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Como identificar sites fraudulentos que seu navegador considera seguros

Você abre um site. Seu navegador não exibe um alerta, o design parece perfeitamente legítimo, a conexão é segura e não há sinais óbvios de phishing. Isso significa que o site é seguro? Infelizmente, muitos sites estão em uma zona cinzenta: não são propriamente golpes de phishing, mas apresentam riscos suficientes para colocar seu dinheiro ou seus dados em perigo.

Esta postagem ensina a reconhecer sites fraudulentos considerados seguros por engano e a proteger seus dados.

Como os sites nessa área cinzenta enganam os usuários

Os sites clássicos de phishing geralmente se passam por serviços conhecidos para roubar dinheiro, informações pessoais ou dados de contas dos usuários. Já os sites nessa zona cinzenta não são falsificações evidentes, mas tampouco são confiáveis. Eles podem cobrar por serviços inexistentes ou inferiores ao anunciado, oferecer ofertas boas demais para ser verdade e depois alterar discretamente os termos, ou promover esquemas financeiros duvidosos.

Além disso, esses sites nem sempre infringem a lei. Às vezes, seus operadores procuram deliberadamente brechas na regulamentação ou escondem os termos reais do serviço em locais onde os usuários dificilmente os notarão.

A seguir, analisamos os tipos de sites e serviços da Web que mais frequentemente se enquadram nessa zona cinzenta.

Agregadores de assinaturas

Entre os sites mais comuns nessa zona cinzenta estão os que vendem assinaturas baratas de serviços como plataformas de streaming, testes de personalidade, cursos on-line e outros. A vítima assina um serviço por quase nada (às vezes, literalmente por um dólar), apenas para descobrir, uma semana depois, que o custo da renovação é surpreendentemente alto. Tecnicamente, havia um aviso, mas ele estava escondido nas letras miúdas, no final da página. Às vezes, os golpistas vão além: acrescentam aos termos de serviço uma cláusula que estabelece que as cobranças da assinatura não são reembolsáveis. Não é de surpreender que o usuário precise, então, passar por todo tipo de dificuldade para cancelar a assinatura.

Lojas on-line

Os clássicos sites fraudulentos. As ofertas incríveis que eles promovem podem resultar em falsificação, uma foto impressa do produto ou, pior ainda, uma versão minúscula dele, em vez do produto verdadeiro. E isso considerando que algo seja entregue, já que o preço parecia baixo demais desde o início.

Infelizmente, uma experiência de compra ruim não é o fim dos problemas. Lojas on-line fraudulentas também buscam dados pessoais: para receber a compra, o usuário geralmente precisa fornecer nome, endereço, telefone e e-mail. E, se o visitante decidir pagar pelo pedido, um site não confiável pode facilmente roubar também os dados do cartão. Os criminosos podem, então, vender todas essas informações valiosas na dark web ou usá-las para enviar spam ou realizar ataques de phishing direcionados.

Uma loja on-line fraudulenta

Golpistas que administram uma loja on-line suspeita oferecem produtos quase de graça.

Plataformas e corretoras de negociação on-line

As corretoras de criptomoedas e os sites que oferecem oportunidades de investimento merecem destaque especial. Todos prometem retorno rápido ou uma taxa de câmbio vantajosa demais para ser verdade, mas, assim que a vítima decide investir, fica claro que não haverá nenhum lucro. Muito pelo contrário: ela perde tudo o que investiu.

Às vezes, os golpistas mantêm a ilusão exibindo um saldo supostamente crescente na conta, mas, ao tentar sacar, o usuário descobre que precisa pagar uma “taxa” ou “imposto”, fazendo com que a vítima perca ainda mais dinheiro.

Um site fraudulento que oferece uma oportunidade de investimento

Um site fraudulento oferece oportunidades de investimento com um ROI (retorno sobre o investimento) duvidosamente alto em apenas um ou dois dias. Segundo os golpistas, basta investir entre US$ 100 e US$ 500 para sair com quase US$ 5 mil de lucro!

Perder dinheiro não é o único risco nesse caso. Entre os sites encontrados, alguns roubaram chaves privadas e dados de contas de carteiras de criptomoedas, enquanto outros redirecionaram usuários para páginas de phishing ou sequestraram sessões do navegador.

Lembre-se: se um site aceita pagamentos somente em criptomoedas, por transferência bancária ou por meio de algum serviço de terceiros, considere isso um grande sinal de alerta. Pagamentos desse tipo costumam ser difíceis ou até impossíveis de contestar ou reverter. E, para quem possui criptomoedas, há mais uma regra a ter em mente: nunca compartilhe sua frase-semente (a chave principal exclusiva da sua carteira de criptomoedas) com ninguém.

Serviços intermediários

Os sites que operam nessa zona cinzenta também costumam se passar por intermediários, cobrando por serviços que são muito mais baratos ou até gratuitos em outros lugares.

Em 2025, foram identificados vários sites fraudulentos que ofereciam ajuda para solicitar a autorização de viagem ETA do Reino Unido. Embora a taxa oficial seja de apenas £ 16, alguns desses intermediários cobravam até € 200 dos solicitantes apesar de, na prática, fazerem apenas o encaminhamento da solicitação para o serviço governamental.

Alguns esquemas são ainda mais perigosos. Os golpistas podem se passar por agentes imobiliários ou advogados de imigração, obter dados pessoais dos clientes e, depois, cobrar pelo suposto processamento de documentos. Quem recorre a um desses intermediários falsos corre riscos que vão além de pagar caro demais ou não receber nada em troca: esses clientes também podem acabar fornecendo dados pessoais confidenciais diretamente de seus documentos.

O problema é ainda maior porque algumas dessas informações, como o CPF ou algum outro documento de identificação pessoal, não são fáceis de alterar e, em alguns casos, nem podem ser alteradas. Os criminosos podem usar esses dados para contratar empréstimos em nome da vítima ou invadir serviços governamentais on-line e assumir o controle de suas contas.

Extensões de proteção falsas

As extensões falsas de navegador merecem atenção especial. Elas se disfarçam de ferramentas antivírus, bloqueadores de anúncios, complementos para mecanismos de pesquisa ou serviços que prometem aumentar a privacidade. Segundo nossos especialistas, essas extensões estão entre os tipos mais comuns de recursos que operam nessa zona cinzenta.

Depois de instalada, uma dessas falsas ferramentas de proteção pode alterar as configurações do navegador e do mecanismo de pesquisa, extrair o histórico de navegação e as consultas da vítima e redirecioná-la para uma página de phishing. Algumas dessas extensões também interceptam cookies (inclusive cookies de sessão), o que pode ajudar os golpistas a assumir o controle das contas da vítima.

Não confie tão facilmente nem conceda acesso a qualquer extensão que prometa proteção ou privacidade. Infelizmente, avaliações excelentes e um grande número de downloads não são sinais confiáveis de que uma extensão seja realmente segura. Em vez disso, instale uma de nossas soluções de segurança: além proteção abrangente para o dispositivo, elas incluem a extensão de navegador do Kaspersky Protection. Esta extensão, compatível com os principais navegadores, detecta e bloqueia tentativas de rastrear sua atividade on-line, anúncios pop-up, sites de phishing e a interceptação dos seus dados. Além disso, sempre que fizer um pagamento on-line, a extensão abrirá o site no modo Navegador protegido, uma camada extra de segurança às suas informações e transações financeiras.

Como saber se um site é confiável

Preste atenção aos sinais de alerta

  • Não há informações sobre o site ou a empresa em nenhum lugar da Internet. Uma empresa legítima tem endereço registrado, suporte e redes sociais ativas, com histórico de atividade. Pesquise on-line se há avaliações sobre o site ou a empresa. Se você não encontrar avaliações ou se elas forem estranhamente semelhantes, não forneça seus dados pessoais nem seu dinheiro.
  • Você está sendo pressionado a agir rapidamente. Preste atenção a pop-ups como “Restam apenas 2 itens!”, “O desconto termina em 10 minutos!” ou “100 pessoas estão vendo este produto agora”, além de contagens regressivas na página.
  • Ofertas boas demais para ser verdade. Se alguém promete dinheiro fácil em poucos dias ou oferece um produto por um preço inacreditavelmente baixo, pare e questione se pode ser um golpe.
  • Site com design desleixado. Sites criados às pressas geralmente têm elementos da página desalinhados, erros de digitação, textos mal traduzidos ou botões e links que simplesmente não funcionam. Dito isso, um design sofisticado também não é prova de confiabilidade: atualmente, golpistas podem usar IA para criar do zero um site convincente.
  • Fotos de produtos com aparência estranha. Lojas on-line suspeitas costumam usar fotos borradas ou pixeladas, ou imagens geradas por IA.
  • Imitação de empresas e marcas conhecidas. Sites falsos imitam logotipos, cores, fotos e o design geral para fazer visitantes acreditarem que são sites verdadeiros.

Implemente uma solução de segurança avançada

Kaspersky Premium que filtre automaticamente, por padrão, os sites com níveis de confiabilidade incertos. Ela verifica várias características do site ao mesmo tempo: o nome do domínio, há quanto tempo ele está registrado, a reputação do endereço IP, a estabilidade da infraestrutura, as configurações de DNS, os cabeçalhos e o certificado. Se um número suficiente desses atributos parecer suspeito em conjunto, a solução de segurança exibirá um aviso em vez de abrir o site imediatamente.

Além disso, a solução Kaspersky Premium bloqueia tentativas de induzir você a fornecer seus dados de login, senhas ou informações de pagamento em páginas falsas. A solução também detecta e neutraliza softwares maliciosos no seu dispositivo.

Saiba mais sobre phishing e golpes:

Por que pessoas (e robôs) ligam, mas ficam em silêncio? | Blog oficial da Kaspersky

Seu telefone toca, você atende e diz “alô”. Do outro lado: silêncio total. Ninguém responde e a chamada é encerrada abruptamente. Se você ainda não usa [placeholder WhoCalls]bloqueadores de chamadas de spam[/placeholder], é quase certo que já tenha se deparado com essa situação.

Na maioria dos casos, trata-se de chamadas de golpistas. Hoje, explicamos por que essas chamadas acontecem, o que os autores da chamada querem de você e como se proteger. O mais importante é que vamos analisar se você realmente precisa se preocupar em se proteger contra esse tipo de ligação.

Quem está ligando?

Não são apenas golpistas do outro lado da linha: robôs, operadores legítimos de centrais de atendimento e pessoas comuns também fazem essas ligações. Vamos analisar cada tipo de ligação, do cenário menos preocupante ao mais arriscado para a sua segurança.

Pessoas reais

O cenário mais inofensivo é quando uma pessoa de fato ligou para você, mas o microfone dela está com algum problema. Talvez ela tenha silenciado a chamada por acidente com o ouvido ou o smartphone dela está conectado a um fone de ouvido Bluetooth, alto-falante ou sistema do carro que não está capturando sua voz. Falhas da operadora também podem silenciar o autor da chamada. A pessoa que faz a ligação pode nem perceber que há um problema; até onde ela sabe, ela está falando, mas ninguém pode ouvi-la. Nesses casos, você geralmente reconhece o número de telefone de quem liga.

Se a chamada for feita por um número desconhecido, ainda não há necessidade de entrar em pânico, embora a lista de pessoas que podem estar ligando fique muito maior.

Outra possibilidade legítima é um operador de uma central de atendimento que simplesmente não conseguiu colocar ou conectar o headset a tempo. Os sistemas das centrais de atendimento são projetados para discar números mais rápido do que os operadores conseguem se preparar. O sistema tentou encaminhar a chamada para um humano, mas nenhum operador estava disponível. É por isso que às vezes leva alguns segundos antes de você ouvir uma única palavra, podendo até mesmo ouvir tons de discagem como se fosse você quem estivesse fazendo a chamada.

Robô ou IA

Silêncio na linha é um sinal comum de chamadas feitas por robôs. Eles testam se um número de telefone está ativo e, se estiver, repassam a chamada para um humano, o que significa que um representante de vendas real (ou um golpista) ligará de volta para você nos próximos dias. Vale a pena notar que os golpistas não são os únicos que fazem chamadas com esse fim. Centrais de atendimento legítimas usam exatamente as mesmas ferramentas para reduzir a carga de trabalho dos seus operadores humanos.

Um agente de IA também pode estar por trás da chamada silenciosa. Para a pessoa que atende, não há diferença prática: a chamada parece idêntica a uma feita por um bot padrão. No entanto, a IA pode fazer mais do que apenas discar números automaticamente: ela pode analisar sua resposta e usar esses dados para decidir se seu número está ativo e se a chamada pode ser encaminhada a um humano para acompanhamento.

Golpistas

Agora vamos analisar a ameaça real. Talvez um dos tipos de chamadas silenciosas mais perigosas e desagradáveis sejam as feitas por um golpista. Uma ligação rápida e silenciosa como essa pode, na verdade, ser o primeiro passo de um golpe longo e elaborado, com histórias envolvendo empréstimos, órgãos do governo, outros golpistas e até autoridades policiais.

Empresas de cobrança também podem fazer esse tipo de ligação e permanecer em silêncio. Seu número pode acabar no radar deles se você, sua família ou alguém próximo tiver dívidas pendentes. Nesses casos, uma chamada silenciosa pode ser usada como uma tática de pressão psicológica.

Uma técnica semelhante é usada em casos de perseguição. Embora as ligações silenciosas, por si só, não causem danos diretos, elas podem ser usadas para gerar ansiedade, criar a sensação de que você está sendo observado o tempo todo e provocar desgaste emocional contínuo.

Por que as pessoas ligam e ficam em silêncio?

Quando você atende uma ligação, é provável que diga um rápido “Alô?” ou “Oi.” Isso é tudo o que a outra parte precisa para coletar uma grande quantidade de dados. Embora essas informações fossem difíceis de processar, o desenvolvimento da inteligência artificial tornou a tarefa muito mais fácil. Vejamos o que alguém pode descobrir sobre você ao falar apenas uma palavra:

  • Região, sotaque e localização. Os golpistas são sofisticados e astutos. Eles geralmente adaptam suas táticas a uma região, visando residentes de países específicos ou até mesmo de regiões próximas. Isso é muito relevante em países como a Índia ou a África do Sul, que têm 22 e 11 idiomas oficiais, respectivamente.
  • Idade e gênero aproximados. Embora uma pessoa possa facilmente confundir a voz de um adolescente com a de uma jovem ou estimar a idade de alguém de forma incorreta, a IA é muito mais eficiente em identificar nuances sutis da voz. Saber sua idade e gênero ajuda os golpistas a aprimorar suas estratégias para futuros ataques de engenharia social.
  • Horários em que você está disponível. Se você atende o telefone pela manhã, à tarde ou tarde da noite, os golpistas podem programar a ligação de acompanhamento para o período exato em que você tem maior probabilidade de atender.
  • Probabilidade de um ataque ser bem-sucedido. A IA pode avaliar automaticamente o valor potencial de um alvo. Por exemplo, se alguém atender rápido, falar com calma e não ignorar chamadas de números desconhecidos, é provável que essa pessoa receba uma prioridade mais alta para receber chamadas de acompanhamento por golpistas humanos.

A resposta da pergunta anterior “por que as pessoas ligam e ficam em silêncio” é coletar dados biométricos. Apenas alguns segundos de áudio gravado podem ajudar os cibercriminosos a criar um deepfake de voz. Embora uma ou duas palavras possam não produzir um clone convincente por si só, os golpistas juntam gravações de várias chamadas silenciosas para criar uma réplica confiável.

Essa tecnologia já está sendo usada em golpes do mundo real. Ao se passar por um parente, colega ou chefe, os golpistas podem solicitar que você envie dinheiro com urgência, compartilhe um código de autenticação de dois fatores para serviços governamentais ou conclua alguma outra solicitação que pareça não ter importância. Quanto mais realista for o deepfake, mais difícil é identificar o golpe, especialmente quando acompanhado de uma história convincente.

O que fazer ao receber uma chamada silenciosa?

Se você atender uma chamada, disser algumas palavras e desligar, não há necessidade de entrar em pânico. No entanto, essa breve interação pode confirmar aos golpistas que seu número está ativo e que você atenderá chamadas de números desconhecidos. Como resultado, seu número de telefone pode acabar em listas de alvos de futuras campanhas de spam ou golpes. Dito isso, é importante lembrar que uma única chamada silenciosa não representa uma ameaça imediata à segurança.

Ainda assim, é muito melhor se essas chamadas silenciosas nunca chegarem até você. É aí que os bloqueadores de chamadas como o WhoCalls podem salvar o dia. Trata-se de um aplicativo inteligente de identificação de chamadas que contém um enorme banco de dados de números conhecidos de fraudes e spam. É assim que funciona: você instala o aplicativo, concede as permissões necessárias e está tudo pronto! Além disso, é possível personalizar suas configurações de filtragem: bloquear chamadas recebidas de aplicativos de mensagens, escolher quais categorias de chamadas indesejadas rejeitar automaticamente e adaptar outras configurações de proteção às suas necessidades.

Veja adiante algumas dicas para ajudar você a manter a calma e evitar cair em golpes caso essas chamadas silenciosas acabem se tornando um problema:

  • Não atenda chamadas de números desconhecidos ou ocultos. Uma dica útil: se alguém realmente precisar entrar em contato com você, encontrará outra maneira de fazer isso ou continuará ligando do mesmo número em outros momentos. Os golpistas quase sempre utilizam números diferentes, enquanto os bots automatizados operam em uma programação rígida, como ligar todos os dias às 8h05.
  • Não se apresse para ligar de volta. Os golpistas geralmente contam com a curiosidade das vítimas para retornar ligações de números desconhecidos. Além disso, retornar a ligação pode resultar em cobranças se for um número de tarifa premium.
  • Não fale primeiro. Aguarde até que alguém do outro lado da linha inicie a conversa. Se você ouvir um ruído abafado ou silêncio, desligue e não perca seu tempo, pois é provável que se trate de um golpe.
  • Bloqueie números desconhecidos, mesmo após o término da chamada. Se você atendeu a ligação e percebeu que ela era suspeita, é melhor bloquear o número imediatamente. Para fazer isso, você pode usar aplicativos de bloqueio de chamadas ou os recursos presentes na maioria dos smartphones modernos.
  • Não compartilhe seu número em todos os lugares. Sites de phishing, páginas da Web que saem do ar de repente e brindes suspeitos geralmente existem apenas para coletar seus dados pessoais. Ao preencher formulários online, é preferível usar um número temporário ou secundário.
  • Obtenha um número de telefone secundário. Use números diferentes dependendo da ocasião. Compartilhe seu número principal com familiares, amigos e colegas de trabalho e use o número secundário para entregas, marketplaces online e para preencher formulários gerais na Web.

Postagens adicionais sobre golpistas e deepfakes:

Eles estão lendo você como um livro: os truques favoritos dos golpistas | Blog oficial da Kaspersky

Infelizmente, não são apenas as pessoas ingênuas que caem em golpes e ataques de phishing. Hoje, literalmente qualquer pessoa pode se tornar uma vítima. Os criminosos virtuais passam anos aperfeiçoando suas táticas para aumentar suas chances de sucesso, recorrendo a sofisticadas técnicas de manipulação psicológica que, muitas vezes, são difíceis de perceber. No universo da cibersegurança, esse tipo de jogos psicológicos tem até um nome: engenharia social.

Neste artigo, explicamos os truques psicológicos que os golpistas usam para enganar suas vítimas, os sinais de alerta aos quais você deve ficar atento e exatamente o que fazer se perceber que está sendo manipulado.

As emoções usadas como armas pelos golpistas

A engenharia social funciona justamente porque desperta nossas emoções mais profundas. Quando uma vítima está ansiosa, apavorada ou envolvida emocionalmente em uma situação, tende a tomar decisões impulsivas, sem refletir sobre as consequências. E é exatamente nisso que os hackers apostam.

Por isso, em um momento de tensão, enquanto conversa por telefone ou troca mensagens com alguém que faz exigências, você precisa parar por um instante e se perguntar: “O que exatamente estou sentindo neste momento? O que eu estava sentindo há alguns instantes? Essa pessoa está tentando explorar meu estado emocional?”

Na maioria das vezes, os golpistas tentam explorar emoções como:

  • Medo e ansiedade
  • Entusiasmo
  • Vergonha e culpa
  • Surpresa e choque

Antes de tudo, confirme com quem você está realmente lidando

Antes mesmo de procurar sinais de alerta, verifique um aspecto fundamental: com quem você realmente está falando? Se você estiver conversando, por exemplo, com alguém que afirma ser um “representante do banco”, a melhor opção é pesquisar o número de telefone e o endereço de e-mail oficiais da instituição. Ligue para o banco ou envie uma mensagem para um endereço que você saiba ser 100% legítimo. É sempre melhor prevenir do que remediar.

Redobre a atenção se alguém entrar em contato com você por um aplicativo de mensagens ou pelas redes sociais. Em geral, grandes empresas simplesmente não utilizam esses canais para esse tipo de abordagem.

Sinais claros de que você está lidando com um golpista

Ele coloca você em uma verdadeira montanha-russa emocional

Imagine que você receba um e-mail da “equipe de suporte” de um serviço de streaming que utiliza. A mensagem informa que alguém acabou de tentar fazer login na sua conta de outro país: o suficiente para provocar um susto imediato. Logo em seguida, porém, vem o alívio: “Não se preocupe. Bloqueamos a tentativa de login suspeita a tempo. Sua conta está segura”.

Mas os golpistas não param por aí. No parágrafo seguinte, eles fazem você entrar novamente em estado de alerta: “Infelizmente, durante nossa verificação de segurança, descobrimos que suas informações de pagamento podem ter sido comprometidas”. Por fim, oferecem uma aparente solução: “Estamos prontos para ajudá-lo a resolver isso agora mesmo. Basta clicar neste link para verificar sua identidade”.

Ao final da leitura dessa suposta “atualização urgente”, você passou por uma sucessão de emoções em poucos instantes. O objetivo dessa montanha-russa emocional é desestabilizar você para que deixe de pensar de forma crítica e passe simplesmente a reagir. E, no momento em que o golpista apresenta uma suposta solução para o problema, sua capacidade de julgamento fica seriamente comprometida.

Eles sabem um pouco demais sobre você

Os golpistas costumam bombardear deliberadamente suas vítimas com informações pessoais para dar a impressão de que realmente sabem do que estão falando e têm acesso legítimo aos seus dados confidenciais.

O simples fato da pessoa do outro lado conhecer detalhes sobre sua identidade, suas finanças ou seus contratos não significa que ela seja confiável. Graças aos inúmeros vazamentos de dados já ocorridos, existe um enorme volume de informações pessoais disponível sobre praticamente todos nós. Para um hacker, pode ser surpreendentemente fácil descobrir quanto você gastou com entregas de supermercado no ano passado, qual é a sua operadora de telefonia móvel ou qual endereço de e-mail está vinculado à sua conta bancária.

Eles tentam intimidar você, às vezes, com ameaças e extorsão

Provavelmente, a forma mais fácil de desestabilizar alguém é provocar medo ou aumentar seu nível de ansiedade. Quando promessas boas demais para serem verdade deixam de funcionar, os criminosos virtuais recorrem a táticas de intimidação: “Sua conta foi comprometida”, “Você será acusado de sonegação fiscal, a menos que forneça a frase-semente da sua carteira de criptomoedas”, “Você perderá o acesso aos nossos serviços se não entrar em contato conosco imediatamente” ou “Seu nome foi incluído no cadastro de criminosos sexuais. Entre em contato para resolver essa situação; caso contrário, apresentaremos uma denúncia e divulgaremos suas informações para a imprensa”. E esses são apenas alguns exemplos.

Em alguns casos, essas mensagens podem parecer completamente neutras e reproduzir com perfeição um e-mail legítimo da equipe de suporte. No entanto, se o tom for excessivamente dramático e você sentir que está sendo pressionado, há cerca de 99,9% de chance de estar diante de um golpista. E, se a pessoa exigir que você tome alguma providência, como transferir dinheiro para uma conta aleatória ou fornecer informações confidenciais, sob ameaça de violência física, exposição pública ou processo criminal, essa probabilidade sobe para 100%.

Para saber mais sobre o funcionamento desse tipo de golpe, leia nossa postagem sobre Extorsão por e-mail: como os golpistas usam a chantagem.

Uma “pessoa muito importante” está entrando em contato com você

Para aumentar ainda mais sua ansiedade, os golpistas costumam assinar suas mensagens com o nome de autoridades de alto escalão. Quando isso acontecer, pare por um instante e pergunte a si mesmo: você realmente acredita que o chefe da Receita Federal ou o comandante da polícia local entraria em contato diretamente com você por telefone ou mensagem? Autoridades e investigadores de alto escalão normalmente têm questões muito mais importantes para tratar. E, se você receber uma mensagem acusando-o de um crime grave, supostamente assinada pelo procurador-geral da sua cidade, esse é um forte indício de que se trata de um golpe.

Você recebeu uma oferta boa demais para ser verdade

Desconfie de demonstrações inesperadas de generosidade ou de presentes que simplesmente aparecem do nada. Veja uma pequena lista do que pode acontecer com você:

  • Você recebe um pacote inesperado com um código QR impresso na caixa. Informam que basta escaneá-lo para descobrir quem enviou o presente, resgatar um cupom do vendedor ou confirmar a entrega para evitar uma taxa de frete. Não é difícil imaginar que o código QR, na verdade, levará para um site de phishing. A partir daí, é a vez dos golpistas brilharem: eles podem tentar roubar os dados do seu cartão, convencê-lo a baixar um aplicativo com malware ou induzi-lo a informar um código de verificação do seu aplicativo bancário.
  • “Olá! Estou ligando da central de entregas. Você tem um pacote (ou um buquê de flores) a caminho. Poderia informar o código de verificação que acabamos de enviar por SMS para que possamos liberar seu presente?”. Veja, todo mundo gosta de receber um presente surpresa. Mas, no entusiasmo do momento, é fácil baixar a guarda e acidentalmente dar aos golpistas um presente ainda maior: o código de acesso à sua conta de serviços governamentais.
  • Você teve muita sorte! Diversas celebridades anunciam um sorteio gratuito de NFTs que promete render uma fortuna. Para resgatar seu novo criptoativo, você abre um miniaplicativo, insere seus dados e pronto: sua conta do Telegram desaparece. E, pensando bem, aqueles perfis de celebridades que divulgavam o sorteio realmente pareciam um pouco estranhos…

Eles pressionam você e tentam isolá-lo do mundo exterior

“Não desligue! Esta é sua última chance de recuperar o acesso à sua conta.”, “Se você não responder a este e-mail em até oito horas, tomaremos medidas judiciais contra você.”, “Vá imediatamente ao banco para proteger o dinheiro que ainda resta na sua conta e transfira-o para uma conta segura.” Se frases como essas forem usadas para levar você a agir imediatamente, pare um segundo. Os golpistas estão apenas tentando assustá-lo e criar uma falsa sensação de urgência.

Essa é uma tática clássica. Imagine receber uma ligação de um golpista que se apresenta como representante do banco ou até mesmo um funcionário do Departamento de Comércio, alegando que suas contas bancárias foram invadidas. Em seguida, essa pessoa pede que você assine um acordo de confidencialidade, supostamente para facilitar a recuperação do seu dinheiro, e ameaça processá-lo caso você conte o que está acontecendo a qualquer pessoa, inclusive aos seus familiares mais próximos. Ela insistirá que o caso é “muito sério”, exige providências imediatas e que a cooperação com as autoridades “deve permanecer em absoluto sigilo”.

Lembre-se: representantes legítimos de empresas ou autoridades governamentais jamais pediriam que você mantivesse segredo, a menos que você lide com dados governamentais sigilosos ou tenha assinado um acordo de confidencialidade (NDA) corporativo formal. Os golpistas procuram isolar suas vítimas de qualquer rede de apoio, voz da razão ou opinião externa. E eles não apenas afastam você das pessoas: também impedem seu acesso à informação. Eles fazem questão de mantê-lo em uma ligação contínua ou enviam uma sequência de mensagens carregadas de apelo emocional para que você não tenha sequer alguns segundos para respirar, muito menos para pesquisar o assunto na internet.

Quando você está em um estado de ansiedade intensa, torna-se muito mais fácil cair nessas manipulações e tomar decisões precipitadas, mesmo quando acha que está apenas tentando resolver o problema. Nunca tenha receio de pedir ajuda. Buscar uma segunda opinião sobre o que está acontecendo é sempre uma atitude sensata.

Eles tentam fazer você se sentir culpado

Imagine que você receba uma notificação informando que sua conta foi comprometida, juntamente com uma solicitação para entrar em contato com o suporte. Durante o atendimento, porém, o suposto “representante do suporte” começa a fazer perguntas para despertar um sentimento de culpa: “Quando foi a última vez que você trocou sua senha? Faz muito tempo? Você não viu nossos avisos urgentes para atualizar suas credenciais?”. Ou então: “Veja bem, a mensagem de texto dizia claramente para não compartilhar esse código com ninguém! Por que você o informou?”. Essa é uma tática deliberada para fisgá-lo com um sentimento de culpa, fazendo com que você sinta que perdeu o controle e precisa da experiência e da ajuda do golpista.

Mesmo que você realmente tenha cometido um erro, não se culpe. Cair em uma armadilha desse tipo é muito mais fácil do que parece. Basta um dia particularmente estressante no trabalho e uma ligação chegando exatamente no pior momento possível.

De repente, você recebe um alerta dizendo que estava conversando com golpistas

Os golpistas adoram aplicar golpes complexos, com várias etapas. Por exemplo, primeiro eles podem tentar convencer você a fornecer o código de acesso do seu aplicativo bancário sob o pretexto de atualizar as informações da sua conta. Mas, de repente, a ligação cai ou você recebe, em seguida, uma mensagem dizendo que acabou de conversar com um golpista, que sua conta foi comprometida e que, para sua própria segurança, é necessário entrar em contato com o suporte imediatamente. Em alguns casos, pessoas que se apresentam como “agentes federais” ou “autoridades policiais” entram em cena para participar da conversa.

O problema é que essa suposta “equipe de segurança” faz parte exatamente da mesma quadrilha que está aplicando o golpe. Eles começam a insistir que todo o seu dinheiro está prestes a cair nas mãos de criminosos, a menos que você o transfira para uma “conta segura”, ou dizem que empréstimos já foram contratados em seu nome.

Não entre em contato com números ou endereços de e-mail desconhecidos enviados em mensagens, mesmo que prometam ajudá-lo. Procure o site oficial da empresa ou do órgão, localize os canais oficiais de atendimento e utilize apenas esses meios de contato.

Lembre-se: nenhum órgão governamental (e muito menos uma empresa privada) monitora suas ligações para verificar se você está conversando com golpistas. Sua melhor defesa contra golpistas telefônicos é um aplicativo de identificação de chamadas com um vasto banco de dados que avisa se a chamada é suspeita antes mesmo de você atender.

O que fazer se você caiu em um golpe

Antes de qualquer coisa: não se culpe. Qualquer pessoa pode ser pega de surpresa e acabar sendo enganada em um momento de vulnerabilidade. Tente não entrar em pânico e lembre-se exatamente de quais informações você forneceu. As providências a tomar dependem disso:

  • Você informou um código de verificação enviado por SMS ou a senha de uma conta → Altere imediatamente sua senha para esse serviço, bem como para quaisquer outras contas onde você a tenha reutilizado. Ative a autenticação de dois fatores, caso ainda não tenha feito isso.
  • Você forneceu os dados do seu cartão → Entre em contato imediatamente com o banco e solicite o bloqueio do cartão. Se já houve um débito ou transferência não autorizada, pergunte como contestar a transação.
  • Você clicou em um link suspeito ou baixou um arquivo de um remetente desconhecido → Faça uma verificação do dispositivo com um antivírus confiável. Tentar descobrir por conta própria se o dispositivo foi infectado por malware é praticamente impossível, pois essas ameaças costumam permanecer ocultas, sem apresentar sinais evidentes.

Não dê ouvidos aos golpistas

Veja algumas medidas que ajudam a proteger suas contas, seus dados e seu dinheiro:

  • Não tenha pressa. Se alguém estiver pressionando você para agir imediatamente (informar dados, fornecer um código ou enviar dinheiro), há uma grande chance de você estar falando com um criminoso virtual. Pare por um momento, ligue para a empresa usando o telefone oficial disponível no site e confirme se realmente há alguma solicitação.
  • Deixe a proteção por conta do Kaspersky Premium. Ao contrário de uma pessoa, nosso pacote de segurança, com Machine Learning e IA, é totalmente imparcial e identifica e-mails de phishing e arquivos maliciosos justamente nos momentos em que um usuário pode ter dúvidas ou hesitar. Ele bloqueia o acesso a sites suspeitos, impede tentativas de infecção do dispositivo, neutraliza malwares detectados e ajuda a manter seus dados e seu dinheiro protegidos.
  • Ative a autenticação de dois fatores nas contas mais importantes. Com o Kaspersky Password Manager, você pode gerar códigos de login de uso único que mudam a cada 30 segundos, tornando-os muito mais difíceis de serem interceptados por golpistas do que códigos enviados por e-mail ou mensagem de texto.
  • Se está cansado de verificar constantemente quem está ligando, obtenha um aplicativo de identificação de chamadas com um banco de dados extenso. Ele avisa você instantaneamente se quem está do outro lado da linha é um golpista ou operador de telemarketing.
  • Siga uma regra de ouro: nunca reutilize uma senha. Se você usa a mesma senha em vários serviços, basta que um hacker descubra a senha de uma conta para obter acesso automático a todas as outras. Pequenas variações, como “Senha123” e “Senha1234!”, também não são suficientes, pois são extremamente fáceis de adivinhar. É claro que memorizar dezenas ou até centenas de senhas diferentes está longe de ser uma tarefa simples. É justamente por isso que um gerenciador de senhas é tão útil: ele armazena seus dados com segurança em um cofre criptografado e gera senhas fortes e exclusivas.

Confira também nossas outras postagens para obter mais dicas de segurança:

Copa do Mundo 2026: fique atento a esses golpes | Blog oficial da Kaspersky

A Copa do Mundo atrai muitos fãs, mas também muitos golpistas. Enquanto milhões de fãs sintonizam para assistir às partidas, cibercriminosos trabalham duro para tentar roubar seus dados pessoais e dinheiro. De fato, já detectamos mais de 336 sites falsos que se parecem exatamente com o site oficial da Copa do Mundo! À medida que o maior evento esportivo do ano ganha força, aqui estão os principais sinais de alerta que você deve observar.

Transmissões gratuitas legítimas (não é golpe)

Assistir à Copa do Mundo de 2026 (WC26) presencialmente se transformou em uma missão e tanto. Os fãs de futebol estão furiosos com os preços dos ingressos, que foram oficialmente considerados os mais altos da história de todas as copas do mundo. Além dos custos de hospedagem e viagem, a situação é ainda pior devido às políticas de imigração rigorosas dos Estados Unidos: árbitros, funcionários das equipes e até jogadores enfrentaram grandes problemas na obtenção de vistos. Mas os fãs ainda querem assistir aos jogos, e é exatamente aí que plataformas de streaming falsas surgem para “ajudar”.

O golpe acontece assim: cibercriminosos criam sites falsos que prometem acesso gratuito às transmissões das partidas da Copa do Mundo. Mas no momento em que você clica em Assistir agora, é preciso se registrar e pagar por um “acesso vitalício” a todos os jogos do torneio. No exemplo abaixo, os golpistas solicitam pagamento em criptomoedas, o que é um tanto incomum, já que eles normalmente preferem os bons e antigos cartões bancários.

Exemplo de um site de streaming de vídeos falso que exige que os usuários se registrem e paguem com criptomoedas para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo de 2026

Exemplo de um site de streaming de vídeos falso que exige que os usuários se registrem e paguem com criptomoedas para assistir a todos os jogos da Copa do Mundo de 2026

Os torcedores que estão desesperados para assistir seus times favoritos ao vivo correm o risco de perder não apenas dinheiro, mas também seus dados pessoais, que poderão ser usados por hackers em ataques de phishing direcionados.

Uma aposta perdedora

A popularidade de previsões de resultados de partidas e apostas esportivas sempre aumenta durante a Copa do Mundo, e os golpistas não perdem tempo em lucrar com essa tendência. E por trás dos slogans chamativos, podemos encontrar táticas clássicas de golpes.

Observe este site em espanhol muito bem projetado. Para se registrar, é necessário fornecer uma enorme quantidade de informações pessoais, incluindo seu nome completo, número de identificação nacional, endereço de e-mail e número de telefone. Além disso, é claro, você tem que criar uma senha. Se uma vítima usar a mesma senha para várias contas, ela estará entregando as chaves da sua vida digital para os cibercriminosos.

Para adivinhar os resultados das partidas, este site exige que você forneça muitas informações pessoais, exceto dados biométricos

Para adivinhar os resultados das partidas, este site exige que você forneça muitas informações pessoais, exceto dados biométricos

Outro site, desta vez mirando usuários na Colômbia, transformou o processo de registro em uma tarefa árdua e onerosa, usando táticas de golpe muito conhecidas.

  • Para “verificar” seu perfil, você é forçado a usar o WhatsApp sob o pretexto de evitar complicações legais.
  • Antes da sua conta ser ativada, você deve fazer um depósito. Isso significa enviar 100.000 pesos colombianos (cerca de US$ 29) para uma conta informada pelos golpistas e enviar o comprovante para um “administrador” no WhatsApp.
  • Em seguida, você deve esperar 12 horas para que o “administrador” ative manualmente seu perfil.
  • Então, após tudo isso, os golpistas dizem que você pode fazer apostas ilimitadas (mas é claro que isso não é verdade).
Esses criminosos criaram um site completo, mas todas as operações são feitas pelo WhatsApp. Isso é um sinal de alerta!

Esses criminosos criaram um site completo, mas todas as operações são feitas pelo WhatsApp. Isso é um sinal de alerta!

Em muitos países, incluindo a Colômbia, apostas esportivas estão sujeitas a regulações estritas. Apenas alguns operadores licenciados têm permissão legal para executar sites desse tipo, e os usuários são obrigados por lei a fazer uma verificação de identidade. Por causa disso, essas soluções alternativas suspeitas podem parecer tentadoras para pessoas que gostam de apostar, mas não querem, ou não podem, passar pelo processo de verificação oficial.

Infelizmente, os golpistas sempre ganham neste cenário. Seu depósito inicial e todas as apostas que você fez no site vão parar no bolso deles. No final do dia, o único objetivo real dos golpistas é esvaziar a carteira das vítimas o máximo que puderem.

Descontos para colecionadores!

A Copa do Mundo não envolve apenas partidas. Ela também bate recordes com a venda de produtos para colecionadores: adesivos, cachecóis, camisas de times, bolas de jogos oficiais e muito mais. É natural que muitos golpistas fiquem ansiosos para obter uma fatia desse lucro.

Dê uma olhada neste site que oferece adesivos e álbuns “exclusivos e de edição limitada”. Notou algo suspeito?

Os preços são muito baratos! Pena que o site é falso

Os preços são muito baratos! Pena que o site é falso

Observe os preços: os descontos são altíssimos, ainda que o torneio esteja em pleno andamento. Basta uma comparação rápida do preço em relação a sites legítimos para constatar que se trata de um golpe. Na captura de tela acima, os golpistas estão cobrando 67 euros por uma coleção de adesivos. Em marketplaces on-line reais, a mesma coleção custa pelo menos o dobro, e no site oficial da Panini, custa três vezes mais.

Sites falsos que imitam lojas populares de artigos esportivos também vendem caneleiras, meias, camisas e outros equipamentos. Claro que você nunca receberá a mercadoria. Ao invés disso, perderá seu dinheiro e os dados do cartão bancário.

Quando golpistas não têm qualquer intenção de entregar um produto, eles oferecem grandes descontos e frete grátis

Quando golpistas não têm qualquer intenção de entregar um produto, eles oferecem grandes descontos e frete grátis

Ofertas que parecem boas demais para ser verdade são um dos maiores sinais de alerta. Para piorar a situação, os sites falsos agora parecem tão profissionais quanto os reais graças à ajuda da IA, tornando mais difícil do que nunca detectá-los. Por isso, recomendamos que você instale nosso pacote de segurança antes de começar a fazer compras on-line. Ele bloqueia sites de phishing em tempo real e usa o recurso Safe Money para manter seus dados financeiros seguros.

Futebol por e-mail

Outra estratégia de ataque envolve campanhas de spam centradas na Copa do Mundo. Em um e-mail, nossos especialistas descobriram um anúncio de um serviço de análise de partidas de futebol e dicas de apostas. O anúncio usa a tática clássica da urgência: “APENAS 10 VAGAS DISPONÍVEIS”. Então corra antes que acabem! Naturalmente, o acesso tem um preço: AU$ 200.

Golpistas fazem a vítima se apressar para tomar uma decisão

Golpistas fazem a vítima se apressar para tomar uma decisão

Esse golpe tem como alvo fãs que gostam de apostas esportivas, e o pagamento por esses serviços geralmente termina de duas maneiras: eles perdem dinheiro com garantia zero de obter previsões reais ou caem em uma armadilha financeira ainda mais profunda e com várias etapas.

Como evitar cair nos golpes

Em todos esses cenários, a Copa do Mundo é apenas mais um pretexto conveniente para os cibercriminosos. Assim que o torneio terminar, eles certamente voltarão aos seus truques habituais, como ofertas de emprego falsas ou golpes de phishing do Telegram, até que a próxima Olimpíada ou torneio de futebol aconteçam e eles voltem a visar fãs de esportes.

Nossas pesquisas mostram que os golpes on-line evoluíram para uma grande empresa ilegal. Você não está mais enfrentando golpistas solitários; você está lidando com grandes redes criminosas. Quando se trata de defesa, a melhor abordagem é ser proativo. Ao instalar o Kaspersky Premium, você pode proteger todos os seus dispositivos contra malware, phishing, spam e sites maliciosos ou fraudulentos. Além disso, o Kaspersky Password Manager, que está incluso no pacote, gerará senhas complexas e exclusivas, armazenará com segurança seus dados confidenciais (como documentos e cartões bancários) e impedirá o preenchimento automático das suas credenciais em sites falsos.

  • Assista às partidas apenas em plataformas de streaming legítimas. Não confie em avaliações falsas e nunca insira as informações do cartão bancário em sites não verificados. Fique de olho não apenas em sites de streaming suspeitos, mas também em aplicativos IPTV falsos. Conforme abordado em detalhes nesta publicação, eles são usados com frequência pelos golpistas para infectar dispositivos com Cavalos de Troia.
  • Compre de forma inteligente. A melhor maneira de evitar ser enganado é comprar mercadorias somente por meio de canais oficiais (onde você não encontrará descontos altíssimos suspeitos) ou comprá-las pessoalmente em lojas de varejo oficiais.
  • Não clique em links suspeitos. Se você receber um e-mail com uma oferta boa demais para ser verdade, sejam dicas de apostas exclusivas ou qualquer outra coisa, simplesmente ignore-o e exclua-o.
  • Evite fazer login por meio de bots do Telegram. O mínimo que isso vai fazer é evitar futuras dores de cabeça e propagandas irritantes. E, na melhor das hipóteses, impedirá que sua conta seja invadida e que suas criptomoedas sejam roubadas.
  • Prefira utilizar chaves de acesso sempre que possível. Ao contrário das senhas tradicionais, que são fáceis de roubar e podem ser inseridas em qualquer página de login falsa, uma chave de acesso está vinculada a um site específico por meio de criptografia e não funcionará em uma página de phishing. O Kaspersky Password Manager pode armazenar e sincronizar suas chaves de acesso em todos os seus dispositivos.

Que outras artimanhas os golpistas usam para ganhar dinheiro rápido? Confira nossas outras postagens:

Invasores usam as notificações do Google AppSheet para tomar o controle de contas | Blog oficial da Kaspersky

As campanhas de phishing tornaram-se significativamente mais sofisticadas e convincentes nos últimos anos. Os endereços dos remetentes agora são quase idênticos aos legítimos. Os e-mails são redigidos de forma impecável e os usuários são chamados pelo nome. Mas o que fazer quando um e-mail suspeito vem de um endereço claramente legítimo?

Recentemente, os phishers passaram a explorar a plataforma Google AppSheet para configurar disparos de e-mail originados de um endereço oficial vinculado ao Google. Após um ataque bem-sucedido, eles acabam obtendo acesso às contas das vítimas e a dados confidenciais.

Neste artigo, explicamos como esse novo esquema de roubo de dados funciona e como se proteger desses ataques de phishing cada vez mais difíceis de identificar.

O Google está oferecendo um emprego a você. Ou a Coca-Cola. Ou talvez a Volvo. Mas será mesmo?

O AppSheet é um serviço do Google que permite criar aplicativos sem nenhuma experiência em programação. Ele costuma ser utilizado por pequenas empresas para automatizar fluxos de trabalho rotineiros. Infelizmente, é justamente essa simplicidade que torna o AppSheet tão atraente para os cibercriminosos. Hoje em dia, basta investir alguns dólares para montar rapidamente um aplicativo usando comandos e blocos prontos para executar um golpe de phishing.

O roteiro dos ataques de phishing por meio do AppSheet é bastante convencional. A vítima recebe um e-mail supostamente enviado por uma grande empresa, e essas mensagens frequentemente começam chamando o destinatário pelo nome. Tudo indica que os invasores utilizam dados vazados para associar nomes a endereços de e-mail específicos.

Em seguida, eles exploram as emoções da vítima, usando a estratégia da ameaça ou da recompensa. Eles podem provocar pânico com avisos urgentes que exigem ação imediata, como “Sua conta será desativada em breve” ou “Atividade suspeita detectada”. Ou podem atrair a vítima com uma oferta irresistível, como a promessa de um selo de verificação ou um convite para uma entrevista em uma grande empresa de tecnologia. Esses falsos e-mails de recrutamento são projetados para gerar entusiasmo imediato. Eles fazem parecer que a candidatura da pessoa foi priorizada e recebeu uma excelente avaliação, sugerindo que uma proposta de emprego pode chegar já no dia seguinte.

Para a maioria das pessoas, essas mensagens não despertam qualquer suspeita. O e-mail passa diretamente pela pasta de spam e o campo De exibe exatamente o nome da empresa que o destinatário esperaria ver. Infelizmente, nada disso significa que o e-mail seja autêntico: os invasores podem definir qualquer nome de exibição que desejarem. E, convenhamos, poucas pessoas realmente param para verificar cuidadosamente o endereço de e-mail do remetente.

Nas campanhas de phishing baseadas no AppSheet, o remetente é sempre o mesmo: noreply{@}appsheet.com. Mas aqui está o detalhe mais importante: esse endereço é 100% legítimo. Como está diretamente vinculado à infraestrutura do Google, há uma grande chance de que filtros antispam tradicionais permitam a passagem desses e-mails sem qualquer questionamento.

Naturalmente, para garantir aquela entrevista tão desejada ou resolver um problema na conta, a vítima clica no link e acaba entregando voluntariamente toda a sua identidade digital em um site falso: nome completo, endereço, telefone, entre outros dados. A partir daí, os invasores podem vender as informações coletadas na dark web ou utilizá-las em ataques direcionados posteriores. Para piorar, a vítima é redirecionada para uma página falsa de login, permitindo que os invasores roubem suas contas.

Veja de forma detalhada como uma vítima pode receber um e-mail falso do Google Careers e acabar com sua conta totalmente comprometida:

Olá, candidato! Que tal clicar no link do nosso site falso do Google e agendar uma entrevista?
O link presente no e-mail leva para um site fraudulento cujo design é praticamente indistinguível do original. O usuário é solicitado a preencher um formulário informando nome completo, e-mail profissional, telefone e data preferencial para a entrevista…
… Depois de preencher o formulário, a vítima recebe uma solicitação para fazer login com suas credenciais do Google. Todos os dados são enviados diretamente para os invasores.

Campanhas semelhantes também são realizadas em nome de outras grandes marcas de tecnologia. Usuários que entregam os dados de suas contas Apple correm o risco não apenas de perder a conta, mas também o controle de todos os seus dispositivos Apple. Os invasores podem pressionar a vítima a sair de seu Apple ID pessoal e entrar em uma suposta “conta corporativa” para fins de verificação, que na verdade é uma conta Apple controlada por eles. No momento em que a vítima faz isso, os criminosos assumem o controle remoto completo do dispositivo utilizado, frequentemente ativando o Modo Perdido para bloquear o acesso e manter o aparelho como refém em troca de um resgate.

Para piorar, os invasores nem sempre incluem um link malicioso no e-mail inicial. Em vez disso, apostam em uma abordagem de longo prazo, envolvendo a vítima em uma conversa ao pedir que responda à mensagem para confirmar seu interesse. Essa técnica cria a ilusão de que a pessoa está interagindo com um recrutador real. E esse tipo de golpe não se limita ao Vale do Silício. Os invasores frequentemente se passam por marcas mundialmente conhecidas, como a Volvo ou a Coca-Cola. É claro que é muito improvável que os invasores queiram acessar uma conta da Coca-Cola, mesmo supondo que o usuário tenha uma. O objetivo mais provável é roubar informações confidenciais ou convencer a vítima a fazer login em uma página de phishing usando suas credenciais do Google, Apple, Facebook etc.

Um suposto membro da equipe de RH da Coca-Cola entra em contato para elogiar a vítima, destacando exageradamente sua experiência, conquistas, capacidade analítica e criatividade... Os invasores deliberadamente ocultam seu objetivo final: seja direcionar a vítima para um site de phishing, assumir o controle de suas contas ou aplicar um golpe financeiro direto
Um e-mail semelhante, fingindo ser da equipe de recrutamento da Volvo

Você quer se tornar Meta Verified?

É claro que os “empregos dos sonhos” não são a única isca utilizada. Foram observadas campanhas nas quais o “Suporte do Facebook” informa ao usuário que ele foi considerado elegível para o prestigioso selo Meta Verified, o famoso selo azul normalmente associado a celebridades de destaque e grandes marcas globais. Para obter o cobiçado selo azul, a vítima é direcionada para uma página de phishing onde deve preencher um formulário de identidade antes de entregar o prêmio principal: seu nome de usuário e senha do Facebook. E tudo isso, naturalmente, em nome da segurança!

Esses sites falsos são criados em diversos idiomas e adaptados a usuários de diferentes países. Abaixo está a versão em holandês.

Para obter o selo azul, o usuário deve fornecer “informações adicionais”. Se perder o prazo por apenas alguns dias, a oferta expira
Depois de preencher os campos padrão (nome, telefone, e-mails pessoal e profissional e data de nascimento), surge uma solicitação para informar a senha do Facebook

Em outras campanhas, os invasores utilizam o Google AppSheet para explorar o medo e a urgência, alegando que o usuário violou a política de propriedade intelectual do Meta e ameaçando encerrar imediatamente sua conta do Facebook. Para recorrer da decisão, a vítima deve clicar em um link para… um site de phishing, fornecer seus dados pessoais e, claro, informar seu nome de usuário e senha do Facebook.

Para tornar a história mais convincente, o usuário não apenas precisa preencher seus dados pessoais, mas também explicar detalhadamente por que a decisão de encerrar a conta foi um erro
Por fim, o usuário é solicitado a confirmar o recurso fazendo login no “Facebook”. Na realidade, está apenas entregando suas credenciais diretamente para os invasores

Como identificar ataques de phishing e proteger suas contas

Infelizmente, os ataques de phishing estão cada vez mais sofisticados, e os invasores exploram regularmente a reputação de serviços e domínios legítimos. Veja como evitar cair nessas armadilhas e proteger seus dados:

  • Lembre-se: nem todos os e-mails de phishing vão parar na pasta de spam. Os filtros antispam padrão dos clientes de e-mail frequentemente falham em detectar ataques avançados, e o caso do AppSheet é um excelente exemplo disso. Para evitar cair nesse tipo de golpe, use o Kaspersky Premium em todos os seus dispositivos. Ele intercepta e-mails de phishing e bloqueia instantaneamente links para sites falsos, mesmo quando o criminoso está se escondendo atrás de um domínio totalmente legítimo. Além disso, a versão para Android consegue detectar links maliciosos e de phishing em mensagens de qualquer aplicativo.
  • Verifique se há erros de digitação estranhos no texto do e-mail. Para evitar levantar suspeitas, os invasores frequentemente inserem espaços invisíveis ou substituem caracteres de forma sutil. Veja este exemplo encontrado em um dos e-mails analisados: Fac eb o ok  S u ppo r t em vez de Facebook Support.
  • Antes de executar qualquer ação em um site, verifique cuidadosamente seu nome de domínio em relação ao endereço oficial. Os golpistas costumam criar endereços que parecem legítimos à primeira vista, mas revelam diferenças quando examinados com atenção. Instale Kaspersky Premium para garantir que você não acesse um site falso.
  • Observe primeiro o endereço de email do remetente, e não apenas o nome de exibição. Se um e-mail afirmar ser do Google Careers, Apple HR ou Facebook Support, mas o endereço do remetente apontar para o AppSheet ou outro serviço sem relação com a empresa, nem vale a pena continuar lendo. Essa incompatibilidade entre o nome de exibição e o domínio do remetente é um forte indício de golpe. Compare os endereços de e-mail com aqueles divulgados nos sites oficiais das empresas.
  • Verifique a assinatura do e-mail. Por exemplo, todos os e-mails enviados pelo AppSheet incluem uma observação informativa no rodapé. É muito mais provável receber uma notificação legítima do AppSheet de uma pequena empresa ou negócio local do que de uma gigante da tecnologia. Grandes corporações normalmente utilizam seus próprios domínios para envio de e-mails.
  • Use um gerenciador de senhas. Mesmo que você acesse um site falso e tente inserir sua senha, um gerenciador de senhas confiável alertará sobre a incompatibilidade do domínio e se recusará a preencher automaticamente seu nome de usuário e senha.
  • Não se esqueça da autenticação de dois fatores. Quando ela está ativada, apenas o nome de usuário e a senha não são suficientes para que os invasores acessem sua conta; eles também precisarão de um código temporário. Ainda assim, eles podem tentar enganá-lo para obter esse código, portanto, tenha atenção redobrada sempre que inserir códigos de autenticação de dois fatores.
  • Sempre que possível, utilize chaves de acesso em vez de senhas. Essa tecnologia oferece excelente proteção contra phishing: mesmo que você visite um site malicioso e tente fazer login, a chave de acesso não funcionará em um domínio falso. Você pode armazenar e sincronizar chaves de acesso entre diferentes dispositivos no Kaspersky Password Manager. Leia nosso artigo sobre o assunto para saber mais sobre como as chaves de acesso funcionam.

Os ataques de phishing estão se tornando cada vez mais sofisticados. Veja também outros temas importantes relacionados a phishing:

Clones de carteiras de criptomoedas por phishing na App Store e outros ataques contra usuários de iOS e macOS

Mesmo que você mantenha seus criptoativos em uma cold wallet (offline) e utilize dispositivos da Apple, que têm forte reputação em segurança, cibercriminosos ainda podem encontrar formas de desviar seus valores. Esses agentes maliciosos estão combinando técnicas conhecidas em novas cadeias de ataque, incluindo a atração de vítimas diretamente dentro da App Store.

Clones de carteiras de criptomoedas

Em março passado, identificamos aplicativos de phishing no topo dos rankings da App Store chinesa, com ícones e nomes que imitavam ferramentas populares de gerenciamento de carteiras de criptomoedas. Como restrições regionais bloqueiam vários aplicativos oficiais de carteiras na App Store chinesa, invasores passaram a explorar essa lacuna. Eles criaram aplicativos falsos com ícones semelhantes aos originais e nomes com erros ortográficos intencionais, provavelmente para contornar a moderação da App Store e enganar os usuários.

Aplicativos de phishing na App Store aparecendo nos resultados de busca por Ledger Wallet (anteriormente Ledger Live)

Aplicativos de phishing na App Store aparecendo nos resultados de busca por Ledger Wallet (anteriormente Ledger Live)

Além desses, identificamos diversos aplicativos com nomes e ícones que não tinham qualquer relação com criptomoedas. No entanto, seus banners promocionais alegavam que poderiam ser usados para baixar e instalar aplicativos oficiais de carteiras digitais que não estão disponíveis na App Store da região.

Banners em páginas de aplicativos afirmando que podem ser usados para baixar o aplicativo oficial do TokenPocket, que não está disponível na App Store local.

Banners em páginas de aplicativos afirmando que podem ser usados para baixar o aplicativo oficial do TokenPocket, que não está disponível na App Store local.

Ao todo, identificamos 26 aplicativos de phishing que se passam pelas seguintes carteiras populares:

  • MetaMask
  • Ledger
  • Trust Wallet
  • Coinbase
  • TokenPocket
  • imToken
  • Bitpie

Alguns outros aplicativos muito semelhantes ainda não apresentavam funcionalidades de phishing, mas todos os indícios apontam que estão vinculados aos mesmos agentes maliciosos. É provável que pretendam adicionar funcionalidades maliciosas em atualizações futuras.

Para conseguir a aprovação desses aplicativos na App Store, os desenvolvedores incluíram funcionalidades básicas, como jogos, calculadoras ou gerenciadores de tarefas.

Instalar qualquer um desses clones é o primeiro passo para perder seus criptoativos. Embora os aplicativos em si não roubem diretamente criptomoedas, frases-semente (frases de recuperação) ou senhas, eles funcionam como isca, explorando a confiança do usuário por estarem listados na App Store oficial. Após a instalação e uso, no entanto, o aplicativo abre um site de phishing no navegador da vítima, projetado para imitar a App Store, e então induz o usuário a instalar uma versão comprometida da carteira de criptomoedas correspondente. Os invasores criaram múltiplas versões desses módulos maliciosos, cada uma adaptada a uma carteira específica. É possível encontrar uma análise técnica detalhada desse ataque em nossa publicação no Securelist.

Uma vítima que cai no golpe é inicialmente induzida a instalar um perfil de provisionamento, que permite o sideload de aplicativos em um iPhone fora da App Store. Em seguida, esse perfil é utilizado para instalar o próprio aplicativo malicioso.

Um site falso da App Store induzindo o usuário a instalar um aplicativo que se passa pelo Ledger Wallet

Um site falso da App Store induzindo o usuário a instalar um aplicativo que se passa pelo Ledger Wallet

No exemplo acima, o malware é baseado no aplicativo original da Ledger, com funcionalidades de trojan integradas. O aplicativo é visualmente idêntico ao original, mas, ao ser conectado a uma carteira de hardware, exibe uma janela solicitando a frase-semente, supostamente para restaurar o acesso. Esse não é o procedimento padrão. Normalmente, é necessário apenas inserir um PIN, nunca a frase de recuperação. Caso a vítima seja enganada pela aparente legitimidade do aplicativo e insira sua frase-semente, essa informação é imediatamente enviada ao servidor dos invasores, concedendo a eles acesso total aos criptoativos da vítima.

Sideload fora da App Store

Um componente crítico desse esquema envolve a instalação de malware no iPhone da vítima por meio da evasão da App Store e de seu processo de verificação. Esse método é executado de forma semelhante ao infostealer para iOS SparkKitty, identificado anteriormente. Os invasores conseguiram obter acesso ao Apple Developer Enterprise Program. Por apenas US$ 299 por ano, e após um processo que inclui entrevista e verificação corporativa, esse programa permite que organizações emitam seus próprios perfis de configuração e aplicativos para download direto nos dispositivos dos usuários, sem necessidade de publicação na App Store.

Para instalar o aplicativo, a vítima precisa primeiro instalar um perfil de configuração que viabiliza o download direto do malware, contornando a App Store. Observe o ícone de verificação verde

Para instalar o aplicativo, a vítima precisa primeiro instalar um perfil de configuração que viabiliza o download direto do malware, contornando a App Store. Observe o ícone de verificação verde

De modo geral, perfis corporativos são projetados para permitir que organizações distribuam aplicativos internos diretamente nos dispositivos de seus colaboradores. Esses aplicativos não precisam ser publicados na App Store e podem ser instalados em um número ilimitado de dispositivos. Infelizmente, esse recurso é frequentemente explorado de forma indevida. Esses perfis são amplamente utilizados para distribuir softwares que não atendem às políticas da Apple, como cassinos on-line, mods pirateados e, evidentemente, malware.

É exatamente por isso que o site falso que imita a Apple Store induz o usuário a instalar um perfil de configuração antes de disponibilizar o aplicativo assinado por esse perfil.

Roubo de criptomoedas por meio de aplicativos e extensões no macOS

Muitos usuários de criptomoedas preferem gerenciar suas carteiras em um computador, em vez de um smartphone, optando com frequência por dispositivos com macOS. Não surpreende, portanto, que a maioria dos infostealers voltados para macOS tenha como alvo dados de carteiras de criptomoedas, de uma forma ou de outra. Recentemente, porém, uma nova tática maliciosa vem ganhando força. Além de roubar dados armazenados, os atacantes passaram a incorporar diálogos de phishing diretamente em aplicativos legítimos de carteiras já instalados nos computadores das vítimas. No início deste ano, o infostealer MacSync passou a utilizar esse recurso. Ele se infiltra nos sistemas por meio de ataques do tipo ClickFix. Usuários que buscam determinados softwares são direcionados a sites falsos com instruções fraudulentas para instalar o aplicativo executando comandos no Terminal. Esse processo executa o infostealer, que coleta senhas e cookies armazenados no Chrome, conversas de mensageiros populares e dados de extensões de carteiras de criptomoedas baseadas em navegador.

No entanto, o ponto mais relevante ocorre na etapa seguinte. Se a vítima já possui um aplicativo legítimo da Trezor ou da Ledger instalado, o infostealer baixa módulos adicionais e substitui partes do aplicativo por código trojanizado. Em seguida, o malware assina novamente o arquivo modificado, de modo que, após essas alterações, o Gatekeeper, mecanismo de proteção nativo do macOS, permita a execução do aplicativo sem solicitar permissões adicionais ao usuário. Embora essa técnica nem sempre funcione, ela é eficaz em aplicativos mais simples desenvolvidos com base no Electron.

O aplicativo trojanizado, então, solicita ao usuário a frase-semente da carteira

O aplicativo trojanizado, então, solicita ao usuário a frase-semente da carteira

Ao abrir o aplicativo comprometido, ele simula um erro e inicia um suposto “processo de recuperação”, solicitando que o usuário informe a frase-semente.

Além do MacSync, desenvolvedores de outros infostealers populares para macOS também passaram a adotar essa abordagem de trojanização. Já descrevemos anteriormente um mecanismo semelhante utilizado para comprometer carteiras como Exodus e Bitcoin-Qt.

Como manter seus criptoativos seguros

Repetidamente, os invasores demonstram que nenhum dispositivo é totalmente invulnerável. Com tantos desenvolvedores e usuários de criptomoedas utilizando macOS e iOS, agentes maliciosos passaram a estruturar ataques em escala industrial para ambas as plataformas. Manter-se seguro exige uma abordagem de defesa em profundidade, aliada a ceticismo e vigilância constantes.

  • Baixe aplicativos apenas de fontes confiáveis, como o site oficial do desenvolvedor ou sua página na App Store. Como até mesmo lojas oficiais podem conter malware, verifique sempre o desenvolvedor do aplicativo.
  • Analise também a avaliação do app, a data de publicação e o número de downloads.
  • Leia as avaliações, especialmente as negativas. Ordene as avaliações por data para analisar a versão mais recente. Os invasores frequentemente começam com um aplicativo totalmente legítimo, que acumula boas avaliações, antes de introduzir funcionalidades maliciosas em uma atualização posterior.
  • Nunca copie e cole comandos no Terminal sem ter 100% de certeza sobre o que eles fazem. Esses ataques se tornaram muito populares ultimamente, muitas vezes disfarçados como etapas de instalação para aplicativos de IA como Claude Code ou OpenClaw.
  • Utilize uma solução de segurança abrangente em todos os seus computadores e smartphones. Recomendamos o Kaspersky Premium. Essa medida reduz significativamente o risco de acessar sites de phishing ou instalar aplicativos maliciosos.
  • Nunca insira sua frase-semente em um aplicativo de carteira de hardware, em um site ou em um chat. Em todos os cenários, seja migrando para uma nova carteira, reinstalando aplicativos ou recuperando uma carteira, a frase inicial deve ser inserida exclusivamente no próprio dispositivo de hardware (nunca em um aplicativo móvel ou de desktop).
  • Sempre verifique o endereço do destinatário diretamente na tela da carteira de hardware, como forma de prevenir ataques de substituição de endereço.
  • Armazene suas frases-semente da maneira mais segura possível, como em uma placa de metal ou em um envelope lacrado em um cofre. É melhor não armazená-las em um computador, mas se essa for sua única opção, use um cofre seguro e criptografado como Kaspersky Password Manager.

Ainda acredita que dispositivos da Apple são totalmente seguros? Reavalie essa percepção ao conhecer os seguintes casos:


Dirty Frag Linux Vulnerability Exposes Major Distributions to Root Access Attacks

Dirty Frag

A newly disclosed local privilege escalation (LPE) vulnerability known as Dirty Frag is raising serious concerns across the Linux ecosystem after researchers revealed that the flaw can grant root access to most major Linux distributions. The vulnerability, which currently remains unpatched, has been described as a successor to the previously disclosed Copy Fail flaw tracked as CVE-2026-31431.  Security researcher Hyunwoo Kim, also known online as @v4bel, publicly disclosed the issue after what he described as a breakdown in the coordinated disclosure and embargo process. The vulnerability was initially reported to Linux kernel maintainers on April 30, 2026, but no official fixes or CVE identifiers had been assigned at the time of disclosure.  According to Kim, Dirty Frag is not a single bug but a vulnerability class capable of achieving root privileges across many Linux distributions by chaining together two separate flaws: the xfrm-ESP Page-Cache Write vulnerability and the RxRPC Page-Cache Write vulnerability.  Kim explained in his technical write-up:  “Dirty Frag is a vulnerability (class) that achieves root privileges on most Linux distributions by chaining the xfrm-ESP Page-Cache Write vulnerability and the RxRPC Page-Cache Write vulnerability.”  He further noted that Dirty Frag extends the same bug class associated with Dirty Pipe and Copy Fail (CVE-2026-31431). Unlike race-condition-based attacks, Dirty Frag operates through a deterministic logic flaw, making exploitation more reliable.  “Because it is a deterministic logic bug that does not depend on a timing window, no race condition is required, the kernel does not panic when the exploit fails, and the success rate is very high.” 

Dirty Frag Targets Multiple Linux Distributions 

The new LPE vulnerability affects a broad range of Linux distributions, including Ubuntu 24.04.4, RHEL 10.1, openSUSE Tumbleweed, CentOS Stream 10, AlmaLinux 10, and Fedora 44. Researchers warned that successful exploitation allows an unprivileged local user to escalate privileges and gain full root access.  In a public disclosure sent to the oss-security mailing list on May 8, 2026, Kim described Dirty Frag as a “universal Linux LPE” capable of compromising all major Linux distributions.  The disclosure stated:  “This is a report on ‘Dirty Frag’, a universal LPE that allows obtaining root privileges on all major distributions.”  Kim also emphasized that the impact closely resembles Copy Fail, or CVE-2026-31431, which has already been observed under active exploitation in the wild. 

How Dirty Frag Works 

The first component of Dirty Frag, the xfrm-ESP Page-Cache Write vulnerability, originates from the IPSec (xfrm) subsystem. Researchers said it provides attackers with a four-byte store primitive similar to CVE-2026-31431 and allows overwriting small portions of the kernel page cache.  However, exploitation through the xfrm-ESP path requires an unprivileged user to create a namespace. Ubuntu blocks this behavior through AppArmor restrictions, limiting the effectiveness of that exploit path on Ubuntu-based Linux distributions.  To bypass that limitation, Dirty Frag chains a second flaw: the RxRPC Page-Cache Write vulnerability.  Kim explained:  “RxRPC Page-Cache Write does not require the privilege to create a namespace, but the rxrpc.ko module itself is not included in most distributions.”  He added that while RHEL 10.1 does not ship the rxrpc.ko module by default, Ubuntu systems load it automatically. By combining both vulnerabilities, attackers can adapt exploitation techniques depending on the target environment.  “Chaining the two variants makes the blind spots cover each other. In an environment where user namespace creation is allowed, the ESP exploit runs first. Conversely, on Ubuntu, where user namespace creation is blocked but rxrpc.ko is built, the RxRPC exploit works.” 

Links to Older Linux Kernel Vulnerabilities 

Researchers traced the xfrm-ESP vulnerability back to a Linux kernel source code commit made in January 2017. Interestingly, the same commit was also identified as the root cause of another serious Linux kernel issue, CVE-2022-27666, a buffer overflow vulnerability with a CVSS score of 7.8 that affected multiple Linux distributions.  The RxRPC Page-Cache Write vulnerability, meanwhile, was reportedly introduced in June 2023.  Security firm CloudLinx stated in an advisory that the flaw exists in the “ESP-in-UDP MSG_SPLICE_PAGES no-COW fast path” and is reachable through the XFRM user netlink interface.  AlmaLinux also released a technical analysis explaining how the issue impacts kernel memory handling:  “The bug lives in the in-place decryption fast paths of esp4, esp6, and rxrpc: when a socket buffer carries paged fragments that are not privately owned by the kernel, the receive path decrypts directly over those externally-backed pages.”  According to the advisory, this behavior can expose or corrupt plaintext data while an unprivileged process still maintains a reference to the affected pages. 

Public PoC Increases Risk for Linux Distributions 

The threat level surrounding Dirty Frag has intensified due to the public release of a fully working proof-of-concept exploit. Researchers warned that the exploit can grant root access using a single command, significantly lowering the barrier for attackers.  Until official patches become available, administrators are urged to disable the affected modules manually. The recommended mitigation command is: 
sudo sh -c "printf 'install esp4 /bin/false\ninstall esp6 /bin/false\ninstall rxrpc /bin/false\n' > /etc/modprobe.d/dirtyfrag.conf; rmmod esp4 esp6 rxrpc 2>/dev/null; true" 
Security experts also warned that Dirty Frag importantly differs from CVE-2026-31431. Unlike Copy Fail, Dirty Frag can still be exploited even if the Linux kernel’s algif_aead module has been disabled.  Kim stated:  “Note that Dirty Frag can be triggered regardless of whether the algif_aead module is available.”  He further cautioned:  “In other words, even on systems where the publicly known Copy Fail mitigation (algif_aead blacklist) is applied, your Linux is still vulnerable to Dirty Frag.”  With no patches currently available and exploit code already circulating publicly, the newly disclosed Dirty Frag LPE vulnerability presents a significant risk to Linux distributions worldwide. 

Ingressos falsos para a turnê ARIRANG do BTS: fãs de K-pop viram alvo de golpistas | Blog oficial da Kaspersky

O BTS, um fenômeno global do K-pop, retornou aos palcos recentemente após um hiato de quase quatro anos: os membros do grupo estavam cumprindo o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. Por esse motivo, não é surpresa que os cibercriminosos tenham se aproveitado da tão esperada turnê mundial da banda, ARIRANG, para lançar uma campanha de sites falsos visando fãs ansiosos pela compra de ingressos.

Identificamos pelo menos 10 domínios fraudulentos que imitam as páginas oficiais de pré-venda para os shows da banda no Brasil, França, Espanha, Portugal, Argentina, México, Peru, Chile e Colômbia, todos criados no início de abril. Neste artigo, explicamos exatamente como os golpistas operam e como evitar a compra de ingressos falsos.

Como funciona o golpe dos ingressos falsos

Devido à alta demanda por ingressos para a turnê mundial, alguns dos organizadores do evento prepararam medidas adicionais para garantir que não haja cambistas. No Brasil, os serviços de venda de ingressos adotaram um formato de “pré-reserva”: o usuário primeiro faz uma reserva online e depois paga pessoalmente na bilheteria. Embora justificada, a mudança causou confusão entre os fãs e criou uma oportunidade para que criminosos cometessem fraudes.

Os golpistas criam páginas quase idênticas às oficiais, replicando o layout, o design e todo o processo de compra – para usuários comuns, a experiência parece totalmente legítima. Os links para esses sites estão circulando nas redes sociais, principalmente no Instagram.

No Brasil, as vítimas são solicitadas a efetuar pagamentos via PIX, o sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central do Brasil. Em alguns casos, os sites chegam a simular uma opção de pagamento com cartão, mas alegam alta demanda ou erros no sistema para pressionar os usuários a escolherem o PIX. Os pagamentos via PIX são então direcionados para contas laranja, dificultando a recuperação dos fundos.

Sites fraudulentos vendem ingressos falsos do BTS no Brasil
Site falso imitando a página da Ticketmaster no Brasil. O design é quase idêntico ao original.
Sites fraudulentos vendem ingressos falsos do BTS no Brasil
Este site brasileiro falso dá ao usuário a impressão de que pode escolher entre pagamento com cartão ou PIX. Na realidade, escolher a opção de cartão bancário sempre resulta em “erros” falsos. No final, a vítima não tem outra escolha a não ser pagar pelo sistema de pagamento instantâneo.
Site fraudulento do Weverse
Página fraudulenta vende assinatura falsa do BTS. O site é uma cópia fraudulenta do Weverse, plataforma legítima que hospeda comunidades de K-pop e vende assinaturas de fã-clubes.
Ingressos falsos vendidos para o BTS em um Ticketmaster fraudulento
Versão francesa do Ticketmaster falso.

Esse golpe é um exemplo perfeito de como funciona a engenharia social. Ele se aproveita de uma base de fãs enorme e altamente engajada, levando muitos usuários a agir de forma impulsiva. Os falsos “erros” que o site exibe durante o pagamento criam uma sensação de urgência e causam pânico – golpistas sabem muito bem com que rapidez os ingressos do BTS se esgotam. Além disso, as dúvidas sobre o novo sistema de compra estabelecido pelos organizadores do evento ajudam os criminosos a tornar os sites falsos ainda mais convincentes.

Como se proteger contra golpes de ingressos

Para realmente conseguir ingressos para o show do seu grupo favorito – e não cair vítima de golpistas –, é importante ter em mente estas regras básicas de segurança cibernética:

  • Acesse apenas serviços oficiais de venda de ingressos, que você pode encontrar na página oficial dedicada à turnê do BTS. Digite o endereço do site diretamente no seu navegador e evite links recebidos por mensagens, redes sociais ou e-mail.
  • Verifique o domínio com cuidado. Pequenas alterações no endereço geralmente indicam fraude. Isso inclui traços adicionais, domínios territoriais incomuns e alterações imperceptíveis, como substituir o “l” minúsculo pelo “I” maiúsculo.
  • Verifique se o site possui páginas de Política de Privacidade e Termos de Uso. Se elas estiverem faltando, você definitivamente está visitando um site falso. Mas lembre-se: a presença dessas páginas não garante que o site seja legítimo. Com a IA moderna, gerar essas páginas leva apenas alguns segundos.
  • Verifique cuidadosamente o formato de venda para cada país. No Brasil, o pagamento só deve ser feito pessoalmente, portanto, qualquer solicitação de pagamento online durante a pré-venda é um forte indício de golpe. Outros países e organizadores de eventos podem oferecer pagamentos online.
  • Se você foi vítima de um golpe, entre em contato imediatamente com seu banco. Se você forneceu informações do cartão de crédito aos criminosos, deve solicitar a reemissão do cartão para evitar novos pagamentos não autorizados.
  • Ative os alertas bancários. Notificações em tempo real permitem que você identifique rapidamente transações suspeitas.
  • Use uma proteção de segurança cibernética que detecta e bloqueia automaticamente sites fraudulentos. Kaspersky Premium, nossa solução robusta de segurança cibernética, também bloqueia tentativas de phishing, protege seus dados pessoais e ajuda a proteger sua identidade.
  • Cuidado com ingressos “gratuitos” ou com “desconto“. No fim das contas, não existe almoço grátis – especialmente quando se trata de grupos musicais mundialmente famosos.

Mais sobre golpes:

Trojan BeatBanker e BTMOB: técnicas de infecção e como manter a segurança | Blog oficial da Kaspersky

Para conseguir concretizar seus planos ardilosos, os desenvolvedores de malware para Android precisam enfrentar vários desafios sucessivos: enganar os usuários para invadir o smartphone, burlar os softwares de segurança, convencer as vítimas a conceder várias permissões do sistema, manter a distância de otimizadores de bateria integrados que consomem muitos recursos e, depois de tudo isso, ter a certeza de que o malware realmente gera lucro. Os criadores do BeatBanker, uma campanha de malware baseado em‑Android descoberta recentemente por nossos especialistas, desenvolveram algo novo para cada uma dessas etapas. O ataque é voltado, por enquanto, para usuários brasileiros, mas as ambições dos desenvolvedores quase certamente motivará uma expansão internacional, então, vale a pena permanecer em alerta e estudar os truques do agente da ameaça. É possível encontrar uma análise técnica completa do malware na Securelist.

Como o BeatBanker se infiltra em um smartphone

O malware é distribuído por páginas de phishing especialmente criadas que imitam a Google Play Store. Uma página facilmente confundida com o Marketplace oficial convida os usuários a baixar um aplicativo aparentemente útil. Em uma campanha, o trojan se disfarçou como o aplicativo de serviços do governo brasileiro, o INSS Reembolso. Em outra, ele se apresentava como um aplicativo da Starlink.

O site malicioso cupomgratisfood{.}shop faz um excelente trabalho ao imitar uma loja de aplicativos. Não está claro por que o aplicativo INSS Reembolso falso aparece todas as três vezes. Para transparecer mais credibilidade, talvez?!

A instalação ocorre em várias etapas para evitar a solicitação de muitas permissões ao mesmo tempo e para acalmar ainda mais a vítima. Depois que o primeiro aplicativo é baixado e iniciado, ele exibe uma interface que também se assemelha ao Google Play e simula uma atualização para o aplicativo falso, ao solicitar a permissão do usuário para instalar aplicativos, algo que não parece fora do comum no contexto. Se essa permissão for concedida, o malware baixará módulos maliciosos adicionais no smartphone.

Após a instalação, o trojan simula uma atualização do aplicativo chamariz via Google Play ao solicitar permissão para instalar aplicativos enquanto baixa módulos maliciosos adicionais no processo

Todos os componentes do trojan são criptografados. Antes de descriptografar e prosseguir para os próximos estágios da infecção, ele verifica se o smartphone é real e se ele está no país de destino. O BeatBanker encerra imediatamente o próprio processo se encontrar discrepâncias ou detectar que está sendo executado em ambientes emulados ou de análise. Isso complica a análise dinâmica do malware. Aliás, o falso downloader de atualizações injeta módulos diretamente na RAM para evitar a criação de arquivos no smartphone que seriam visíveis ao software de segurança.

Todos esses truques não são novidade e são frequentemente usados em malwares complexos para computadores desktop. No entanto, para smartphones, essa sofisticação ainda é uma raridade, e nem todas as ferramentas de segurança conseguirão detectar isso. Usuários de produtos da Kaspersky estão protegidos contra essa ameaça.

Reprodução de áudio como um escudo

Uma vez estabelecido no smartphone, o BeatBanker baixa um módulo para minerar a criptomoeda Monero. Os autores estavam muito preocupados com a possibilidade dos sistemas agressivos de otimização de bateria do smartphone desligarem o minerador, então eles criaram um truque: tocar um som quase inaudível o tempo todo. Os sistemas de controle de consumo de energia normalmente poupam os aplicativos que estão reproduzindo áudio ou vídeo para evitar cortar a música de fundo ou os players de podcast. Dessa forma, o malware pode ser executado continuamente. Além disso, ele exibe uma notificação persistente na barra de status para solicitar ao usuário que mantenha o telefone ligado para uma atualização do sistema.

Exemplo de uma notificação de atualização persistente do sistema de outro aplicativo malicioso disfarçado como um aplicativo da Starlink

Controle via Google

Para gerenciar o trojan, os autores utilizam o Firebase Cloud Messaging (FCM) legítimo do Google, um sistema para receber notificações e enviar dados de um smartphone. Esse recurso está disponível para todos os aplicativos e é o método mais popular para enviar e receber dados. Graças ao FCM, os invasores podem monitorar o status do dispositivo e alterar as configurações de acordo com suas necessidades.

Não acontecerá nada durante um tempo, depois que o malware for instalado, os invasores esperam pacientemente. Então, eles acionam o minerador, mas com o cuidado de reduzir a intensidade, se o telefone superaquecer, a bateria começar a descarregar ou o proprietário estiver usando o dispositivo. Tudo isso é feito via FCM.

Roubo e espionagem

Além do minerador de criptomoedas, o BeatBanker instala módulos extras para espionar o usuário e realizar o roubo no momento certo. O módulo de spyware solicita a permissão dos Serviços de Acessibilidade, e se ela for concedida, o monitoramento de tudo o que estiver acontecendo no smartphone começa.

Se o proprietário abrir o aplicativo Binance ou Trust Wallet para enviar USDT, o malware sobrepõe uma tela falsa na parte superior da interface da carteira ao trocar efetivamente o endereço do destinatário pelo seu próprio endereço. Todas as transferências vão para os golpistas.

O trojan possui um sistema de controle remoto avançado e é capaz de executar muitos outros comandos:

  • Interceptação de códigos únicos do Google Autenticador
  • Gravação de áudio do microfone
  • Streaming da tela em tempo real
  • Monitoramento da área de transferência e interceptação de pressionamentos de tecla
  • Envio de mensagens SMS
  • Simulação de toques em áreas específicas da tela e entrada de texto de acordo com um script enviado pelo invasor e muito mais

Tudo isso torna possível roubar a vítima quando ela usa qualquer outro serviço bancário ou de pagamento, não apenas os pagamentos de criptomoedas.

Às vezes, as vítimas são infectadas com um módulo diferente para espionagem e controle remoto por smartphone, o trojan de acesso remoto BTMOB. Seus recursos maliciosos são ainda mais amplos, incluindo:

  • Aquisição automática de determinadas permissões no Android 13 a 15
  • Rastreamento contínuo de geolocalização
  • Acesso às câmeras frontal e traseira
  • Obtenção de códigos PIN e senhas para desbloqueio da tela
  • Captura da digitação do teclado

Como se proteger contra o BeatBanker

Os criminosos virtuais estão constantemente refinando seus ataques e criando novas soluções como formas de lucrar com as vítimas. Apesar disso, é possível se proteger seguindo algumas precauções simples:

  • Baixe aplicativos somente de fontes oficiais, como o Google Play ou a loja de aplicativos pré-instalada pelo fornecedor. Se encontrar um aplicativo ao pesquisar na Internet, não o abra por meio de um link do navegador, em vez disso, acesse o aplicativo Google Play ou outra loja consolidada em seu smartphone e procure por ele lá. Enquanto estiver fazendo isso, verifique o número de downloads, o histórico do aplicativo, as classificações e os comentários. Evite aplicativos novos, aplicativos com classificações baixas e aqueles com um pequeno número de downloads.
  • Verifique todas as permissões concedidas. Não conceda permissões sem a certeza do que elas fazem ou por que esse aplicativo específico as requer. Tenha muito cuidado com permissões como Instalar aplicativos desconhecidos, Acessibilidade, Superusuário e Exibir sobre outros aplicativos. Escrevemos sobre isso em detalhes em um artigo separado.
  • Equipe seu dispositivo com uma solução antimalware abrangente. Naturalmente, recomendamos o Kaspersky for Android. Os usuários dos produtos Kaspersky estão protegidos contra o BeatBanker, detectado com os veredictos HEUR:Trojan-Dropper.AndroidOS.BeatBanker e HEUR:Trojan-Dropper.AndroidOS.Banker.*.
  • Atualize regularmente o sistema operacional e o software de segurança. Para o Kaspersky for Android, atualmente indisponível no Google Play, consulte nossas instruções detalhadas sobre como instalar e atualizar o aplicativo.

Ameaças aos usuários do Android estão aumentando bastante ultimamente. Confira nossas outras postagens sobre os ataques Android mais relevantes e difundidos, além das dicas para manter você e seus entes queridos seguros:

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