attackers can rapidly change traffic sources, request types, and attack patterns. The result is often a continuous contest between defenders adapting their filtering controls and attackers modifying their methods.

Threema Hit by Massive DDoS Attack

Threema said the attacks targeted both its infrastructure and its colocation partner, Nine. It remains unclear whether Threema was the sole intended target or whether the activity was part of a broader campaign against multiple organizations.

The company described the incident as an ongoing wave of attacks with constantly changing patterns, making it more challenging to block without affecting legitimate users.

Importantly, Threema stressed that the attacks affected service availability rather than the confidentiality or security of user data. A DDoS attack does not inherently provide attackers with access to servers, messages, account data, or internal systems.

Its purpose is to consume network bandwidth, processing capacity, or other infrastructure resources until valid user requests can no longer be handled reliably.

The incident also affected Threema’s public status page. The company said the page was initially not updated because of a separate technical issue unrelated to the DDoS activity.

The status page was temporarily taken offline until that issue was resolved, limiting the availability of official outage information during part of the incident.

Threema communicated updates through its social media channels and notified Threema Work business customers by email on Wednesday morning. Account managers also responded to customer inquiries as the service instability continued.

Organizations using Threema OnPrem were not affected. The OnPrem product operates on customer-managed infrastructure, meaning those deployments remained available while Threema’s hosted service was under attack.

In response to the incident, Threema implemented an additional specialized DDoS protection mechanism. The new control filters malicious traffic upstream before it reaches Threema’s core infrastructure, reducing the burden on internal systems and existing defensive layers.

The company confirmed on August 14, 2026, at 6:05 p.m. CEST that the upstream filtering protection had been activated in its production environment.

Threema also plans to expand its status page with incident history and an RSS feed. This would provide users and Threema Work administrators with an independent channel to receive system status alerts during future outages.

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Evooo1Bot Turns Compromised Routers Into DDoS Bots and Anonymous Proxy Nodes

A newly identified Linux botnet dubbed Evooo1Bot is targeting vulnerable internet-facing routers, edge appliances, cameras, and enterprise systems, combining Mirai-derived DDoS capabilities with proxy relaying, credential theft, SSH brute forcing, and exploit-driven propagation. FortiGuard Labs observed activity beginning in July 2026, with operators using a modular toolset that elevates compromised devices from disposable DDoS nodes […]

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1 Tbps DDoS Attacks Become the New Normal as Cloudflare Reports Record H1 Activity

Cloudflare has reported a sharp rise in large-scale distributed denial-of-service attacks during the first half of 2026, blocking 935 network-layer attacks exceeding 1 terabit per second.

The company said hyper-volumetric attacks grew 519% between the first and second quarters, showing that attackers are increasingly capable of delivering extreme traffic floods at a rapid pace.

The findings appear in Cloudflare’s 25th DDoS Threat Report, which combines data from January through June 2026. Unlike previous reports that covered each quarter separately, this edition provides a half-year view of attacks observed and mitigated across the Cloudflare network.

During the period, Cloudflare mitigated 23.2 million network-layer DDoS attacks and 29.64 trillion HTTP DDoS requests. This amounts to roughly 5,343 network-layer attacks per hour, or about 128,000 per day.

Cloudflare Blocks 935 DDoS Attacks Over 1 Tbps

The figures show that DDoS activity remains a constant operational threat for organizations operating public-facing infrastructure. Hyper-volumetric DDoS attacks are defined as attacks exceeding 1 Tbps, 1 billion packets per second, or 1 million requests per second.

Hyper-volumetric attacks (Source : cloudflare )
Hyper-volumetric attacks (Source: Cloudflare)

Cloudflare mitigated 805 attacks above 1 Tbps during the second quarter alone. These attacks can overwhelm internet connections, network equipment, and data centers before security teams have time to investigate alerts or manually activate mitigation controls.

Despite the growth of record-scale attacks, most DDoS incidents were smaller and shorter. Cloudflare said 96.62% of network-layer attacks stayed below 500 Mbps, while 90.60% ended in less than 10 minutes.

April 2026 was a peak month for DDoS activity and volume (Source : cloudflare )
April 2026 was a peak month for DDoS activity and volume (Source: Cloudflare)

However, even a 100 Mbps flood can disrupt an unprotected website or server. A short attack can also cause longer service problems, including routing instability, TCP retransmissions, application timeouts, and degraded downstream services.

The main attack vectors also changed significantly. DNS-based attacks represented 34.3% of all network-layer DDoS activity during the first half of the year. DNS floods increased from 25.7% of attacks in the first quarter to 40.0% in the second quarter.

Attackers use DNS floods to exhaust the query capacity of authoritative DNS servers, potentially making domains and related online services inaccessible.

CLDAP floods also grew 580% quarter over quarter, becoming the third-most-common network-layer attack vector in the second quarter.

Top attack source countries (Source : cloudflare )
Top attack source countries (Source: Cloudflare)

This technique abuses exposed LDAP-over-UDP services, often on UDP port 389, to reflect amplified traffic at victims using spoofed source addresses.

Geopolitical events continued to influence targeting patterns. Media, Production and Publishing was the most attacked industry in both quarters, receiving 14.2% of all mitigated HTTP DDoS requests. Cloudflare linked sustained pressure on the sector to coverage of events involving Iran, Ukraine, and the World Cup.

Government organizations also saw a major shift. The sector moved from 29th place in the first quarter to ninth place in the second quarter during Operation Epic Fury.

Meanwhile, China ranked as the most attacked location in the second quarter, followed by the United States and Turkey. Cloudflare said automated, always-on protection is essential because modern DDoS attacks can begin, peak, and end within seconds.

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Cloudflare Mitigates 23.2 Million DDoS Attacks as 1 Tbps Attacks Surge 519%

Cloudflare has mitigated 23.2 million network-layer DDoS attacks and stopped 29.64 trillion HTTP DDoS requests during the first half of 2026. This underscores a significant increase in both the frequency and intensity of Internet-scale attacks. The company’s latest DDoS Threat Report, produced by its Cloudforce One threat intelligence team, combines data collected from January to […]

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Kimwolf v7 Hides DDoS Traffic Behind Chrome Fingerprints and Ethereum

Kimwolf v7: The Android TV Botnet That Now Hides Its Traffic Behind Chrome Fingerprints and Ethereum

Palo Alto Networks Unit 42 discovered Kimwolf v7 on February 3, 2026, while hunting threats following public disclosures of the botnet’s earlier activity.

The new version substantially upgrades the DDoS capabilities and command infrastructure of a botnet that has been targeting Android TV boxes since August 2025, while its Linux counterpart AISURU has been active since mid-2024. The operators’ core objective hasn’t changed, build a large-scale DDoS platform, but the methods for sustaining it and hiding its traffic have become considerably more sophisticated.

“This version upgrades its distributed denial-of-service (DDoS) attack capabilities and the resilience of its command-and-control (C2) infrastructure. Kimwolf primarily affects Android TV boxes and set-top boxes.

Kimwolf v7 adds an HTTP/2-based DDoS flood that constructs complete browser fingerprints. This makes attack traffic more difficult to distinguish from legitimate browsing.” reads the report by Palo Alto Networks.

“The threat’s binary includes five hard-coded public Ethereum-based endpoints for resolving Ethereum Name Service (ENS) domains. ENS is a blockchain-based naming system used to obtain C2 addresses.”

The nghttp2 library powers the HTTP/2 flood and constructs headers that mirror legitimate Chrome browser behavior at the protocol level, making rate-limiting and fingerprint-based DDoS mitigation significantly harder.

On top of that, the botnet uses Ethereum’s naming service to resolve its command server address, querying five legitimate public blockchain RPC endpoints shuffled randomly before each attempt, which means blocking any individual endpoint does almost nothing.

“Kimwolf also carries a hard-coded Tor .onion hidden service as a backup and a local proxy architecture for flexible routing between clearnet and Tor.” continues the report. “The malware developers added this function to directly respond to C2 server takedown efforts in December 2025.”

The three-tier structure, Ethereum ENS, then Tor hidden service, then local proxy on 127.0.0.1:23075, is a direct operational response to two takedowns the botnet suffered in December 2025. The local proxy routes all C2 traffic through the same local address regardless of whether it’s going to the clearnet or Tor, which means the proxy component can be updated independently without redeploying the main bot binary. Unit 42 also identified what it assesses with moderate confidence to be an operator-controlled RPC facade at eth.rpcuniverse.com, based on its single-tenant hosting, registration timing, and exclusive presence in Kimwolf samples.

Kimwolf spreads by abusing residential proxy services to reach Android TV boxes that ship with Android Debug Bridge enabled on port 5555. Once tunneled into a local network through a proxy endpoint, attackers can install the malware without any authentication. The botnet masks itself as “netd_service” to blend in with legitimate Android system processes, and Unit 42 found eight APK packages distributed between October and December 2025 that masquerade as a system service called SystemService, probing for root access before executing a bundled kernel payload.

Version 7 also strips out all scanning, exploitation, and brute-force functionality from the main binary — the operators have separated the propagation pipeline from the DDoS core. External loaders now handle initial access, while the Kimwolf binary handles attacks and acts as a relay. The attack method count was consolidated from 43 text-named commands in earlier versions to 15 numbered methods covering layers 3 through 7, including the new HTTP/2 flood, a high-performance UDP flood with ARM NEON SIMD acceleration optimized for the processors in Android TV boxes, and a TLS/HTTPS flood. Unit 42 clustered C2 infrastructure across 22 IP addresses in Saint Petersburg, Russia, all sharing the same SSH host key between December 2025 and February 2026.

The defensive guidance from Unit 42 is straightforward: treat Android TV boxes as untrusted devices and segment them from enterprise networks. Disabling ADB or restricting it to USB-only access removes the primary way this botnet gets onto devices. For detection, watch for outbound HTTPS connections to Ethereum RPC endpoints from devices that normally have no business touching blockchain services, Tor circuit activity or SOCKS5 proxy traffic from TV boxes, connections to localhost port 23075, and any Android consumer device running a process named “netd_service.”

“Kimwolf v7 is a focused evolution of an already large-scale botnet. The HTTP/2 flood with Chrome browser fingerprinting complicates application-layer DDoS mitigation, as attack traffic now mirrors legitimate browser behavior at the protocol and header level.” concludes the report. “The three-tier C2 system (Ethereum ENS, Tor .onion, local proxy) indicates that the operators are investing in infrastructure built to withstand takedown operations.”

In March, the U.S. DoJ disrupted command-and-control infrastructure used by several IoT botnets, including AISURUKimwolf, JackSkid, and Mossad. The operation involved authorities from Canada and Germany, along with major tech companies, to target botnet operators and weaken their global cybercrime activities.

The AISURU/Kimwolf botnet was linked to a record-breaking DDoS attack that peaked at 31.4 Tbps and lasted just 35 seconds. Cloudflare said the November 2025 incident was part of a surge in hyper-volumetric HTTP DDoS attacks observed in late 2025, all automatically detected and mitigated.

Kimwolf is a newly discovered Android botnet linked to the Aisuru botnet that has infected over 1.8 million devices and issued more than 1.7 billion DDoS attack commands, according to XLab.

The Kimwol Android botnet primarily targets TV boxes, compiled using the NDK and equipped with DDoS, proxy forwarding, reverse shell, and file management functions. It encrypts sensitive data with a simple Stack XOR, uses DNS over TLS to hide communication, and authenticates C2 commands with elliptic curve digital signatures. Recent versions even incorporate EtherHiding to resist takedowns via blockchain domains.

Kimwolf follows a naming pattern of “niggabox + v[number]”; versions v4 and v5 have been tracked. By taking over one C2 domain, researchers observed around 2.7 million IPs interacting over three days, indicating a likely infection scale exceeding 1.8 million devices. Its infrastructure spans multiple C2s, global time zones, and versions, making it hard to estimate the total number of infections.

The botnet borrows the code from the Aisuru family, however, operators redesigned it to evade detection. Its primary function is traffic proxying, though it can execute massive DDoS attacks, as seen in a three-day period issuing 1.7 billion commands between November 19 and 22.

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, Kimwolf v7)

Cisco Warns of Seven ClamAV Flaws, Two With Public PoCs

Cisco warns that seven ClamAV flaws affect Secure Endpoint Connector products, with two having public PoCs that could enable remote DoS attacks.

Cisco warned that seven ClamAV vulnerabilities affect its Secure Endpoint Connector on Windows, macOS and Linux. ClamAV is an open-source antivirus engine widely used to scan files and emails for malware.

The company states that two flaws have public PoCs and could let unauthenticated attackers cause DoS conditions.

“Multiple vulnerabilities in ClamAV could allow a remote attacker to cause a denial of service (DoS) condition, interrupting scanning operations.” reads the advisory.

The flaws, tracked as CVE-2026-20337 to CVE-2026-20339 and CVE-2026-20345 to CVE-2026-20348, affect ClamAV parsers for several file formats. ClamAV fixed them in version 1.5.4, Cisco later warned that public PoCs are available for the vulnerabilities CVE-2026-20337 and CVE-2026-20338. Company’s PSIRT said it has no evidence that attackers have exploited these vulnerabilities in the wild.

“”The Cisco PSIRT is aware that proof-of-concept exploit code is available for the vulnerabilities that are described in CVE-2026-20337 and CVE-2026-20338.The Cisco PSIRT is not aware of proof-of-concept exploit code for any of the other vulnerabilities that are described in this advisory.” continues the advisory. “The Cisco PSIRT is not aware of any malicious use of the vulnerabilities that are described in this advisory.”

Below are the descriptions of CVE-2026-20337 and CVE-2026-20338:

  • CVE-2026-20337 (CVSS score of 7.5) – CVE-2026-20337: ClamAV Zip File Format Processing Out-of-Bounds Write Vulnerability – A vulnerability in the zip archive parser of ClamAV could allow an unauthenticated, remote attacker to cause a DoS condition on an affected device. This vulnerability is due to improper boundary checks for content in zip files during scanning, which may result in an out-of-bounds write condition. An attacker could exploit this vulnerability by submitting a crafted zip file for scanning. A successful exploit could allow the attacker to cause the ClamAV scanning process to terminate, resulting in a DoS condition on the affected software.
  • CVE-2026-20337 (CVSS score of 7.5) – ClamAV Zip File Format Processing Memory Corruption Vulnerability – A vulnerability in the zip archive parser of ClamAV could allow an unauthenticated, remote attacker to cause a DoS condition on an affected device. This vulnerability is due to improper memory handling when processing content in zip files during scanning. An attacker could exploit this vulnerability by submitting a crafted zip file for scanning. A successful exploit could allow the attacker to cause the ClamAV scanning process to terminate as a result of a memory double-free, resulting in a DoS condition on the affected software.

Cisco identified the affected products in its advisory and recommends customers check the related bug IDs for details on each vulnerability.

Affected Cisco Software PlatformCVSS Base ScoreSecurity Impact RatingCisco Bug IDsFirst Fixed Release
Secure Endpoint Connector for Linux5.3MediumCSCwv87285Release no. TBD (Aug 2026)
Secure Endpoint Connector for Mac5.3MediumCSCwv87286Release no. TBD (Aug 2026)
Secure Endpoint Connector for Windows7.5HighCSCwv87283Release no. TBD (Aug 2026)

Secure Endpoint Private Cloud is not affected, but must distribute the fixes to endpoints.

Cisco said no workaround is available. Patches will be released in August. The flaws are high risk on Windows because ClamAV runs with elevated privileges, while macOS and Linux face medium risk.

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Pierluigi Paganini

(SecurityAffairs – hacking, newsletter)

July 2026 Dark Web Threat Actor Trend Report

Note The July 2026 Dark Web Threat Actor Trend Report focuses on trends among threat actors—including hacktivists—active on the deep web and dark web. It is explicitly noted that the factual accuracy of some content could not be verified. Major Issues Handala claimed to have compromised the core infrastructure of an Internet service provider in […]

Relatório Semestral de Ameaças da Gen: cibercriminosos se aproximam de sistemas nos quais as pessoas confiam

00A Gen (NASDAQ: GEN) publicou seu Relatório de Ameaças do primeiro semestre de 2026 para ajudar as pessoas a entender quais ciberameaças estão emergindo e quais riscos estão moldando a vida digital hoje. Um ponto em comum permeia todo o relatório: cibercriminosos estão se movendo para mais perto das partes confiáveis da vida digital. Eles não estão apenas enviando links maliciosos ou distribuindo malwares, mas também explorando o contexto, sessões, fluxos de trabalho, marcas, sistemas de atualização, plataformas de publicidade e autoridade delegada.

 A confiança se tornou a nova superfície de ataque

A descoberta central do Relatório de Ameaças é uma mudança em como os ataques funcionam. As ameaças mais eficazes na primeira metade de 2026 não dependeram de explorações técnicas ou engano óbvio, elas tiveram sucesso porque eram difíceis de distinguir da vida digital normal. Golpes chegaram através de uma plataforma de reserva de hotel, referenciando uma reserva real. Contas de WhatsApp foram comprometidas não através de uma violação de senha, mas ao enganar usuários para aprovarem o navegador de um cibercriminoso como um dispositivo vinculado. A fraude se moveu através de contas financeiras reais e verificadas porque as pessoas por trás daquelas contas tinham sido recrutadas através das redes sociais com ofertas de dinheiro rápido. E agentes de IA, operando com permissões que o usuário já tinha concedido, foram parados antes de executarem um shell reverso (técnica de invasão que dá o controle remoto do sistema ao cibercriminoso).

“Os ataques mais eficazes no primeiro semestre de 2026 não pareciam ataques”, afirma Vita Santrucek, Diretor de Tecnologia e Desenvolvimento na Gen. “Eles chegaram por meio de plataformas de reservas, conversas familiares em aplicativos de mensagens, canais de atualização de software e fluxos de trabalho de agentes de IA — todos ambientes nos quais as pessoas já confiam. À medida que os cibercriminosos se misturam às experiências digitais do dia a dia, a proteção precisa estar cada vez mais próxima dos momentos em que essa confiança é conquistada, explorada ou quebrada”.

 Entre golpes, violações de identidade e de privacidade, o padrão é o mesmo: o ataque se moveu para dentro de sistemas confiáveis antes que o perigo se tornasse visível.

Destaques do Relatório de Ameaças

 A telemetria da Gen do primeiro semestre de 2026 mostra a atividade de tendências nas principais áreas de ameaças ao longo dos últimos seis meses.

As principais descobertas incluem:

  • 114,2 milhões de ataques de golpes de e-shop bloqueados, aumento de 109% – destacando o risco crescente de lojas online falsas visando compradores.
  • Um aumento de 387% em golpes de personificação de governo – mostrando que criminosos estão crescentemente explorando a confiança em instituições públicas para roubar dinheiro e informações.
  • Um aumento de mais de 454% nos golpes de personificação de familiares, enquanto uma atividade separada, chamada “GhostPairing”, mostrou como o recurso de dispositivo vinculado do WhatsApp pode ser explorado para obter acesso persistente a uma conta e permitir que pessoas se passem por familiares.
  • 20,3 milhões de ataques de golpes de suporte técnico bloqueados – refletindo tentativas contínuas de enganar pessoas para darem a golpistas acesso remoto a seus dispositivos ou informações financeiras.
  • Mais de 304 milhões de impressões de anúncios de golpes identificadas através da União Europeia e do Reino Unido em menos de um mês, evidenciando o quão facilmente anúncios fraudulentos podem alcançar as pessoas.
  • Aproximadamente 1,9 bilhão de tentativas de rastreamento bloqueadas durante o primeiro semestre de 2026 – demonstrando a escala do rastreamento online que pode corroer a privacidade do consumidor.
  • Os alertas de notificação de violação de dados do Norton e do LifeLock com fontes de origem atribuídas aumentaram 628,1%, chegando a 3,3 milhões. No total, mais de 10 milhões de notificações de violação de dados foram enviadas, comprovando que as informações pessoais de um número cada vez maior de pessoas estão sendo expostas em vazamentos de dados.
  • Aumento de 734% nos alertas de atividade de contas bancárias — mais uma evidência da rápida exploração financeira que acontece após uma violação.
  • 1 milhão de ataques de web skimming bloqueados, aumento de 212% – mostrando como criminosos continuaram a visar fluxos de checkout onde usuários já esperam inserir detalhes de pagamento.
  • Mais de 15,7 milhões de registros violados contendo endereços de e-mail identificados, dando a cibercriminosos mais oportunidades para visar consumidores com phishing, golpes e tentativas de tomada de conta.

 As principais descobertas no Brasil incluem diversas categorias de golpes que registraram aumento no primeiro semestre de 2026, entre elas:

  • Golpes relacionados a apostas (+755%)
  • Golpes financeiros genéricos (+261%)
  • Golpes de suporte técnico (+93%)
  • Golpes de lojas online falsas (e-shop scams) (+62%)
  • Golpes de relacionamento (+24%)
  • Phishing (+20%)
  • A atividade de ransomware aumentou 43%
  • A atividade de exploits aumentou 31%
  • A atividade de droppers aumentou 23%
  • A atividade de infostealers: web skimming (+176%), ladrões de senhas (password stealers) (+16%) e ameaças do tipo banker (+10%).
  • O relatório também identificou uma tendência específica no Brasil: PDFs falsos de pagamento que imitavam marcas de comércio eletrônico e instituições bancárias foram utilizados para atingir o ecossistema de pagamentos via boleto.

O relatório também identifica a IA agêntica como uma fronteira de segurança emergente. À medida que os sistemas de IA ganham a capacidade de navegar, instalar softwares, acessar arquivos, conectar-se a serviços e agir em nome dos usuários, os cibercriminosos visam cada vez mais as permissões e a confiança em que esses sistemas se baseiam. A telemetria inicial do Sage, a plataforma de segurança agêntica da Gen por trás de recursos como o AI Agent Protection da Norton e Avast, revelou que os comportamentos de risco mais comuns de agentes de IA envolveram:

  1. Tentar executar comandos de sistema perigosos.
  2. Tentar abrir um canal de comando remoto, o que poderia permitir que um invasor controlasse o sistema.
  3. Baixar e executar códigos da internet.
  4. Ler arquivos de credenciais sem autorização.
  5. Tentar criar um acesso remoto persistente, como adicionar uma chave SSH confiável.
  6. Tentar anular as instruções do agente.

O Relatório completo de Ameaças do primeiro semestre de 2026 da Gen está disponível (em inglês) em: https://www.gendigital.com/blog/insights/reports/threat-report-h1-2026.

Brasil é o terceiro país que mais sofreu ataques de ransomwares em junho, aponta Cohesity

O Brasil foi o terceiro país que mais sofreu ataques com ransomwares em junho, registrando 23 casos. Os dados são da plataforma Ransomware.live, iniciativa de Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa líder em segurança de dados com IA. É a primeira vez que o Brasil aparece entre os dez países mais afetados desde o início da publicação de dados do site, em janeiro.

A plataforma monitora e coleta dados de sites de vazamento de grupos de ransomware continuamente para identificar e listar novas vítimas. Ransomwares são softwares maliciosos que bloqueiam o acesso de usuários ou organizações, exigindo pagamento de resgate para restauração, sob a ameaça de vazamento ou exclusão permanente.

O Brasil só aparece atrás de Estados Unidos, com 199 casos, e Alemanha, com 49. O Reino Unido vem logo após o Brasil, com 21, seguido de Índia e Canadá, ambos com 20. França (15), Itália (15), México (14) e Tailândia (13) completam o top 10.

“A emergência do Brasil, Índia e Tailândia como alvos recém identificados pode ser reflexo de uma estratégia deliberada de focar em jurisdições com menor maturidade na resposta a incidentes e na coordenação com forças de segurança”, avalia Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para América Latina.

O número total de vítimas em junho, 708, representa uma redução de 10,5% em relação às 791 registradas em maio. “Apesar dessa diminuição mensal, o volume permanece historicamente elevado quando comparado aos doze meses anteriores, deixando claro o quão intenso e consistente é o atual cenário de ameaças”, aponta Leite.

Setores mais afetados

Em junho, o mercado B2B se manteve no topo dos alvos mais atingidos, registrando 123 vítimas — uma redução de 23,1% em comparação às 160 de maio. O setor de manufatura ficou na segunda colocação, com 83 ocorrências (queda de 19,4%), seguido por tecnologia, que somou 56 vítimas (recuo de 21,1%).

O segmento de saúde contabilizou 52 vítimas, registrando uma queda de 23,5% em relação às 68 do mês anterior. Na contramão, serviços ao consumidor foi o único a apresentar crescimento: uma alta discreta de 1,9%, passando de 52 para 53 vítimas. Já o setor de serviços financeiros teve um recuo de 26,5%, somando 25 vítimas, enquanto transporte/logística baixou 25,7%, chegando a 26 registros.

Números do site Ransomware.live são divulgados todos os meses pela Cohesity, que conta com a confiança de clientes em mais de 140 países, incluindo 70% da Fortune Global 500.

Ataques com ransomware nos últimos 12 meses:

  • Junho – 708
  • Maio – 791
  • Abril – 870
  • Março – 844
  • Fevereiro – 784
  • Janeiro – 702
  • Dezembro de 2025 – 882
  • Novembro de 2025- 717
  • Outubro de 2025 – 839
  • Setembro de 2025 – 598
  • Agosto de 2025 – 530
  • Julho de 2025 – 547

Setores com ransomwares mais afetados em junho:

  1. Mercado B2B – 123 (queda de 23.1% em relação a maio)
  2. Manufatura – 83 (queda de 19.4% em relação a maio)
  3. Tecnologia – 56 (queda de 21.1% em relação a maio)
  4. Serviços ao consumidor – 53 (aumento de 1.9% em relação a maio)
  5. Saúde – 52 (queda de 23.5% em relação a maio)
  6. Agricultura e produção de alimentos – 36 (queda de 7.7% em relação a maio)
  7. Construção – 27 (queda de 15.6% em relação a maio)
  8. Transportes/logísticas – 26 (queda de 25.7% em relação a maio)
  9. Serviços financeiros – 25 (queda de 26.5% em relação a maio)
  10.  Educação – 24 (queda de 14.3% em relação a maio)

Países mais afetados por ataques com ransomwares em junho:

  1. Estados Unidos – 199
  2. Alemanha – 49
  3. Brasil – 23
  4. Reino Unido – 21
  5. Índia – 20
  6. Canadá – 20
  7. França – 15
  8. Itália – 15
  9. México – 14
  10. Tailândia – 13

Cibersegurança: Como impedir que malware bancário roube dados financeiros do celular

Um tipo de software malicioso tem chamado a atenção de especialistas: o malware bancário. Trata-se de um programa criado para acessar e roubar dados de celulares e computadores e que dá aos criminosos o controle total do dispositivo infectado. Diferente de fraudes financeiras em que o golpista se passa por outra pessoa para pedir uma transferência, aqui o criminoso convence a vítima a instalar um software malicioso que dá acesso a aplicativos, contas bancárias, mensagens e informações pessoais, podendo, inclusive, realizar movimentações financeiras sem que a vítima perceba.

Malware bancário é um mecanismo usado para aplicar golpes digitais e acessar e roubar dados financeiros de celulares e computadores. Costuma chegar até o dispositivo das vítimas por meio de engenharia social, quando o criminoso engana a pessoa para que ela mesma realize alguma ação (como clicar em um link ou baixar um aplicativo de fonte desconhecida), acreditando que se trata de algo legítimo. Depois de instalado, o software funciona como um “espião” dentro do aparelho, transmitindo para o criminoso informações confidenciais como senhas, dados de contas e códigos de segurança.

Como criminosos aplicam golpes com o malware bancário?

Os golpes se iniciam em um contato direto, geralmente por WhatsApp. O criminoso se apresenta como um contato confiável, um representante de uma empresa conhecida, ou de um serviço que a vítima já usa ou tenha interesse. Durante a conversa, ele pede que a pessoa baixe ou atualize um aplicativo, ou até mesmo clique em um link. Em alguns casos, o golpista pode até fazer uma chamada de vídeo ou telefônica para parecer mais convincente, aumentar a sensação de segurança e acompanhar o processo em tempo real, gerando pressão e sentimento de urgência.

Depois disso, o programa malicioso é instalado no celular e o criminoso passa a interferir no funcionamento do aparelho sem que a pessoa perceba. É nesse momento em que ele aproveita para realizar ações em segundo plano, como movimentações financeiras sem autorização. Em poucos minutos, os golpistas podem realizar empréstimos, transferências e outras operações, gerando prejuízos significativos para a vítima.

Como saber se o celular foi infectado?

Alguns sinais podem indicar que há algo errado com o aparelho:

  • O celular trava ou fica lento com mais frequência;
  • A bateria acaba muito mais rápido que o normal;
  • A tela fica preta ou sem resposta por alguns momentos;
  • O dispositivo reinicia ou fecha aplicativos de forma repentina;
  • O celular esquenta de forma excessiva;
  • Mensagens são enviadas automaticamente pelo celular, sem que o usuário tenha realizado a ação;
  • Presença de aplicativos desconhecidos, com nomes genéricos ou incomuns, que a pessoa não se lembra de ter instalado;
  • Mudanças inesperadas nas configurações do celular ou nos aplicativos instalados;
  • Aplicativos solicitando permissões incomuns, como acesso a acessibilidade, mensagens ou controle do dispositivo

Além dos sinais visíveis, é importante ficar atento às permissões concedidas aos aplicativos. Alguns malwares bancários solicitam acesso aos recursos de acessibilidade do celular, uma funcionalidade criada para auxiliar usuários com necessidades específicas. Quando utilizada de forma indevida, essa permissão pode permitir que aplicativos maliciosos visualizem informações exibidas na tela e executem ações no aparelho. Por isso, desconfie sempre que um aplicativo solicitar esse tipo de acesso sem uma justificativa clara.

“Se você perceber comportamentos anormais ou sentir que perdeu o controle do seu aparelho, principalmente após clicar em links desconhecidos ou instalar aplicativos fora das lojas oficiais, o mais seguro é restaurar o dispositivo para as configurações de fábrica. Essa medida ajuda a remover aplicativos ocultos, eliminar permissões indevidas e reduzir o risco de o malware continuar ativo”, orienta Rodrigo Fernandes, Supervisor de Prevenção à Fraude da DM

Dicas para se proteger

A principal forma de prevenção é nunca seguir instruções de terceiros que envolvam a instalação de aplicativos ou o acesso ao seu dispositivo. “Não clique em links suspeitos enviados por mensagem e não baixe aplicativos fora das lojas oficiais, como App Store e Google Play. Desconfie de contatos inesperados, mesmo que pareçam conhecidos, ou feitos por números de empresas que não sejam oficialmente verificados. Além disso, não realize qualquer ação, instalação ou atualização de aplicativo seguindo instruções, nem clique em links enviados por pessoas que não são da sua confiança. E nunca conceda acesso ao seu aparelho durante uma ligação”, aponta Rodrigo Fernandes.

Caí no golpe. E agora?

Se a pessoa desconfia que caiu em um golpe, o mais importante é agir rápido. “Entre em contato com o seu banco ou com a sua instituição financeira pelos canais oficiais para informar o ocorrido e tentar bloquear movimentações. Em seguida, altere suas senhas, principalmente de aplicativos bancários e e-mail, para recuperar o controle dos acessos. Se houver suspeita de instalação de aplicativo malicioso, considere restaurar o dispositivo para as configurações de fábrica. Além disso, é recomendado registrar um boletim de ocorrência, que pode ajudar no acompanhamento do caso”, aconselha o especialista.

Camadas de segurança

Para auxiliar clientes a se prevenir contra os prejuízos causados pelos golpes, a DM conta com camadas de segurança que ajudam a proteger as transações, como:

  • Confirmação de compra: em caso de movimentações suspeitas, entramos em contato por ligação ou WhatsApp pra aprovar a transação;
  • Bloqueio temporário do cartão: o cliente pode bloquear o cartão rapidamente pelo DM App em caso de suspeita;
  • Bloqueio de pagamentos de madrugada: transações realizadas em horários ou padrões considerados fora do comum são bloqueadas;
  • Gestão de limite: o usuário pode ajustar o limite conforme o seu perfil de uso, o que ajuda a reduzir possíveis prejuízos.

Além das camadas de segurança presentes no aplicativo DM, os clientes contam com recursos adicionais de proteção, como o código de segurança dinâmico (CVC), que dificulta o uso indevido dos dados do cartão em compras online.

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